Foi publicado na edição desta sexta-feira, 1º de fevereiro, do Diário Oficial do Estado o resultado da terceira edição do Edital Literário Dalcídio Jurandir, concurso promovido pela Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves. O edital é organizado pela Gerência de Promoção Editorial da Fundação e premia autores nas categorias “conto”, “crônica”, “poesia” e “romance”. As três primeiras foram destinadas apenas para escritores paraenses e a categoria “romance” aceitou obras de todo Brasil.
A idade mínima exigida dos participantes é 18 anos e cada autor pode inscrever uma obra inédita em cada categoria, assinada com pseudônimos. Como premiação, os selecionados terão suas obras editadas e publicadas pela Fundação Tancredo Neves, com uma tiragem de mil exemplares, além de receber uma premiação em dinheiro. O vencedor na categoria romance receberá R$ 5 mil, já os vencedores nas categorias poesia, crônica e conto ganharão R$ 3 mil, cada.
As comissões julgadoras também indicaram um autor em cada categoria a ser contemplado com o prêmio de menção honrosa e receber as tiragens de livro sem a premiação em dinheiro.
Resultado
Na categoria “romance”, o primeiro lugar ficou com Gabriela Amorim e a obra “O Velho”, já a menção honrosa ficou com José Maria de Lima pela obra “Ave, Marajó!”. Na categoria “conto”, o primeiro lugar foi de Franciorlis Viana, com “Ojos”, e a menção honrosa ficou para Jorge Ricardo, com “Mater Puríssima – Histórias da festa de Conceição em Abaeté do Tocantins”.
Já na categoria “poesia”, o primeiro lugar foi para Klefferson Farias com a obra “Rios Amargos. Olhares Perdidos. Fragmentos Poéticos” e a menção honrosa foi para Ruy Edmundo com a obra “No caminho das linhas”. Na categoria “crônica”, Geovane Silva conquistou o primeiro lugar com a obra “Pequenas Divagações no Tempo” e a menção honrosa ficou com Lourdes Furtado com a obra “Memórias de um tempo quase-ontem”.
Fonte: Agência Pará
Mostrando postagens com marcador LITERATURA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador LITERATURA. Mostrar todas as postagens
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
sábado, 8 de dezembro de 2012
SAIBA MAIS SOBRE O MARAJÓ
A Universidade Federal do Pará, através do Programa de Pós-Graduação em Antropologia, convida você para o lançamento do II Volume do Projeto Remando por Campos e Florestas, destinado ao Ensino Médio, organizado pelos professores doutores Agenor Sarraf Pacheco, Denise Pahl Schaan e Jane Felipe Beltrão.
AGENDA DOS PRIMEIROS LANÇAMENTOS
BREVES - 13/12/2012
PORTEL - 14/12/2012
MELGAÇO - 15/12/2012
BELÉM - 20/12/2012 - QUINTA-FEIRA
Local: IPHAN/ AUDITÓRIO DO PRÉDIO NOVO
Hora: 19h30 Endereço: Av. Governador José Malcher, esquina com Benjamin Constant. Bairro: Nazaré Fones: (91)3224-1825
Editora: GKNORONHA
Patrocínio: Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN)
Informações: Agenor Sarraf
AGENDA DOS PRIMEIROS LANÇAMENTOS
BREVES - 13/12/2012
PORTEL - 14/12/2012
MELGAÇO - 15/12/2012
BELÉM - 20/12/2012 - QUINTA-FEIRA
Local: IPHAN/ AUDITÓRIO DO PRÉDIO NOVO
Hora: 19h30 Endereço: Av. Governador José Malcher, esquina com Benjamin Constant. Bairro: Nazaré Fones: (91)3224-1825
Editora: GKNORONHA
Patrocínio: Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN)
Informações: Agenor Sarraf
terça-feira, 19 de junho de 2012
SOURENSE LANÇARÁ LIVRO EM JULHO
O escritor Ailton Favacho (foto) estará lançando o seu primeiro romance, intitulado Casa de Barro. O livro solo, que sai do prelo pela Cpoema Editora, contando com o apoio da Prefeitura de Soure, foi editado por Jorge Lopes e prefaciado pelo poeta e contista Marcos Vitelli. A obra marca a consolidação, no cenário da literatura brasileira, do autor que é poeta, professor e vice-presidente do CPOEMA (Clube do Poeta e do Escritor Marajoara).Ailton explica que o livro foi dividido em dez capítulos, intercalados por poemas e letras de músicas produzidos durante sua carreira literária, e realça a capacidade humana de superar obstáculos, como o preconceito e a pobreza, ainda tão latentes na história dos mais carentes que encontram nas necessidades a motivação para lutar por seus ideais e alcançar seus objetivos. Mas Casa de Barro também guarda muitas surpresas e nuances em uma trama bem costurada, marcada por suspense, misticismo e conturbadas relações amorosas.
Continue lendo AQUI
segunda-feira, 16 de abril de 2012
A OBRA DE DALCÍDIO JURANDIR E O ROMANCE MODERNO
Um livro que vai agradar em cheio aos estudantes de Letras, aos professores de Literatura e, principalmente, a todo e qualquer bom leitor. Professor e coordenador do curso de Letras da Universidade do Estado do Pará (Uepa), Alonso Junior se dedicou a estudar e destrinchar as obras de um dos mais aclamados escritores paraenses e o resultado de sua análise está em “A Obra de Dalcídio Jurandir e o Romance Moderno”, livro que será lançado em maio próximo pela editora Pakatatu e posteriormente distribuído gratuitamente entre os alunos de Letras de todos os campi da instituição, já que foi redigido como parte do programa de incentivo à pesquisa da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propesp) da Uepa. “Neste momento, Dalcídio continua sendo o melhor romancista da Amazônia e sua obra precisa ser analisada a partir de um número maior de instrumentos de análise do que os até agora utilizados”, afirma o docente, justificando seu trabalho.Durante a pesquisa que originou a publicação, Alonso contou com a ajuda de seus próprios alunos. “Em geral, a obra do escritor tem sido abordada de um ponto de vista mais sociológico do que estético. Estudá-lo a partir de um ângulo mais estético, portanto, foi o motivo central da série de artigos que compõem o livro. Um dos artigos é meu e os demais foram escritos pelos alunos do curso de Letras da Uepa. Antes de ser autor, sou um organizador que também escreveu um artigo”, explica.
DESCONHECIMENTO
Para ele, Dalcídio Jurandir é um escritor injustiçado. “Ele é pouco conhecido fora das fronteiras regionais quando se considera que seu talento pelo menos se iguala ao de José Lins do Rego, Raquel de Queiroz e Graciliano Ramos, para citar apenas alguns autores que são bastante conhecidos no cenário brasileiro”, detalha. “Penso que há uma questão muito relevante que a pesquisa detectou e que até agora foi pouco estudada: diferentemente dos romancistas brasileiros da geração de 30, na qual os romances de Dalcídio tem, pelo menos, um dos pés fincados, não existe na sua leitura do mundo uma perspectiva otimista da superação dos problemas humanos fundada no socialismo. Ao contrário da leitura de Graciliano Ramos, por exemplo, a de Dalcídio não é solene, dramática, digamos, mas bem humorada, irônica até, ou se quisermos, desencantada”, destaca, enaltecendo a grandiosidade do paraense.
COMPARAÇÃO
Se o autor é pouco conhecido no cenário nacional, suas características o tornam comparável a mundialmente célebres romancistas. “Este pormenor o faz diferente dos outros romancistas desta geração, ao mesmo tempo em que o aproxima de vários autores europeus que, desde a segunda metade do século XIX e no início do XX, abordam o homem sob este ângulo. É o caso de Flaubert, Machado de Assis, Thomas Mann e Joyce, para citar apenas alguns deles.(Ascom-UEPA)
Fonte: DOL
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
AI SE SÊSSE
O poeta Zé da Luz, do início do século, escreveu uma poesia porque disseram pra ele que pra falar de amor é necessário um português correto e tal... Aí Zé da Luz escreveu uma poesia chamada "Ai se sêsse" que diz assim...
Se um dia nóis se gostasse;
Se um dia nóis se queresse;
Se nóis dois se impariásse,
Se juntin nóis dois vivesse!
Se juntin nós dois morasse
Se juntin nóis dois drumisse;
Se juntin nóis dois morresse!
Se pro céu nós assubisse,
Mas porém, se acontecesse
qui São Pêdo não abrisse
as portas do céu e fosse,
te dizê quarqué tolíce?
E se eu me arriminasse
e tu cum eu insistisse,
prá qui eu me arrezorvesse
e a minha faca eu puxasse,
e o buxo do céu furasse?...
Tarvez qui nóis dois ficasse
tarvez qui nóis dois caísse
e o céu furado arriasse
e as virge tôdas fugisse!!!
Zé da Luz - Severino de Andrade Silva, nasceu em Itabaiana, PB, em 29/03/1904 e faleceu no Rio de Janeiro-RJ, em 12/02/1965)
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
RESENHA DE "CHOVE NOS CAMPOS DE CACHOEIRA" DE DALCÍDIO JURANDIR
Por Roberto S. Kahlmeyer-Mertens **Após um jejum de quase 30 anos, a obra literária de Dalcídio Jurandir (1909-1979) começa a ser revisitada com fôlego renovado. À margem das editoras comerciais, até a data de seu centenário de nascimento, o escritor que durante as primeiras décadas do século XX foi lido, reconhecido e admirado pelas gerações de Graciliano Ramos e Jorge Amado, esteve durante todo este tempo relegado ao nicho acadêmico ou submetido ao rótulo de regionalista. Dalcídio Jurandir escreveu onze romances, dez dos quais integram o que ficou conhecido como o Ciclo do Extremo-Norte. Contendo títulos como “Marajó” (1947), “Três casas e um rio” (1958), “Belém do Grão-Pará” (1960), o conjunto destas obras arrebatou em 1972 o Prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras.
As criaturas de Marajó em prosa trabalhada e lavrada
O primeiro título deste conjunto — que o filósofo e crítico literário Benedito Nunes chamou de “ciclo romanesco” — é “Chove nos campos de Cachoeira”. O livro, que também é considerado o primeiro romance amazônico moderno, recebe agora uma nova edição. Com grande força e intensidade narrativa, e marcado pela influência da segunda geração do romance modernista no Brasil, esta obra faz mais do que pintar quadros da vida singular de quem a escreveu. Dalcídio Jurandir descreve o horizonte amazônico a partir de vivências regionais, o contexto humano e geográfico com a pluralidade de suas imagens, suas elaborações linguísticas típicas, a cultura e, até mesmo, as concepções sociopolíticas que perpassam esta mundividência.
“Chove nos campos de Cachoeira” foi originalmente publicado em 1940. A obra se ambienta em Cachoeira do Arari, lugarejo no qual habita Alfredo, personagem que se identifica paradigmaticamente com a gente que povoa a Amazônia paraense rural. O romance retrata com plasticidade a existência humilde e agreste de personagens que são pequenos proprietários de terra, campeadores, pescadores, barqueiros, empregados das fazendas, enfim, a matéria humana que Dalcídio chamava carinhosamente de a “farinha-d’água de meus beijus”.
No enredo, tem-se a ida do menino Alfredo para a capital com a finalidade de dar prosseguimento aos estudos. Os contrastes entre o interior e a metrópole, os costumes da europeizada Belém frente aos da provinciana Marajó se fazem sentir na trama que envolve tanto as memórias afetivas do narrador, quanto um sentimento de pertença à terra marajoara. Destaque-se na referida narrativa o capítulo “Caroço de tucumã”; neste, uma pequena semente de palmeira nativa, que viajou com o pequeno protagonista desde Marajó, ganha significação especial no romance. Longe do solo inundado de Cachoeira na época de cheia, era na semente que o menino buscava a segurança de quem o compreendesse e o animasse: “Sentia-se só, distante, imaginando sempre. Só a bolinha tomava corpo de gente, era sua amiga. Era o corpo da imaginação. Bolinha fiel e rica de fazer de conta!”. Mais do que produto da imaginação e carência pueril, a semente de tucumã faculta interpretações que o tomam como metáfora da semântica amazônica que Dalcídio Jurandir, bem como Alfredo, seu alter ego, jamais deixou de rever.
Nova edição corrigida e apontada pelo autor
A presente edição de “Chove nos campos de Cachoeira” foi estabelecida a partir de um exemplar da primeira edição com apontamentos marginais e correções do próprio Dalcídio. A observância dos anseios do autor a partir deste texto de referência permitiu a depuração do original que constitui sua colação definitiva. As modificações são sensíveis, embora nenhuma delas altere substancialmente a prosa dalcidiana. Se comparada com a edição anterior (a crítico-filológica, caprichosamente organizada pela pesquisadora Rosa Assis em 1998), notam-se pequenas alterações de formulação e vocabulário; vez por outra, mudanças de pontuação reduzindo longos períodos.
Mesmo com essas corrigendas, continuamos a ter em “Chove nos campos de Cachoeira” o mesmo romance que garantiu a seu criador o Prêmio Dom Casmurro, oferecido pela Editora Vecchi, a mesma narrativa densa e fluente, a mesma essência e virtualidade que fazem com que Gunter Karl Pressler, em um de seus ensaios, nos afiance a autenticidade e universalidade do Romancista da Amazônia.
Mesmo com essas corrigendas, continuamos a ter em “Chove nos campos de Cachoeira” o mesmo romance que garantiu a seu criador o Prêmio Dom Casmurro, oferecido pela Editora Vecchi, a mesma narrativa densa e fluente, a mesma essência e virtualidade que fazem com que Gunter Karl Pressler, em um de seus ensaios, nos afiance a autenticidade e universalidade do Romancista da Amazônia.
Serviço: Chove nos campos de Cachoeira , de Dalcídio Jurandir. Apresentação de Rosa Assis. Editora 7Letras, 264 pgs. R$ 43
**ROBERTO S. KAHLMEYER-MERTENS é doutor em filosofia pela Uerj, membro da Academia Brasileira de Literatura (ABDL)
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
ANTÔNIO JURACI SIQUEIRA, "O BOTO" DE AFUÁ, LANÇA LIVRO AMANHÃ NO IAP
Publicação é uma coletânea de duas obras em cordel escritas pelo autor
O escritor e poeta, Antônio Juraci Siqueira lança amanhã, 1º de fevereiro, o livro "O Chapéu do Boto e o Bicho Folharal", no Instituto de Artes do Pará (IAP), às 19h. Com lançamento pela Editora Paka-Tatu, a obra ganhou o Prêmio Mais Cultura de Literatura em Cordel 2010, edição "Patativa do Assaré". O valor do livro, no dia do lançamento, terá o preço simbólico de R$ 5.
O livro é uma coletânea de duas literaturas em cordel escritas por Juraci. A primeira "O Chapéu do Boto", foi lançada originalmente em 2003, em quadrinhos, com desenhos de Waldir Lisboa, e este ano está sendo reeditada na França, pela professora Ana Daldibon, como base de sua dissertação de mestrado. Também ganhou em 2010 o concurso de Poesia Popular, em Maranguape, no Ceará. Já o "Bicho Folharal", também foi lançado na mesma época.
O escritor conta que sua obra é voltada para jovens e crianças, o que não é muito comum no mundo da literatura em cordel. "O cordel foi o gênero que me iniciou na literatura, lia muito quando morava no interior. Tive a iniciativa de voltar as minhas criações para o público infanto-juvenil, porque quase não fazem obras desse tipo para esse público", comenta Juraci.
Ele explica que o novo livro, também tem um caráter educativo. "Os animais que aparecem no ‘Bicho Folharal’, são da fauna brasileira, e resolvi colocar um glossário ao final do livro explicando sobre cada um desses animais. E no ‘Chapéu do Boto’ tive o cuidado de preservar o boto na história, já que no conto original ele morre, e isso é um final muito triste para uma criança", explica.
Com mais de 80 títulos individuais publicados, o marajoara Juraci Siqueira, 63 anos, nasceu no município de Afuá, as margens do rio Cajary, e lá começou a ler os grandes mestres da literatura de cordel. Já tem mais de 30 anos de carreira publicando contos, crônicas, poesias, folhetins, e outros gêneros. Além disso, colabora com jornais e revistas e conta com aproximadamente 200 premiações literárias, de concursos nacionais e locais.
CORDEL
Com o nome originário de Portugal, onde eram expostos para venda, pendurados em cordas, cordéis ou barbantes, o cordel ou também chamado de folhetim, ficou mais conhecido no Brasil através da Região Nordeste. A modalidade literária é conhecida pelo linguajar despreocupado, regionalizado e informal utilizado para a composição dos textos publicados geralmente em livretos.
Na Região Amazônica, a literatura chegou pelas mãos do nordestino, na época do ciclo da borracha. Alguns nomes de cantadores e poetas populares são conhecidos da época, como Antonio Gonçalves da Silva, conhecido como Patativa do Assaré, Silvino Pirauá, Firmino Texeira do Amaral, Chagas Batista e outros. A editora Guajarina foi importante para a expansão do gênero na Região Norte, tendo como proprietário o pernambucano Francisco Rodrigues Lopes.
Para o autor Antonio Siqueira, existem hoje muitos poetas que representam bem a literatura de cordel na região, como Adalto Alcântara, Heliana Barriga e João de Castro.
Serviço:
Lançamento do livro "O Chapéu do Boto e o Bicho Folharal"
Amanhã (1º de fevereiro), às 19j
Local: Instituto de Artes do Pará (IAP) - Praça Justo Chermont ao lado da Basílica de Nossa Senhora de Nazaré.
Preço do livro no lançamento: R$ 5
O escritor e poeta, Antônio Juraci Siqueira lança amanhã, 1º de fevereiro, o livro "O Chapéu do Boto e o Bicho Folharal", no Instituto de Artes do Pará (IAP), às 19h. Com lançamento pela Editora Paka-Tatu, a obra ganhou o Prêmio Mais Cultura de Literatura em Cordel 2010, edição "Patativa do Assaré". O valor do livro, no dia do lançamento, terá o preço simbólico de R$ 5.
O livro é uma coletânea de duas literaturas em cordel escritas por Juraci. A primeira "O Chapéu do Boto", foi lançada originalmente em 2003, em quadrinhos, com desenhos de Waldir Lisboa, e este ano está sendo reeditada na França, pela professora Ana Daldibon, como base de sua dissertação de mestrado. Também ganhou em 2010 o concurso de Poesia Popular, em Maranguape, no Ceará. Já o "Bicho Folharal", também foi lançado na mesma época.
O escritor conta que sua obra é voltada para jovens e crianças, o que não é muito comum no mundo da literatura em cordel. "O cordel foi o gênero que me iniciou na literatura, lia muito quando morava no interior. Tive a iniciativa de voltar as minhas criações para o público infanto-juvenil, porque quase não fazem obras desse tipo para esse público", comenta Juraci.
Ele explica que o novo livro, também tem um caráter educativo. "Os animais que aparecem no ‘Bicho Folharal’, são da fauna brasileira, e resolvi colocar um glossário ao final do livro explicando sobre cada um desses animais. E no ‘Chapéu do Boto’ tive o cuidado de preservar o boto na história, já que no conto original ele morre, e isso é um final muito triste para uma criança", explica.
Com mais de 80 títulos individuais publicados, o marajoara Juraci Siqueira, 63 anos, nasceu no município de Afuá, as margens do rio Cajary, e lá começou a ler os grandes mestres da literatura de cordel. Já tem mais de 30 anos de carreira publicando contos, crônicas, poesias, folhetins, e outros gêneros. Além disso, colabora com jornais e revistas e conta com aproximadamente 200 premiações literárias, de concursos nacionais e locais.
CORDEL
Com o nome originário de Portugal, onde eram expostos para venda, pendurados em cordas, cordéis ou barbantes, o cordel ou também chamado de folhetim, ficou mais conhecido no Brasil através da Região Nordeste. A modalidade literária é conhecida pelo linguajar despreocupado, regionalizado e informal utilizado para a composição dos textos publicados geralmente em livretos.
Na Região Amazônica, a literatura chegou pelas mãos do nordestino, na época do ciclo da borracha. Alguns nomes de cantadores e poetas populares são conhecidos da época, como Antonio Gonçalves da Silva, conhecido como Patativa do Assaré, Silvino Pirauá, Firmino Texeira do Amaral, Chagas Batista e outros. A editora Guajarina foi importante para a expansão do gênero na Região Norte, tendo como proprietário o pernambucano Francisco Rodrigues Lopes.
Para o autor Antonio Siqueira, existem hoje muitos poetas que representam bem a literatura de cordel na região, como Adalto Alcântara, Heliana Barriga e João de Castro.
Serviço:
Lançamento do livro "O Chapéu do Boto e o Bicho Folharal"
Amanhã (1º de fevereiro), às 19j
Local: Instituto de Artes do Pará (IAP) - Praça Justo Chermont ao lado da Basílica de Nossa Senhora de Nazaré.
Preço do livro no lançamento: R$ 5
Fonte: ORM
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
DESPIRAM OS TUCANOS !

Será lançado no Pará o Livro PRIVATARIA TUCANA - Participe!
DIA: 02 DE fevereiro
HORA: 18:00
LOCAL: Sede do Sindicato dos Urbanitários do Pará
ENDEREÇO: Duque de Caxias entre Eneas Pinheiro e Lomas
Obra jornalística investigativa, que relata as irregularidades e corrupção do período de privatização do Governo Fernando Henrique(FHC). Naquela época o discurso era de modernização do País, no entanto o que vimos foi a remessa de dinheiro para o exterior para as contas daqueles que bateram o martelo nas bolsas de valores (José Serra).
Fonte: Perfil do Facebook de Dom Jair Alves Costa
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
LIVRO DESCREVE O TRABALHO DAS PARTEIRAS DE MELGAÇO
No interior do Pará, numa cidade chamada Melgaço ( Marajó) , há mulheres que nasceram com o dom da vida nas mãos. Aparam meninos e meninas ao longo dos anos, no cotidiano do partejar. Não carregam a pressa dos hospitais, apenas as marcas do tempo que lhe conferem a sabedoria para aprender a esperar. Foi esse universo impregnado de vida, e também de morte, que a antropóloga brasiliense Soraya Fleischer conheceu de perto entre o início de 2004 e final de 2005. Trocou de cenário e até mesmo de hábitos para entender e compartilhar as histórias das parteiras.
Soraya conviveu com essas “aparadeiras” de crianças, acompanhou inúmeros partos, ouviu relatos, “jogou conversa fora”, mergulhou no mundo dessas mulheres. O resultado virou o livro “Parteiras, Buchudas e Aperreios - Uma etnografia do atendimento obstétrico não oficial em Melgaço, Pará”, uma publicação da editora Paka-Tatu em parceria com a Edunisc. A seguir, você confere uma entrevista com a autora sobre o trabalho e as relações estabelecidas no período em que morou na localidade.
Confiança construída dia após dia
P: O que a levou a penetrar nesse mundo das parteiras? E por que Melgaço, especificamente?
R: Estava muito interessada em conhecer os ditos “terapeutas populares”, pessoas que cuidam da saúde dos outros e não são necessariamente profissionais com diploma na mão. São pessoas com muita experiência prática, com muita história de vida e uma dose incrível de disponibilidade para tentar resolver achaques alheios de saúde. Fui parar no Pará pela primeira vez e, em Melgaço, mais especificamente, porque foi nessa cidade que os cursos da década de 1990 tiveram início. O município, então, tem uma experiência acumulada de visitas de gestores e profissionais de saúde, indicadores para avaliação e, melhor de tudo, uma concentração de parteiras ativas e dispostas a conversar sobre isso.
P: Depois do processo de pesquisa que resultou no livro, o que mudou no seu olhar?
R: Eu nunca antes tinha tido a chance de conhecer “terapeutas populares” e foi nos anos de 2000 a 2003 que tive a sorte de ouvir suas histórias de vida e de luta. Sou moça de cidade grande, cidade urbanizada em que todo mundo nasce em hospital. Mas, uma geração antes, a geração de meus pais nasceu com frequência no âmbito doméstico, pelas mãos de parteiras. Então, realmente, é uma mudança grande e muito rápida. Para mim, foi uma experiência muito rica ter conhecido o parto domiciliar feito por parteiras ribeirinhas. Mudou meu olhar sobre o parto, sobre as possibilidades de lugar e de atendimento na hora do parto e sobre o enorme significado da atenção básica de saúde oferecidas pelo SUS.
P: Pelo que se percebe no livro, você teve muita receptividade das parteiras e da comunidade local. Como se construíam essas relações?
R: Não tive uma relação de intimidade com todas as mulheres, eram muitas e tampouco era meu objetivo. Mas com dona Tabita, dona Maria, dona Zuleide, dona Jandira, dona Neném, por exemplo, eu encontrava mais seguidamente e pude conversar sobre outros assuntos diferentes do partejar. Como qualquer relação humana, esse laço foi construído dia a dia, aos poucos, devagarzinho mesmo. No início, não sabiam quem eu era, de onde eu tinha vindo. Aos poucos, elas também foram me fazendo perguntas para saber de minha vida e entender porque eu estava ali há tanto tempo. Eu queria falar de muitos assuntos e conhecê-las como mulheres daquele lugar e daquele tempo, para além de só conhecê-las como “parteiras”.
P: O livro trata, acima de tudo, da vida. Mas há passagens em que o cheiro da morte se faz presente, como o momento em que você relata um parto difícil, cuja gravidez não foi acompanhada pela parteira. A criança acabou nascendo morta. Como você lidou com isso? E qual a atitude das parteiras nesses momentos?
R: Esse parto foi dificílimo. Muito triste mesmo. Fortemente recomendo que os leitores confiram essa história no capítulo 4 do livro. Essa mulher não tinha recebido o “pré-natal das parteiras” e, por conta disso, essas atendentes não sabiam da gravidade dessa gravidez. Era “parto para hospital”, como as parteiras costumavam classificar. Três parteiras foram chamadas para ajudar e não foi possível evitar a morte do bebê durante o processo. O médico da cidade foi chamado e fiquei chocada com a sua completa omissão no caso. Ali tive certeza de que, para muitas autoridades no Brasil, há diferentes tipos de cidadãos e há diferentes tipos de seres humanos, alguns, para essas autoridades, valem menos, têm suas vidas mais dispensáveis.
P: Você consegue definir quem são essas mulheres?
R: Em geral, no Brasil, as mulheres que trabalham como parteiras têm mais de 50 anos, foram atendidas por parteiras em seus partos, tiveram parteiras na família (sobretudo a mãe e a avó materna), receberam alguma espécie de “dom” para trabalhar, têm esse “dom” reconhecido e demandado pelas pessoas de sua vizinhança e parentela. Mas há também parteiras bem mais jovens, que estão se iniciando na carreira, e as bem mais velhas, já septuagenárias e octogenárias que ainda são procuradas para atender. Em Melgaço, à época da pesquisa, encontrei 22 parteiras atuando. Mais pesquisas são necessárias para conseguirmos pluralizar várias “definições” do que constitui ser uma “parteira”
Parteiras, buchudas e aperreios - uma etnografia do atendimento obstétrico não oficial em Melgaço, ParáSoraya Fleischer `Parteiras, buchudas e aperreios - uma etnografia do atendimento obstétrico não oficial em Melgaço, Pará´, de Soraya Fleischer, professora do Departamento de Antropologia da Universidade de Brasília, é uma obra, nas palavras de Carmem Susana Tornquist (Universidade de Santa Catarina), "de uma beleza literária fascinante, que leva qualquer um a adentrar pelos rios, florestas e alteridade da Amazônia, conhecendo, de muito perto, os saberes, os desafios, as desigualdades, os conflitos e as redes de reciprocidade das quais fazem parte as parteiras da Ilha do Marajó, no Pará. Soraya, uma Isabel Allende da antropologia, faz uma descrição detalhada, seguindo a tradição antropológica, reveladora da densidade e complexidade de mulheres de carne e osso que fazem parte de sua pesquisa, mas não sem acentuar o quanto estas são alvo de preconceito e desconsideração, seja sob o pesado estigma de "ignorantes" e "sujas", seja sob formas mais refinadas e sutis de desconsideração a suas técnicas obstétricas". Obra publicada pela Editora Paka-Tatu em parceria com a Edunisc, 351 páginas.
Soraya conviveu com essas “aparadeiras” de crianças, acompanhou inúmeros partos, ouviu relatos, “jogou conversa fora”, mergulhou no mundo dessas mulheres. O resultado virou o livro “Parteiras, Buchudas e Aperreios - Uma etnografia do atendimento obstétrico não oficial em Melgaço, Pará”, uma publicação da editora Paka-Tatu em parceria com a Edunisc. A seguir, você confere uma entrevista com a autora sobre o trabalho e as relações estabelecidas no período em que morou na localidade.
Confiança construída dia após dia
P: O que a levou a penetrar nesse mundo das parteiras? E por que Melgaço, especificamente?
R: Estava muito interessada em conhecer os ditos “terapeutas populares”, pessoas que cuidam da saúde dos outros e não são necessariamente profissionais com diploma na mão. São pessoas com muita experiência prática, com muita história de vida e uma dose incrível de disponibilidade para tentar resolver achaques alheios de saúde. Fui parar no Pará pela primeira vez e, em Melgaço, mais especificamente, porque foi nessa cidade que os cursos da década de 1990 tiveram início. O município, então, tem uma experiência acumulada de visitas de gestores e profissionais de saúde, indicadores para avaliação e, melhor de tudo, uma concentração de parteiras ativas e dispostas a conversar sobre isso.
P: Depois do processo de pesquisa que resultou no livro, o que mudou no seu olhar?
R: Eu nunca antes tinha tido a chance de conhecer “terapeutas populares” e foi nos anos de 2000 a 2003 que tive a sorte de ouvir suas histórias de vida e de luta. Sou moça de cidade grande, cidade urbanizada em que todo mundo nasce em hospital. Mas, uma geração antes, a geração de meus pais nasceu com frequência no âmbito doméstico, pelas mãos de parteiras. Então, realmente, é uma mudança grande e muito rápida. Para mim, foi uma experiência muito rica ter conhecido o parto domiciliar feito por parteiras ribeirinhas. Mudou meu olhar sobre o parto, sobre as possibilidades de lugar e de atendimento na hora do parto e sobre o enorme significado da atenção básica de saúde oferecidas pelo SUS.
P: Pelo que se percebe no livro, você teve muita receptividade das parteiras e da comunidade local. Como se construíam essas relações?
R: Não tive uma relação de intimidade com todas as mulheres, eram muitas e tampouco era meu objetivo. Mas com dona Tabita, dona Maria, dona Zuleide, dona Jandira, dona Neném, por exemplo, eu encontrava mais seguidamente e pude conversar sobre outros assuntos diferentes do partejar. Como qualquer relação humana, esse laço foi construído dia a dia, aos poucos, devagarzinho mesmo. No início, não sabiam quem eu era, de onde eu tinha vindo. Aos poucos, elas também foram me fazendo perguntas para saber de minha vida e entender porque eu estava ali há tanto tempo. Eu queria falar de muitos assuntos e conhecê-las como mulheres daquele lugar e daquele tempo, para além de só conhecê-las como “parteiras”.
P: O livro trata, acima de tudo, da vida. Mas há passagens em que o cheiro da morte se faz presente, como o momento em que você relata um parto difícil, cuja gravidez não foi acompanhada pela parteira. A criança acabou nascendo morta. Como você lidou com isso? E qual a atitude das parteiras nesses momentos?
R: Esse parto foi dificílimo. Muito triste mesmo. Fortemente recomendo que os leitores confiram essa história no capítulo 4 do livro. Essa mulher não tinha recebido o “pré-natal das parteiras” e, por conta disso, essas atendentes não sabiam da gravidade dessa gravidez. Era “parto para hospital”, como as parteiras costumavam classificar. Três parteiras foram chamadas para ajudar e não foi possível evitar a morte do bebê durante o processo. O médico da cidade foi chamado e fiquei chocada com a sua completa omissão no caso. Ali tive certeza de que, para muitas autoridades no Brasil, há diferentes tipos de cidadãos e há diferentes tipos de seres humanos, alguns, para essas autoridades, valem menos, têm suas vidas mais dispensáveis.
P: Você consegue definir quem são essas mulheres?
R: Em geral, no Brasil, as mulheres que trabalham como parteiras têm mais de 50 anos, foram atendidas por parteiras em seus partos, tiveram parteiras na família (sobretudo a mãe e a avó materna), receberam alguma espécie de “dom” para trabalhar, têm esse “dom” reconhecido e demandado pelas pessoas de sua vizinhança e parentela. Mas há também parteiras bem mais jovens, que estão se iniciando na carreira, e as bem mais velhas, já septuagenárias e octogenárias que ainda são procuradas para atender. Em Melgaço, à época da pesquisa, encontrei 22 parteiras atuando. Mais pesquisas são necessárias para conseguirmos pluralizar várias “definições” do que constitui ser uma “parteira”
Fonte AMAM/DOL
Sobre o Livro:
Parteiras, buchudas e aperreios - uma etnografia do atendimento obstétrico não oficial em Melgaço, ParáSoraya Fleischer `Parteiras, buchudas e aperreios - uma etnografia do atendimento obstétrico não oficial em Melgaço, Pará´, de Soraya Fleischer, professora do Departamento de Antropologia da Universidade de Brasília, é uma obra, nas palavras de Carmem Susana Tornquist (Universidade de Santa Catarina), "de uma beleza literária fascinante, que leva qualquer um a adentrar pelos rios, florestas e alteridade da Amazônia, conhecendo, de muito perto, os saberes, os desafios, as desigualdades, os conflitos e as redes de reciprocidade das quais fazem parte as parteiras da Ilha do Marajó, no Pará. Soraya, uma Isabel Allende da antropologia, faz uma descrição detalhada, seguindo a tradição antropológica, reveladora da densidade e complexidade de mulheres de carne e osso que fazem parte de sua pesquisa, mas não sem acentuar o quanto estas são alvo de preconceito e desconsideração, seja sob o pesado estigma de "ignorantes" e "sujas", seja sob formas mais refinadas e sutis de desconsideração a suas técnicas obstétricas". Obra publicada pela Editora Paka-Tatu em parceria com a Edunisc, 351 páginas.
terça-feira, 12 de julho de 2011
BOAVISTENSE DE DAR ORGULHO
"De Faxineiro a Procurador da República" é o título do livro do Boavistense, Manoel Pastana. Prova contundente de que o povo boavistense tem seu valor...
Trata-se da história do Procurador da República em Porto Alegre, Manoel Pastana. Por meio de uma vida centrada nos estudos, mesmo diante de muitas dificuldades, o paraense da Ilha do Marajó provou com sua história de vida que é possível almejar e conquistar objetivos. Ensinando técnicas vivenciadas por ele próprio, fornece estratégias de como ser aprovado em concurso público. Faz analogias instigantes de como prosperar e vencer na vida.

Natural de uma família bem humilde, Pastana passou por diversas privações quando criança e adolescente. Trabalhou como faxineiro em uma padaria em Brasília, dormindo no depósito em caixa de papelão e cobrindo-se com um cobertor cheio de “orifícios”. Seu sonho era trabalhar na Aeronáutica, onde serviu no quartel da Polícia da Aeronáutica. Durante o dia, ocupava-se com intensas atividades físicas e, à noite, preparava-se para concurso. Começou a usar a leitura como escada para seu sucesso de vida e só conseguiu galgar vitórias. Exerceu vários cargos públicos (sempre por concurso) até chegar ao topo de Procurador da República, considerado o concurso mais difícil do Brasil.
Vontade e obstinação são palavras sempre usadas pelo procurador, dizendo-se capaz de superar qualquer obstáculo na vida. Estudou em escola pública e sempre foi um autodidata, ou seja, não se restringia apenas às matérias do colégio, concursos ou faculdade. Sempre teve a curiosidade de ler. No início da sua vida, quando não tinha mais livros, buscava jornais velhos e até bula de remédio para não perder o hábito da leitura.
No primeiro concurso, que exigia apenas o primeiro grau, conseguiu passar somente na quinta tentativa. Todavia, com sua determinação, desenvolveu técnicas de estudo e estratégias para concurso, transformando-se em um “expert” altamente competitivo. A prova disso é que no primeiro concurso, após a conclusão de ensino superior em Direito, passou em primeiro lugar.
Seu livro também divulga denúncias contundentes no Ministério Público Federal (MPF) e na própria Presidência da República, mostrando casos de bastidores nunca revelados.

Natural de uma família bem humilde, Pastana passou por diversas privações quando criança e adolescente. Trabalhou como faxineiro em uma padaria em Brasília, dormindo no depósito em caixa de papelão e cobrindo-se com um cobertor cheio de “orifícios”. Seu sonho era trabalhar na Aeronáutica, onde serviu no quartel da Polícia da Aeronáutica. Durante o dia, ocupava-se com intensas atividades físicas e, à noite, preparava-se para concurso. Começou a usar a leitura como escada para seu sucesso de vida e só conseguiu galgar vitórias. Exerceu vários cargos públicos (sempre por concurso) até chegar ao topo de Procurador da República, considerado o concurso mais difícil do Brasil.
Vontade e obstinação são palavras sempre usadas pelo procurador, dizendo-se capaz de superar qualquer obstáculo na vida. Estudou em escola pública e sempre foi um autodidata, ou seja, não se restringia apenas às matérias do colégio, concursos ou faculdade. Sempre teve a curiosidade de ler. No início da sua vida, quando não tinha mais livros, buscava jornais velhos e até bula de remédio para não perder o hábito da leitura.
No primeiro concurso, que exigia apenas o primeiro grau, conseguiu passar somente na quinta tentativa. Todavia, com sua determinação, desenvolveu técnicas de estudo e estratégias para concurso, transformando-se em um “expert” altamente competitivo. A prova disso é que no primeiro concurso, após a conclusão de ensino superior em Direito, passou em primeiro lugar.
Seu livro também divulga denúncias contundentes no Ministério Público Federal (MPF) e na própria Presidência da República, mostrando casos de bastidores nunca revelados.
Mais informações no www.editorapastana.com.br
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
LITERATURA PRO MARAJÓ

Olá Amigos do Marajó,
Encaminho o convite para o Lançamento dos livros " Marajó - Cultura e Paisagens", "Folias de São Sebastião: um estudo de transmissão musical", "Muito além dos campos: arqueologia e história na Amazônia Marajoara" e "Abordando o passado; uma introdução à arqueologia", a ser realizada no dia 18 de fevereiro de 2011 (sexta-feira), às 19 horas, no prédio anexo desta Superintendência do Iphan/PA, situada à Av. Gov. José Malcher nº 474, esquina com a Trav. Benjamin Constant.
Saudações Marajoaras!
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
MÁRIO QUINTANA, DISSE TUDO !
Pra minha querida, Wellyn Nascimento.
"...Um dia descobrimos que beijar uma pessoa para esquecer outra, é bobagem.
Você não só não esquece a outra pessoa como pensa muito mais nela...
Um dia nós percebemos que as mulheres têm instinto "caçador" e fazem qualquer homem sofrer ...
Um dia descobrimos que se apaixonar é inevitável...
Um dia percebemos que as melhores provas de amor são as mais simples...
Um dia percebemos que o comum não nos atrai...
Um dia saberemos que ser classificado como "bonzinho" não é bom...
Um dia perceberemos que a pessoa que nunca te liga é a que mais pensa em você...
Um dia saberemos a importância da frase: "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas..."
Um dia percebemos que somos muito importante para alguém, mas não damos valor a isso...
Um dia percebemos como aquele amigo faz falta, mas ai já é tarde demais...
Enfim...
Um dia descobrimos que apesar de viver quase um século esse tempo todo não é suficiente para realizarmos todos os nossos sonhos, para beijarmos todas as bocas que nos atraem, para dizer o que tem de ser dito...
O jeito é: ou nos conformamos com a falta de algumas coisas na nossa vida ou lutamos para realizar todas as nossas loucuras...
Quem não compreende um olhar tampouco compreenderá uma longa explicação.
Mário Quintana
"...Um dia descobrimos que beijar uma pessoa para esquecer outra, é bobagem.
Você não só não esquece a outra pessoa como pensa muito mais nela...
Um dia nós percebemos que as mulheres têm instinto "caçador" e fazem qualquer homem sofrer ...
Um dia descobrimos que se apaixonar é inevitável...
Um dia percebemos que as melhores provas de amor são as mais simples...
Um dia percebemos que o comum não nos atrai...
Um dia saberemos que ser classificado como "bonzinho" não é bom...
Um dia perceberemos que a pessoa que nunca te liga é a que mais pensa em você...
Um dia saberemos a importância da frase: "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas..."
Um dia percebemos que somos muito importante para alguém, mas não damos valor a isso...
Um dia percebemos como aquele amigo faz falta, mas ai já é tarde demais...
Enfim...
Um dia descobrimos que apesar de viver quase um século esse tempo todo não é suficiente para realizarmos todos os nossos sonhos, para beijarmos todas as bocas que nos atraem, para dizer o que tem de ser dito...
O jeito é: ou nos conformamos com a falta de algumas coisas na nossa vida ou lutamos para realizar todas as nossas loucuras...
Quem não compreende um olhar tampouco compreenderá uma longa explicação.
Mário Quintana
sábado, 26 de junho de 2010
31 ANOS SEM DALCÍDIO
No última dia 16/07 o escritor paraense, marajoara nascido em ponta de Pedras, Dalcídio Jurandir, desaparecia no Rio de Janeiro. E há exatamente 31 anos (26/06/79) foi publicado no Jornal do Brasil, uma crônica dedicada a ele, escrita por José Montello.
"O romancista Dalcídio Jurandir, que há poucos dias desapareceu em silêncio, com a simplicidade e a discrição de seu feitio, faz parte agora do meu patrimônio de saudades. Amalgamada às boas recordações de minha vida, a sua lembrança perdurará comigo....
Há amizades que não reclamam a frequência do convívio. Nem sequer necessitam da breve palavra ao telefone. Os encontros espaçados, sem qualquer premeditação, bastam a entretê-las. A afinidade perdura em cada um dos amigos. Não está à vista, com as exterioridades efusivas, mas subjacente, quase escondida. É silenciosa e firme."
Embora fosse diferente a nossa concepção do mundo e da vida, pude entender-me perfeitamente com Dalcídio, e a virtude era dele: sabia ser extremamente polido, com um requinte de educação que me impressionou. O caboclo magro criado na Ilha do Marajó em contacto com a vida primitiva, nascera exemplarmente civilizado".
"O romancista Dalcídio Jurandir, que há poucos dias desapareceu em silêncio, com a simplicidade e a discrição de seu feitio, faz parte agora do meu patrimônio de saudades. Amalgamada às boas recordações de minha vida, a sua lembrança perdurará comigo....
Há amizades que não reclamam a frequência do convívio. Nem sequer necessitam da breve palavra ao telefone. Os encontros espaçados, sem qualquer premeditação, bastam a entretê-las. A afinidade perdura em cada um dos amigos. Não está à vista, com as exterioridades efusivas, mas subjacente, quase escondida. É silenciosa e firme."
Embora fosse diferente a nossa concepção do mundo e da vida, pude entender-me perfeitamente com Dalcídio, e a virtude era dele: sabia ser extremamente polido, com um requinte de educação que me impressionou. O caboclo magro criado na Ilha do Marajó em contacto com a vida primitiva, nascera exemplarmente civilizado".
sexta-feira, 18 de junho de 2010
MORREU SARAMAGO
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
POETAS GURUPAENSES
INDIOS MARIOCAYÍndio é cristão
É brasileiro, é Índio, é gente
Índio é dono desta nação
Minha homenagem aos índios Mariocay
Povo esquecido que habitava este lugar
Minha viola sei que vai me acompanhar
Pois, eram eles os donos de Gurupá
Sua cultura e sua fé não eram vãs
Eram tementes e adoravam o Deus tupã
No dia-dia partilhavam entre irmãos
Com a mais simples e perfeita oblação
Tinham o peixe, tinha a caça e a madeira
Grande riqueza era a força da união
Santa mãe-terra dava tudo para eles
Com a mais linda e amorosa perfeição
Chegaram os brancos pra fazer a ocupação
Tomaram tudo e os mandaram pro sertão
Os que ficaram foram presos e escravizados
Índio moreno tem saudades deste chão
Os homens brancos lutaram para mudar
Moveram ações para tudo transformar
Para esconder toda maldade e traição
Diziam que índio era bicho e não cristão
De Mariocay só um colégio e uma praça
Nem uma estátua ou retrato pra mostrar
Essa é a história de um povo da nossa origem
Que nasceu livre e não existe mais em Gurupá
Edgar Pantoja de Souza -Poeta
É brasileiro, é Índio, é gente
Índio é dono desta nação
Minha homenagem aos índios Mariocay
Povo esquecido que habitava este lugar
Minha viola sei que vai me acompanhar
Pois, eram eles os donos de Gurupá
Sua cultura e sua fé não eram vãs
Eram tementes e adoravam o Deus tupã
No dia-dia partilhavam entre irmãos
Com a mais simples e perfeita oblação
Tinham o peixe, tinha a caça e a madeira
Grande riqueza era a força da união
Santa mãe-terra dava tudo para eles
Com a mais linda e amorosa perfeição
Chegaram os brancos pra fazer a ocupação
Tomaram tudo e os mandaram pro sertão
Os que ficaram foram presos e escravizados
Índio moreno tem saudades deste chão
Os homens brancos lutaram para mudar
Moveram ações para tudo transformar
Para esconder toda maldade e traição
Diziam que índio era bicho e não cristão
De Mariocay só um colégio e uma praça
Nem uma estátua ou retrato pra mostrar
Essa é a história de um povo da nossa origem
Que nasceu livre e não existe mais em Gurupá
Edgar Pantoja de Souza -Poeta
sábado, 30 de janeiro de 2010
POETIZA MARAJOARA
BOM DIA BELÉMHá muito que aqui no meu peito
Murmuram saudades azuis do teu céu
Respingos de ausência me acordam
Luando telhados que a chuva cantou
O que é que tens feito
Que estás tão faceira
Mais jovem que os jovens irmãos que deixei
Mais sábia que toda a ciência da terra
Mais terra, mais dona do amor que te dei
Onde anda meu povo, meu rio, meu peixe
Meu sol, minha rêde, meu tamba-tajá
A sesta o sossego da tarde descalça
O sono suado do amor que se dá
E o orvalho invisível na flôr se embrulhando
Com medo das asas do galo cantando
Um novo dia vai anunciando
Cantando e varando silêncios de lar
Me abraça apertado, que eu venho chegando
Sem sol e sem lua, sem rima e sem mar
Coberta de neve, lavada no pranto
Dos ventos que engolem cidades no ar
Procuro o meu barco de vela azulada
Que foi de panada sumindo sem dó
Procuro a lembrança da infância na grama
Dos campos tranquilos do meu Marajó
Belém minha terra, minha casa, meu chão
Meu sol de janeiro a janeiro a suar
Me beija, me abraça que quero matar
A doída saudade que quer me acabar
Sem círio da virgem, sem cheiro cheiroso
Sem a "chuva das duas " que não pode faltar
Cochilo saudades na noite abanando
Teu leque de estrelas, Belém do Pará!
Adalcinda Camarão - Poetiza de Muaná
Abaixo o vídeo com a poesia " Sortilégio"
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
O BOTO DO MARAJÓ
Antonio Juraci Siqueira nasceu em 28 de Outubro de 1948 em Cajary, município de Afuá no Pará, onde, ainda menino, descobriu a literatura através dos folhetos de cordel. Aos 16 anos mudou-se para Macapá (AP) onde casou-se, prestou
serviço militar e concluiu os estudos de segundo grau. Em 1976 mudou-se para Belém graduando-se em Filosofia em 1983 pela UFPa. Pertence a várias entidades lítero-culturais, entre estas a União Brasileira de Trovadores, a Malta de Poetas Folhas & Ervas, a Academia Brasileira de Trova e o Centro Paraense de Estudos do Folclore. Atua como oficineiro, performista, contador de histórias e publicou mais de 60 títulos individuais entre folhetos de cordel, livros de poesias, contos, crônicas, histórias humorísticas e versos picantes. Colabora com jornais, revistas e boletins culturais de Belém e de outras localidades e conta com mais de 200 premiações em concursos literários em vários gêneros, em âmbito nacional e local.
POETA MARAJOARA
EH! SOME, EH! SUMANO
Rio Arari, corre ligeiro e o mururé
Guarda segredos tucunaré
Tenho a certeza que a volta do laço
Segura firme mas não prende a fala
Deixando marcas pelo corpo inteiro
O meu destino é morrer aqui !
Peguei o barco atravessei a baía
Enfretei maresia, era reponta de lá
A invernada, xote, é saudade louca
É cachoeira tão boa
Que aconchego me dá
Eh! some,
Eu sei que nunca estou só
Eh! sumano,
caboclo do Marajó
Zezinho Vianna - Músico e compositor de Cachoeira o Ararí
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
POETAS GURUPAENSES
Defendendo o VerdeJá não existe mais Mariocay
A borracha o preço é baixo demais
Se não preservar as florestas
O rio também seca e é outro mais que se vai
O sol e a terra já não estão mais em paz para a fecundar
Gurupá das grandes florestas berço nobre de um povo baronil
Somos tudo e defendemos teu verde
Município de nosso Brasil
Grande época marcaram tua história
O ciclo da borracha de outrora
E a etração da madeira - a primeira
A das muitas reservas de matas do brasil
Gurupá sua maior economia
Foi marcada pelo extrativismo
Desde a época de sua fundação
Temos a pesca, a madeira e o camarão
A seringa revolucionou
Mas o açaí acima dela superou
Só o manejo nos dá certeza
Criar reserva é defender a tua grandeza
Edgar de Souza Pantoja - Poeta
Assinar:
Postagens (Atom)
SSBV: PARCERIA FORTALECE A ARTE E A CULTURA NO MARAJÓ
Cultura de São Sebastião da Boa Vista inspira coleção de acessórios de moda do coletivo Arte em Fibra de Jupati O dia a dia no belo e dive...
-
Os três candidatos à prefeitura de Oeiras do Pará são : CANDIDATO : EDIVALDO NABIÇA LEÃO PARTIDO: PMDB(15) VICE: DINALDO AIRES( Dados ...
-
*** Enfim o sonho lúdico de Getúlio Brabo de ser prefeito eleito da Veneza do Marajó se realizou. Eleito, diplomado e empossado, Getúlio tem...
-
O diz 02/04 é o ultimo dia para que secretários municipal se desincompatibilizem. Diante disso, o secretário municipal de Assistência Social...



