sexta-feira, 5 de setembro de 2014

AGRICULTORES DE BREVES CRIAM COOPERATIVA

Trinta e duas famílias da rodovia PA-159 e vicinais em ×Breves, no Marajó, estão se organizando para constituir uma cooperativa. O processo – que inclui registros na Prefeitura, Junta Comercial do ×Estado do Pará (Jucepa) e Receita Federal, entre outros trâmites – tem o apoio dos escritórios regional e local da ×Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do ×Estado do Pará (Emater) e deve ser finalizado ainda este ano.
 O principal objetivo do grupo é fechar contratos mais amplos do ×Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae). Atualmente, o fornecimento individual de produtos, que costuma ser de derivados da mandioca e hortaliças, é limitado em R$ 20 mil por ano. Já para cooperativas os valores são livres.
 “Dez dessas famílias já fornecem regularmente desde 2011, assinando novo contrato com a Prefeitura a cada ano, mas querem aumentar a quantidade. Os demais interessados terão muito mais oportunidade a partir da cooperativa, porque muitos ou só trabalhavam com um produto, de forma sazonal, da lista do edital, ou apresentavam produção individual insuficiente para concorrer”, diz o supervisor-adjunto do escritório regional da ×Emater no Marajó, o engenheiro agrônomo Francisco de Sousa.
 De acordo com ele, a oficialização da cooperativa pode auxiliar, inclusive, no diálogo para o aperfeiçoamento dos cardápios de merenda escolar. A primeira reunião ocorreu nesta quinta-feira (4), na casa de um dos agricultores, na comunidade São Tomé. A Emater palestrou sobre cooperativismo e associativismo e orientou a nomeação de uma comissão, que ficou responsável por recolher os dados dos futuros cooperados. Na próxima quinta-feira (11), está previsto um novo encontro, também com a presença da ×Emater, para que se estude o organograma obrigatório da entidade, como diretoria e conselho fiscal.

 Aline Miranda
Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

FAMÍLIAS CARENTES DE SSBV APRENDEM A FAZER HORTAS DOMÉSTICAS

O objetivo é garantir que as famílias possam trabalhar efetivamente com hortaliças, enriquecendo a própria alimentação e gerando renda com a venda
Vinte e cinco famílias da periferia de São Sebastião da ×Boa Vista, no Marajó, começam na tarde desta quarta-feira (3) a receber treinamento para instalar hortas domésticas das quais possam retirar alimentos e comercializar o excedente. O público é considerado abaixo da linha da pobreza, por ora sem atividade econômica relevante.
 O curso de olericultura básica, promovido pelo escritório local da ×Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do ×Estado do Pará (Emater), em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e com a Prefeitura, seguirá até sexta-feira (5).
 As aulas, que versarão sobre o aproveitamento agroecológico de quintais e sobre plantio suspenso em garrafas pet, serão realizadas na sede da Emater. Uma demonstração prática está prevista para a propriedade de uma das alunas. Cada participante receberá um kit de sementes de feijão, pepino e alface doado pela ×Secretaria de Estado de Agricultura (Sagri). Também se pretende estimular o cultivo de coentro e cebolinha e o preparo de compostagem orgânica.
 A ideia é que, a partir da capacitação e com acompanhamento técnico da ×Emater, com possibilidade iminente de crédito rural, as famílias possam trabalhar efetivamente com hortaliças, enriquecendo a própria alimentação e gerando renda com a venda. “São Sebastião precisa importar hortaliças. Esse é um grande mercado para a agricultura familiar do município e um caminho para o desenvolvimento de um cinturão verde na zona periurbana”, aponta a chefe do escritório local da Emater, a técnica em agropecuária Bruna Paula Santos.

Aline Miranda
Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará