A cidade de Vigia, no oeste paraense, é sede até domingo (11) do projeto Painéis Funarte de Bandas de Música, do Ministério da Cultura (MinC). No Pará, a realização é resultado de uma parceria entre a Fundação Nacional de Artes (Funarte) com o apoio local do Governo do Estado, por meio da Fundação Carlos Gomes. O evento recebe estudantes e profissionais de música para nestes cinco dias de trocas de experiências e aprendizagem de técnicas musicais.
Cerca de 400 pessoas, de várias cidades paraenses, viajaram até a Vigia para não perder a oportunidade de ter aulas ministradas por experientes músicos vindos de diferentes estados brasileiros. Entre os grupos que viajaram estão 17 instrumentistas, com idades variando entre 11 e 27 anos, do município de Anajás, localizado no centro da Ilha do Marajó, a maior ilha flúvio-marítima do mundo, com aproximadamente 25 mil habitantes.
Shirley Padilha, Sheyla Lobato e Kiane Oliveira são adolescentes e estudantes que participam da banda de música da Escola Municipal de Ensino Fundamental Prudência Borges de Menezes, atividade prática de artes do currículo de ensino. Elas descobriram a música dentro da escola formal, onde desenvolvem o aprendizado de saxofone. Elas participam dos Painéis Funarte fazendo o curso deste instrumento e esperam aprender ainda mais para melhorar seus desempenhos. As três vieram acompanhadas pelas mães e muitos sonhos de profissões futuras. “Ao escolher o tema da minha avaliação na matéria de artes na escola, eu escolhi a música”, conta Kiane. As meninas concordam que o aprendizado musical lhes ajuda nas outras matérias, por estimular a disciplina e a dedicação.
Já Charles dos Santos toca bombardino e cursa o segundo grau. O jovem quer um dia servir nas Forças Armadas como músico. Ele participa da Banda Sol do Marajó junto com Helden Ribeiro, que toca saxofone, e Francisco Palheta que toca trombone. Para participar dos Painéis Funarte, eles conseguiram apoio da banda que pagou as passagens de volta. Na vinda eles trabalharam na balsa para conseguir desconto, e levarão daqui os conhecimentos adquiridos para repassar aos demais integrantes que não puderam vir, como contrapartida. “Já trabalhamos em projetos locais ensinando música a crianças, e queremos aprofundar nosso conhecimento e continuar nesse caminho”, disseram os jovens, que enfrentaram 45 horas de barco até Belém para depois vir de ônibus até Vigia e se juntar a tantos outros para aprenderem um pouco mais do ofício que escolheram, e dar alguns passos rumo ao sonho de serem músicos profissionais.
Fonte: Agência Pará
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quinta-feira, 8 de novembro de 2012
domingo, 29 de julho de 2012
O MELHOR DA MÚSICA BRASILEIRA

Sumanos, voltamos com o "melhor da música brasileira". Após um veraneio recheado de poluição sonora travestida de música e da tentativa de "baianização" da cultura marajoara, nada melhor que conhecermos o trabalho desta maranhense. Espia aí !
Ribeiro (São Benedito do Rio Preto, 13 de junho de 1966) é uma cantora e compositora brasileira. Aos dois meses de idade foi para São Luís (MA). Aos 1 começou a trabalhar a voz.
Nos anos 80, cantava no grupo vocal Vira Canto e fazia backing vocals para Chico Maranhão e Josias Sobrinho. Ainda no Maranhão, Rita participou também do grupo folclórico Boi Barrica.
Em 1989, diante da falta de perspectivas de seu estado, foi para São Paulo estudar canto com Ná Ozzetti e Madalena Bernardes. Após quase oito anos fazendo shows na noite paulista, testando repertório e arranjos, Rita lança em 1997 o seu primeiro CD, "Rita Ribeiro", pela gravadora Velas. O disco foi produzido pelo paulista Mário Manga e pelo também maranhense Zeca Baleiro, que assina 5 das 14 faixas, inclusive “Lenha”, que fez sucesso (e mais tarde foi regravado por Simone).
Em 1999, a cantora lançou seu 2º CD, "Pérolas aos Povos", pela MZA, mantendo a mistura de elementos de música tradicional e influências mais modernas que caracterizava o seu primeiro trabalho.
O disco foi lançado também nos Estados Unidos (acompanhado de uma turnê), pelo selo nova-iorquino Putumayo. No mesmo ano a cantora se apresentou no Festival de Montreux, na Suíça.
Em 2002 lança seu 3º CD, Comigo, pela MZA Music com produção de Marco Mazzola, co-produção de Rita Ribeiro e Pedro Mangabeira, mostrando uma cara mais pop mesmo quando interpreta temas regionais. Em 2006 lança seu quarto trabalho, o CD Tecnomacumba lançado pela Manaxica Produções com distribuição da Biscoito Fino. Depois de editar em DVD e CD a versão ao vivo de seu projeto Tecnomacumba em 2009, Rita Ribeiro colhe repertório para um novo trabalho.
O álbum já tem garantida composições inéditas de Zeca Baleiro, Deus dará, e de Jaime Alem, Feliz com meu bem.
O projeto Tecnomacumba
Desde sua estréia fonográfica, há nove anos, a cantora maranhense Rita Ribeiro mostrava seu apego à musicalidade reverente às tradições religiosas afro-brasileiras. Já no primeiro disco, ela readaptou Jurema, ponto de umbanda, com destaque. Ali já havia o embrião do projeto Tecnomacumba, que viria a tomar corpo há dois anos quando Rita montou um show exclusivamente com músicas com temática fincada na religiosidade vinda do candomblé e da umbanda, incluindo citações a pontos tradicionais, próprios dos terreiros.O show virou sucesso de público e de crítica. Sem contrato com gravadora, a cantora Rita Ribeiro batalhou bastante para transformar em CD o show que já tinha conquistado sua fatia de público. Depois de anos, a opção encontrada foi pela produção independente através de seu escritório, Manaxica Produções, até que foi acertado seu lançamento pela gravadora carioca Biscoito Fino. Mesmo já tendo algumas músicas disponíveis para download na internet, fato que levou algumas faixas a conquistar DJs por todo o Brasil, Rita Ribeiro optou por gravar todo o material entre janeiro e junho deste ano com uma produção mais bem acabada.
Assim, Tecnomacumba chega às lojas já consagrado e estalando de novidades.
Ao repertório escolhido - entre composições de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Jorge Benjor, Dorival Caymmi, Wilson Moreira, Gerônimo, etc -, Rita Ribeiro buscou citações tiradas em pontos de terreiro, dividindo pelos santos consagrados. Por exemplo, em É D´Oxum (Gerônimo/ Vevé Calasans), ela cita alguns versos de pontos dedicados a Oxum vindos dos terreiros praticantes das religiões afro-brasileiras.
O resultado garante uma riqueza ainda maior ao simples fato de transpor para a música eletrônica as batidas, o que daria um resultado apenas curioso. Ela enriquece uma idéia que já nasceu interessante e supera expectativas. Algumas músicas, como a própria Jurema (domínio público) e Cocada (Antônio Vieira), que já tinham sido registradas por ela, ganham mais brilho e contemporaneidade.
Cavaleiro de Aruanda (Tony Osanah) também já vinha sendo ouvida nas festas.
É interessante notar que, apesar de boa parte das músicas já terem feito sucesso nas vozes de outras intérpretes - em especial Clara Nunes - intérprete que Rita Ribeiro sempre creditou como influência -, como é o caso de A Deusa dos Orixás, as versões deste CD apontam para outras leituras bem distintas, sem parecer um mero decalque.
Saiba mais AQUI
domingo, 20 de maio de 2012
O MELHOR DA MÚSICA BRASILEIRA
Voltamos a publicar a história de grandes nomes da música brasileira
Secos & Molhados foi um grupo vocal brasileiro da década de 1970 cuja formação clássica consistia de João Ricardo (vocais, violão e harmônica), Ney Matogrosso (vocais) e Gérson Conrad (vocais e violão).
João havia criado o nome da banda sozinho em 1970 até juntar-se com as diferentes formações nos anos seguintes e prosseguir igualmente sozinho com o álbum Memória Velha (2000). No começo, as apresentações ousadas, acrescidas de um figurino e uma maquiagem extravagantes, fizeram a banda ganhar imensa notoriedade e reconhecimento, sobretudo por canções como "O Vira", "Sangue Latino", "Assim Assado", "Rosa de Hiroshima", que misturam danças e canções do folclore português como o Vira com críticas à Ditadura Militar e a poesia de Cassiano Ricardo, Vinícius de Moraes, Oswald de Andrade, Fernando Pessoa, e João Apolinário, pai de João Ricardo, com um rock pesado inédito no país, o que a fez se tornar um dos maiores fenômenos musicais do Brasil da época e um dos mais aclamados pela crítica nos dias de hoje.
Seu álbum de estréia, Secos e Molhados I (1973), foi possível graças à tais performances que despertaram interesse nas gravadoras, e projetou o grupo no cenário nacional, vendendo mais de 700 mil cópias no país. Desentendimentos financeiros fizeram essa formação se desintegrar em 1974, ano do Secos e Molhados II, embora João Ricardo tenha prosseguido com a marca em Secos & Molhados III (1978), Secos e Molhados IV (1980), A Volta do Gato Preto (1988), Teatro? (1999) e Memória Velha (2000), enquanto Gérson continuou a tocar sozinho. Do grupo, Ney Matogrosso é o mais bem-sucedido em sua carreira solo, e continua ativo desde Água do Céu Pássaro (1975).
Os Secos & Molhados estão inscritos em uma categoria privilegiada entre as bandas e músicos que levaram o Brasil da bossa nova à Tropicália e então para o rock brasileiro, um estilo que só floresceu expressivamente nos anos 80. Seus dois álbuns de estréia incorporaram elementos novos à MPB, que vai desde a poesia e o glam rock ao rock progressivo, servindo como fundamental referência para uma geração de bandas underground que não aceitavam a MPB como expressão. O grupo continua a ganhar atenção das novas gerações: em 2007, a Rolling Stone Brasil posicionou o primeiro LP em quinto lugar na sua lista dos 100 maiores discos da música brasileira e em 2008 a Los 250: Essential Albums of All Time Latin Alternative - Rock Iberoamericano o colocou na 97ª posição.
domingo, 15 de abril de 2012
O MELHOR DA MÚSICA BRASILEIRA
GERALDO AZEVEDO nasceu em 1945 e foi criado em Petrolina, uma pequena cidade às margens do Rio São Francisco, no Estado de Pernambuco. Músico autodidata, ele aos 12 anos de idade já tocava violão. Mudou-se para Recife em 1963 e lá se juntou a um grupo folclórico intitulado GRUPO CONSTRUÇÃO onde encontrou pela primeira vez Teca Calazans e Naná Vasconcelos.
Em 1967 conheceu Eliana Pittman, que o levou como músico acompanhante ao Rio de Janeiro onde se tornou conhecido como compositor e instrumentista versátil; em seguida juntou-se a Naná Vasconcelos, Nelson Ângelo e Franklin para formar o QUARTETO LIVRE, grupo que acompanhou Geraldo Vandré em seus shows até a época em que, devido a problemas políticos com o governo militar, Vandré teve que deixar o país e o grupo se dissolveu.
Logo em seguida, GERALDO participou com Alceu Valença (um antigo amigo de Pernambuco) de um festival de música onde defenderam a canção “78 ROTAÇÕES”. Era o início de uma carreira que iria dar bons frutos, e que conduziu os artistas ao Festival Internacional da Canção do Rio de Janeiro em 1972 com “PAPAGAIO DO FUTURO”. Juntamente com o lendário cantor popular Jackson do Pandeiro, eles tiveram uma notável apresentação no Festival, e foram contratados pela Gravadora Copacabana; seu disco de estréia, “ALCEU VALENÇA & GERALDO AZEVEDO”, foi lançado no mesmo ano.
O disco não obteve sucesso: era um trabalho demasiado não convencional para uma gravadora pequena, e passou quase despercebido. Ainda assim, nos anos seguintes, enquanto Alceu Valença seguia carreira solo, GERALDO compôs para a trilha sonora do filme “A NOITE DO ESPANTALHO”, de Sérgio Ricardo, e algumas de suas canções apareceram em novelas de TV, como “GABRIELA” e “SARAMANDAIA”, ambas de enorme audiência em todo o Brasil, e que ajudaram a divulgar seu nome como o de novo e promissor talento.
Em 1975, GERALDO trabalhou na direção musical de uma peça teatral de Luiz Mendonça, “LAMPIÃO NO INFERNO”, e ali conheceu Elba Ramalho, uma atriz e cantora que, no futuro, iria gravar com sucesso muitas de suas canções. No ano seguinte saiu seu primeiro disco solo através da gravadora SOM LIVRE , apresentando, entre outras faixas “CARAVANA”, “BARCAROLA DO SÃO FRANCISCO”e “EM COPACABANA”.
Em 1979 ele foi contratado pela CBS e fez o LP “BICHO DE SETE CABEÇAS”, quando se apresenta como um compositor mais amadurecido: “TÁXI LUNAR”e “BICHO DE SETE CABEÇAS”estão entre as suas melhores canções, e são invariavelmente incluídas em suas apresentações ao vivo. Este álbum também mostra GERALDO como um cantor capaz de interpretações surpreendentemente belas de canções alheias, como em “PAULA & BEBETO” (Caetano Veloso e Milton Nascimento) e “ÁGUAS DE MARÇO” (Tom Jobim) que GERALDO intercala com “MEU PIÃO” (Zé do Norte) canção da trilha sonora do filme “CANGACEIRO”, o primeiro sucesso internacional do cinema brasileiro em 1953.
GERALDO estava entre o grupo de artistas brasileiros que foram para Angola no Projeto Calunga, e no ano seguinte lançou seu terceiro disco (o primeiro sob o selo Ariola) “INCLINAÇÕES MUSICAIS”. Neste LP, GERALDO contou com alguns dos melhores músicos de estilo disponível no Brasil, como Robertinho Silva (bateria), Nivaldo Ornelas (flauta), Copinha (flauta), Márcio Montarroyos (trompete); participações especiais de Sivuca e Jackson do Pandeiro; e arranjos de Dori Caymmi. O disco contém três dos seus maiores sucessos: “DIA BRANCO”, “MOÇA BONITA” e “CANTA CORAÇÃO”.
O disco seguinte veio em 1982, ainda pela Ariola “FOR ALL PARA TODOS”. A canção título se refere à origem da palavra “forró” (que significa um baile popular, bem como uma espécie de dança). Diz a lenda que os engenheiros ingleses, quando construíram as ferrovias do Nordeste no século passado, costumavam dar bailes privados para si próprios, e bailes abertos para seus trabalhadores, os quais eram chamados de “for all”. A partir dessa história GERALDO e José Carlos Capinam construíram um forró irresistível e dançante. Outras faixas dignas de nota no disco são “ESPIRAL DO TEMPO”, “NUVENS SEM GUIA” e “PRÍNCIPE BRILHANTE”
Em 1984 GERALDO participou do Festival de Jazz de Montreux e fez turnê através da França e da Itália. No ano seguinte retornou a Suíça percorrendo várias cidades, e foi também a Moscou, onde participou do Festival da Juventude.
Ainda sob o selo Barclay (antiga Ariola) GERALDO lançou em 1985 seu quinto disco, “TEMPO TEMPERO”, com arranjos de Wagner Tiso e Hugo Fattoruso (entre outros), e Nana Caymmi como convidada especial. No mesmo ano foi gravado o seu primeiro disco ao vivo (único até agora), “GERALDO AZEVEDO”, pelo selo Echo. Gravado no Golden Room do Copacabana Palace, no Rio, ele fazia parte do projeto “Luz do Solo”, que promovia apresentações solo de grandes nomes da música brasileira. Este disco cobre todo o aspecto das influências musicais assimiladas por GERALDO, indo desde o “ABC DO SERTÃO”de Luiz Gonzaga até “TOMORROW IS A LONG TIME” de Bob Dylan. Os convidados especiais são Elba Ramalho, cuja interpretação da “CANÇÃO DA DESPEDIDA” de GERALDO e VANDRÉ tornouse um grande sucesso seu em disco e shows, e Zé Ramalho, parceiro de GERALDO em “TÁXI LUNAR”e “BICHO DE SETE CABEÇAS”.
Em 1986, GERALDO AZEVEDO apresentou-se no Uruguai, Martinica e em Caynne e, juntamente com seu amigo Naná Vasconcelos, fez uma extensa turnê pelo Brasil. Logo em seguida ele deixou a gravadora Barclay e iniciou a produção de um disco independente, “DE OUTRA MANEIRA”, que acabou se transformando em seu maior sucesso de vendagem até hoje.
No mesmo ano, ele tomou parte no show CANTORIA, juntamente com três outros cantores nordestinos: Elomar, Xangai e Vital farias. O show foi altamente elogiado pela crítica, e um disco, gravado no Teatro Castro Alves (Bahia) foi lançado logo depois, sob o selo Kuarup.
Nos últimos anos GERALDO tem viajado intensamente através do Brasil, especialmente no Nordeste, sua região natal, onde ele tem um público amplo e que não para de crescer. Seu disco “BEREKEKÊ”, gravado em Los Angeles, lançado no Brasil pelo selo do próprio artista GERAÇÃO tornou-se um sucesso e recebeu imediatos elogios por parte da crítica.
GERALDO AZEVEDO AO VIVO... COMIGO foi mais um CD lançado pelo selo GERAÇÃO gravado em várias sessões no Teatro Guararapes (Recife), Teatro Yemanjá (Salvador) e Teatro Rival (Rio de Janeiro), serve como que para fechar um ciclo na carreira do cantor/compositor, exibindo a extrema depuração técnica a que chegou seu domínio do instrumento.
Em 1996 lançou um novo CD intitulado “FUTURAMÉRICA”, com várias composições inéditas em parceria com Capinan, Carlos Fernando e Fausto Nilo, alguns de seus parceiros mais constantes. Uma faixa do CD, “À Procura de Alguém”, uma regravação de um antigo frevo do mestre Capiba, foi incluída, nos primeiros meses de 1997, na trilha sonora da novela “A Indomada” da TV Globo. Neste mesmo ano Geraldo Azevedo e Zé Ramalho excursionaram por todo o Brasil com o show DUETO, de grande sucesso de critica e publico, culminando com uma apresentação de enorme sucesso no Canecao ( Rio de Janeiro) e que foi o ponto de partida para o projeto O Grande Encontro.
No ano de 1998, Geraldo lançou o CD duplo Raízes e Frutos, onde fez regravações de grandes sucessos de sua carreira. No disco intitulado Raízes, foram incluídas as músicas que tinham uma ligação maior com o sertão, o estado de Pernambuco, e suas primeiras influências musicais. Em Frutos, apareceram as canções que refletiam a sua vivência posterior no ambiente urbano, e a sensibilidade filtrada através da técnica conquistada na maturidade artística. Com produção de Robertinho do Recife, Raízes & Frutos é um notável exemplo de um artista maduro fazendo uma releitura de canções da juventude e trazendo para elas todas as lições aprendidas ao longo da estrada.
Geraldo Azevedo participou do projeto O Grande Encontro, onde se reuniu a Elba Ramalho, Zé Ramalho eAlceu Valença, em discos e shows, respectivamente, de 1998 e 2000, os artistas se uniram mostrando clássicos de suas respectivas carreiras, além de recuperarem sucessos de mestres como Luiz Gonzaga, Geraldo Vandré e Trio Nordestino. No Grande Encontro 3, gravado ao vivo no Rio de Janeiro, participações especiais de Belchior, Lenine e Moraes Moreira alargaram as fronteiras musicais do disco, que se transformou numa celebração à vitalidade da música nordestina.
Em 2000, foi lançado Hoje e Amanhã, o segundo disco gravado por Geraldo nos EUA com a participação de músicos norte-americanos. A boa recepção de Berekekê (1991) levou Geraldo a juntar-se ao produtor Pippo Spera e músicos como o percussionista Alex Acuña e o baixista Alphonso Johnston, além dos brasileiros César Michilles e Luiz Antonio, além de Dori Caymmi, que fez a orquestração da faixa Una palabra. Assim como no CD Berekekê, em Hoje e Amanhã está presente uma síntese musical onde os músicos estrangeiros se integram sem esforço às propostas rítmicas e harmônicas das canções.
Já o CD O Brasil Existe em Mim foi totalmente gravado no Brasil, contando com as participações de Elba Ramalho na faixa São João Barroco e Alceu Valença dividindo a musica Já Que O Som Não Acabou em homenagem ao mestre dos dois Jackson do Pandeiro. Este CD teve a produção de Paulo Rafael e conta com a colaboração de vários músicos que tocaram e tocam com Geraldo até hoje. Ainda neste CD uma parceria inédita de Geraldo e Torquato Neto e a canção Ver de Novo, que ele divide com sua filha Clarice Azevedo.
No ano de 2009 lançou seu 1º DVD, Uma Geral do Azevedo com seus maiores sucessos e músicas com a maioria dos seus parceiros, gravado ao vivo no Circo Voador (Lapa – Rio de Janeiro) com 12 músicos e um cenário todo feito a partir de desenhos do próprio Geraldo.
Atualmente está lançando o CD e DVD Salve São Francisco, um projeto idealizado por Geraldo Azevedo que conta com as participações especiais de alguns dos mais talentosos artistas produzidos no país, como Dominguinhos, Alceu Valença, Maria Bethânia, Ivete Sangalo, Djavan, Moraes Moreira, Fernanda Takai, Roberto Mendes, Geraldo Amaral, Vavá Cunha e Márcia Porto. A produção musical ficou a cargo de Robertinho de Recife, a produção executiva é de Gabriela Azevedo e a direção de Lara Velho. Todas as suas faixas celebram a beleza e importância do rio São Francisco. Através das músicas, a conscientização ecológica a respeito da água, elemento essencial para a os seres vivos, é despertada.
O projeto mostra o making of das gravações, além de imagens de vários lugares por onde o rio São Francisco passa, mostrando sua beleza e peculiaridades. Geraldo através das musicas declara seu amor pelo Rio São Francisco, que o banhou quando criança, e faz um apelo para que todos se conscientizem do uso da água potável do mundo que já se encontra escasso em diversos regiões do planeta
Fonte: http://www.geraldoazevedo.com.br/2012/index.php
Em 1967 conheceu Eliana Pittman, que o levou como músico acompanhante ao Rio de Janeiro onde se tornou conhecido como compositor e instrumentista versátil; em seguida juntou-se a Naná Vasconcelos, Nelson Ângelo e Franklin para formar o QUARTETO LIVRE, grupo que acompanhou Geraldo Vandré em seus shows até a época em que, devido a problemas políticos com o governo militar, Vandré teve que deixar o país e o grupo se dissolveu.
Logo em seguida, GERALDO participou com Alceu Valença (um antigo amigo de Pernambuco) de um festival de música onde defenderam a canção “78 ROTAÇÕES”. Era o início de uma carreira que iria dar bons frutos, e que conduziu os artistas ao Festival Internacional da Canção do Rio de Janeiro em 1972 com “PAPAGAIO DO FUTURO”. Juntamente com o lendário cantor popular Jackson do Pandeiro, eles tiveram uma notável apresentação no Festival, e foram contratados pela Gravadora Copacabana; seu disco de estréia, “ALCEU VALENÇA & GERALDO AZEVEDO”, foi lançado no mesmo ano.
O disco não obteve sucesso: era um trabalho demasiado não convencional para uma gravadora pequena, e passou quase despercebido. Ainda assim, nos anos seguintes, enquanto Alceu Valença seguia carreira solo, GERALDO compôs para a trilha sonora do filme “A NOITE DO ESPANTALHO”, de Sérgio Ricardo, e algumas de suas canções apareceram em novelas de TV, como “GABRIELA” e “SARAMANDAIA”, ambas de enorme audiência em todo o Brasil, e que ajudaram a divulgar seu nome como o de novo e promissor talento.
Em 1975, GERALDO trabalhou na direção musical de uma peça teatral de Luiz Mendonça, “LAMPIÃO NO INFERNO”, e ali conheceu Elba Ramalho, uma atriz e cantora que, no futuro, iria gravar com sucesso muitas de suas canções. No ano seguinte saiu seu primeiro disco solo através da gravadora SOM LIVRE , apresentando, entre outras faixas “CARAVANA”, “BARCAROLA DO SÃO FRANCISCO”e “EM COPACABANA”.
Em 1979 ele foi contratado pela CBS e fez o LP “BICHO DE SETE CABEÇAS”, quando se apresenta como um compositor mais amadurecido: “TÁXI LUNAR”e “BICHO DE SETE CABEÇAS”estão entre as suas melhores canções, e são invariavelmente incluídas em suas apresentações ao vivo. Este álbum também mostra GERALDO como um cantor capaz de interpretações surpreendentemente belas de canções alheias, como em “PAULA & BEBETO” (Caetano Veloso e Milton Nascimento) e “ÁGUAS DE MARÇO” (Tom Jobim) que GERALDO intercala com “MEU PIÃO” (Zé do Norte) canção da trilha sonora do filme “CANGACEIRO”, o primeiro sucesso internacional do cinema brasileiro em 1953.
GERALDO estava entre o grupo de artistas brasileiros que foram para Angola no Projeto Calunga, e no ano seguinte lançou seu terceiro disco (o primeiro sob o selo Ariola) “INCLINAÇÕES MUSICAIS”. Neste LP, GERALDO contou com alguns dos melhores músicos de estilo disponível no Brasil, como Robertinho Silva (bateria), Nivaldo Ornelas (flauta), Copinha (flauta), Márcio Montarroyos (trompete); participações especiais de Sivuca e Jackson do Pandeiro; e arranjos de Dori Caymmi. O disco contém três dos seus maiores sucessos: “DIA BRANCO”, “MOÇA BONITA” e “CANTA CORAÇÃO”.
O disco seguinte veio em 1982, ainda pela Ariola “FOR ALL PARA TODOS”. A canção título se refere à origem da palavra “forró” (que significa um baile popular, bem como uma espécie de dança). Diz a lenda que os engenheiros ingleses, quando construíram as ferrovias do Nordeste no século passado, costumavam dar bailes privados para si próprios, e bailes abertos para seus trabalhadores, os quais eram chamados de “for all”. A partir dessa história GERALDO e José Carlos Capinam construíram um forró irresistível e dançante. Outras faixas dignas de nota no disco são “ESPIRAL DO TEMPO”, “NUVENS SEM GUIA” e “PRÍNCIPE BRILHANTE”
Em 1984 GERALDO participou do Festival de Jazz de Montreux e fez turnê através da França e da Itália. No ano seguinte retornou a Suíça percorrendo várias cidades, e foi também a Moscou, onde participou do Festival da Juventude.
Ainda sob o selo Barclay (antiga Ariola) GERALDO lançou em 1985 seu quinto disco, “TEMPO TEMPERO”, com arranjos de Wagner Tiso e Hugo Fattoruso (entre outros), e Nana Caymmi como convidada especial. No mesmo ano foi gravado o seu primeiro disco ao vivo (único até agora), “GERALDO AZEVEDO”, pelo selo Echo. Gravado no Golden Room do Copacabana Palace, no Rio, ele fazia parte do projeto “Luz do Solo”, que promovia apresentações solo de grandes nomes da música brasileira. Este disco cobre todo o aspecto das influências musicais assimiladas por GERALDO, indo desde o “ABC DO SERTÃO”de Luiz Gonzaga até “TOMORROW IS A LONG TIME” de Bob Dylan. Os convidados especiais são Elba Ramalho, cuja interpretação da “CANÇÃO DA DESPEDIDA” de GERALDO e VANDRÉ tornouse um grande sucesso seu em disco e shows, e Zé Ramalho, parceiro de GERALDO em “TÁXI LUNAR”e “BICHO DE SETE CABEÇAS”.
Em 1986, GERALDO AZEVEDO apresentou-se no Uruguai, Martinica e em Caynne e, juntamente com seu amigo Naná Vasconcelos, fez uma extensa turnê pelo Brasil. Logo em seguida ele deixou a gravadora Barclay e iniciou a produção de um disco independente, “DE OUTRA MANEIRA”, que acabou se transformando em seu maior sucesso de vendagem até hoje.
No mesmo ano, ele tomou parte no show CANTORIA, juntamente com três outros cantores nordestinos: Elomar, Xangai e Vital farias. O show foi altamente elogiado pela crítica, e um disco, gravado no Teatro Castro Alves (Bahia) foi lançado logo depois, sob o selo Kuarup.
Nos últimos anos GERALDO tem viajado intensamente através do Brasil, especialmente no Nordeste, sua região natal, onde ele tem um público amplo e que não para de crescer. Seu disco “BEREKEKÊ”, gravado em Los Angeles, lançado no Brasil pelo selo do próprio artista GERAÇÃO tornou-se um sucesso e recebeu imediatos elogios por parte da crítica.
GERALDO AZEVEDO AO VIVO... COMIGO foi mais um CD lançado pelo selo GERAÇÃO gravado em várias sessões no Teatro Guararapes (Recife), Teatro Yemanjá (Salvador) e Teatro Rival (Rio de Janeiro), serve como que para fechar um ciclo na carreira do cantor/compositor, exibindo a extrema depuração técnica a que chegou seu domínio do instrumento.
Em 1996 lançou um novo CD intitulado “FUTURAMÉRICA”, com várias composições inéditas em parceria com Capinan, Carlos Fernando e Fausto Nilo, alguns de seus parceiros mais constantes. Uma faixa do CD, “À Procura de Alguém”, uma regravação de um antigo frevo do mestre Capiba, foi incluída, nos primeiros meses de 1997, na trilha sonora da novela “A Indomada” da TV Globo. Neste mesmo ano Geraldo Azevedo e Zé Ramalho excursionaram por todo o Brasil com o show DUETO, de grande sucesso de critica e publico, culminando com uma apresentação de enorme sucesso no Canecao ( Rio de Janeiro) e que foi o ponto de partida para o projeto O Grande Encontro.
No ano de 1998, Geraldo lançou o CD duplo Raízes e Frutos, onde fez regravações de grandes sucessos de sua carreira. No disco intitulado Raízes, foram incluídas as músicas que tinham uma ligação maior com o sertão, o estado de Pernambuco, e suas primeiras influências musicais. Em Frutos, apareceram as canções que refletiam a sua vivência posterior no ambiente urbano, e a sensibilidade filtrada através da técnica conquistada na maturidade artística. Com produção de Robertinho do Recife, Raízes & Frutos é um notável exemplo de um artista maduro fazendo uma releitura de canções da juventude e trazendo para elas todas as lições aprendidas ao longo da estrada.
Geraldo Azevedo participou do projeto O Grande Encontro, onde se reuniu a Elba Ramalho, Zé Ramalho eAlceu Valença, em discos e shows, respectivamente, de 1998 e 2000, os artistas se uniram mostrando clássicos de suas respectivas carreiras, além de recuperarem sucessos de mestres como Luiz Gonzaga, Geraldo Vandré e Trio Nordestino. No Grande Encontro 3, gravado ao vivo no Rio de Janeiro, participações especiais de Belchior, Lenine e Moraes Moreira alargaram as fronteiras musicais do disco, que se transformou numa celebração à vitalidade da música nordestina.
Em 2000, foi lançado Hoje e Amanhã, o segundo disco gravado por Geraldo nos EUA com a participação de músicos norte-americanos. A boa recepção de Berekekê (1991) levou Geraldo a juntar-se ao produtor Pippo Spera e músicos como o percussionista Alex Acuña e o baixista Alphonso Johnston, além dos brasileiros César Michilles e Luiz Antonio, além de Dori Caymmi, que fez a orquestração da faixa Una palabra. Assim como no CD Berekekê, em Hoje e Amanhã está presente uma síntese musical onde os músicos estrangeiros se integram sem esforço às propostas rítmicas e harmônicas das canções.
Já o CD O Brasil Existe em Mim foi totalmente gravado no Brasil, contando com as participações de Elba Ramalho na faixa São João Barroco e Alceu Valença dividindo a musica Já Que O Som Não Acabou em homenagem ao mestre dos dois Jackson do Pandeiro. Este CD teve a produção de Paulo Rafael e conta com a colaboração de vários músicos que tocaram e tocam com Geraldo até hoje. Ainda neste CD uma parceria inédita de Geraldo e Torquato Neto e a canção Ver de Novo, que ele divide com sua filha Clarice Azevedo.
No ano de 2009 lançou seu 1º DVD, Uma Geral do Azevedo com seus maiores sucessos e músicas com a maioria dos seus parceiros, gravado ao vivo no Circo Voador (Lapa – Rio de Janeiro) com 12 músicos e um cenário todo feito a partir de desenhos do próprio Geraldo.
Atualmente está lançando o CD e DVD Salve São Francisco, um projeto idealizado por Geraldo Azevedo que conta com as participações especiais de alguns dos mais talentosos artistas produzidos no país, como Dominguinhos, Alceu Valença, Maria Bethânia, Ivete Sangalo, Djavan, Moraes Moreira, Fernanda Takai, Roberto Mendes, Geraldo Amaral, Vavá Cunha e Márcia Porto. A produção musical ficou a cargo de Robertinho de Recife, a produção executiva é de Gabriela Azevedo e a direção de Lara Velho. Todas as suas faixas celebram a beleza e importância do rio São Francisco. Através das músicas, a conscientização ecológica a respeito da água, elemento essencial para a os seres vivos, é despertada.
O projeto mostra o making of das gravações, além de imagens de vários lugares por onde o rio São Francisco passa, mostrando sua beleza e peculiaridades. Geraldo através das musicas declara seu amor pelo Rio São Francisco, que o banhou quando criança, e faz um apelo para que todos se conscientizem do uso da água potável do mundo que já se encontra escasso em diversos regiões do planeta
Fonte: http://www.geraldoazevedo.com.br/2012/index.php
domingo, 8 de abril de 2012
O MELHOR DA MÚSICA BRASILEIRA
Sumanos, domingão de páscoa.... Dia de conhecer um grande cantor e compositor brasileiro..Espia !
José Geraldo Juste, conhecido como Zé Geraldo, (Rodeiro, 9 de dezembro de 1944) é um cantor e compositor brasileiro, e pai da cantora/compositor brasileira Nô Stopa
Nascido em Rodeiro, uma pequena cidade do interior de Minas Gerais, foi criado em Governador Valadares, no Vale do Rio Doce, também em Minas, de onde saiu, aos dezoito anos, para estudar e trabalhar em São Paulo.
Nos anos sessenta, sofre um acidente automobilístico, que acaba com seus sonhos de jogar futebol profissionalmente. Fica internado durante um ano num hospital em Carangola, onde aprende os primeiros acordes e desenvolve o lado compositor. Durante dois anos, faz fisioterapia na cidade de Santos.
Nessa mesma época, trava conhecimento de uma banda que tocava em bailes, da qual passa a fazer parte - cantando em inglês.
Na década seguinte forma-se em Administração, enquanto tocava em bailes. Após alguns anos, tendo adquirido alguma experiência de palco, decide participar de festivais de música, sem deixar o emprego de executivo.
No ano de 1978, participa do Primeiro Festival de Música da Ericsson no Brasil, e alcança a vitória.
É então contratado pela gravadora CBS, abandonando a carreira de executivo e abraçando a carreira artística. Em seu álbum Terceiro Mundo, fez grande sucesso nacional com a música “Cidadão”, regravada, entre outros intérpretes, pelo paraibano Zé Ramalho e pelo cantor Sílvio Brito.
Suas canções como "Rio Doce" e "Milho aos Pombos" tornaram-se conhecidas após concorrerem nos festivais de música realizadas pela Rede Globo no início dos anos oitenta.
Nesta década, devido ao fato de ser fiel ao seu estilo musical, abandona as grandes gravadoras e torna-se artista independente. Pelo fato de ter sido criado na cidade de Governador Valadares, e portanto ter laços com a cidade, no dia 3 de julho de 2007, recebe o título de "Cidadão Valadarense". Também em decorrência disso, sua canção "Rio Doce" tornou-se o hino da cidade. Pouco depois, lançou CD/DVD intitulado Um Pé no Mato, um Pé no Rock, no qual faz referência a suas principais influências musicais, Tião Carreiro e Bob Dylan.
Em maio de 2008, foi lançado o mais recente trabalho, intitulado Catadô de Bromélias, o qual inclui uma versão em português da música "Mr. Tambourine Man", de Bob Dylan, e uma nova parceria, com o cantor e compositor Zeca Baleiro, "Na barra do seu vestido".
Saiba mais : http://zegeraldo.uol.com.br/
domingo, 18 de março de 2012
O MELHOR DA MÚSICA BRASILEIRA

Sumanos, mais um domingão pra descanso e reflexão.. Que tal conhecer uma das intérpretes da nova e boa geração da música brasileira
Iniciou sua carreira artística em 2002. Seu trabalho traz influências tanto de música originalmente brasileira (particularmente o samba), como de hip hop, afrobeat, jazz, R&B etc.Já afirmou em entrevista que não rejeita o rótulo de MPB, mas considera que ele já ficou limitado:
O rótulo da MPB ficou limitado. Ele é bem abrangente, afinal é música popular brasileira. E me considero isso. Quando vou fazer um som, me alimento do que gosto e, como muitos outros da minha geração, me alimento não só de coisas específicas. Gostamos de ouvir música da Jamaica, agora estou escutando música etíope. Não penso que [tipo de] música estou fazendo. Simplesmente faço um som.
No dia 7 de Julho de 2009, Céu, lançou seu segundo álbum "Vagarosa", que recebeu grande aclamação da crítica internacional. No mesmo ano, foi considerada pela revista Época um dos 100 brasileiros mais influentes de 2009, vendendo mais de 25 mil cópias na Europa e, 100 mil nos Estados Unidos.
Céu é filha de Edgard Poças, um maestro e compositor brasileiro, responsável pelos arranjos musicais do grupo Balão Mágico e de Carolina Whitaker, artista plástica. Entrou em contato com a música ainda jovem, e aos 15 anos decidiu seguir carreira na área. Chegou a gravar vocal em jingles publicitários.
Aos 18 anos foi morar em Nova York, onde trabalhou em bares e teve empregos variados: faxineira, garçonete, guardadora de casacos. Em Nova York encontrou por acaso o músico Antonio Pinto, que posteriormente descobriu ser um primo distante, e com quem dividiu um apartamento enquanto ele passava por problemas financeiros.
Antonio Pinto juntou-se a Beto Villares— como ele produtor e compositor atuante em trilhas sonoras de filmes brasileiros — para produzir o primeiro disco de Céu. Ela é co-autora de 12 das suas 15 faixas.Foi lançado no Brasil em 2005, pelos selos Urban Jungle e Ambulante Discos (de Beto Villares), e posteriormente distribuído na América Latina pela Warner Music. Em 2007 foi lançado nos EUA (onde vendeu 30 mil discos na duas primeiras semanas) e no Reino Unido, bem como em diversos outros países, da Europa ao Japão. Nos EUA, o álbum foi lançado na série Starbucks Hear Music Debut, vendido tanto em lojas tradicionais como na rede estadunidense Starbucks; Céu foi a primeira artista estrangeira a ter um álbum nessa série.
Sua música "Lenda" compôs a trilha sonora da novela Pé na Jaca, e "Malemolência" compôs a trilha sonora da novela Beleza Pura, ambas da Rede Globo. Em 2005, foi considerada pela revista francesa Les Inrockuptibles como uma das cinco revelações do ano. Seu primeiro disco apareceu na primeira posição nos rankings "Heatseekers (new artist)" e "World Music", e na posição 57 do "Hot 100", todos da Billboard. Foi a mais alta posição nas paradas dos EUA já alcançada por uma artista brasileira, desde Astrud Gilberto com "Garota de Ipanema", em 1963.[6]
Em 2006 foi indicada para o Grammy Latino na categoria melhor artista revelação,[5] e para o Prêmio Tim de Música na categoria melhor cantora.. Em 2007, foi indicada para o Grammy na categoria melhor álbum de world music contemporânea, e apresentou-se na abertura dos XV Jogos Panamericanos, no Rio de Janeiro.
O CD vendeu 25 mil cópias na Holanda e na França, e os bons números renderam shows na Europa, no Estados Unidos vendeu mais de 100 mil cópias, 15 mil só na primeira semana. Foi considerada pela revista Época uma dos 100 brasileiros mais influentes do ano de 2009.
domingo, 11 de março de 2012
O MELHOR DA MÚSICA BRASILEIRA

Carioca , 51 anos, criado na Tijuca (Zona Norte do Rio), ao pé do Morro do Salgueiro, Pedro Luis Teixeira de Oliveira acostumou-se desde cedo à batucada. Quando começou a despontar, em meados dos anos de 1990, foi saudado como um dos inovadores do cenário da música popular, misturando rap, samba, hip hop, maracatu e funk. O trabalho de Pedro Luís, entretanto, vinha de longa estrada. No princípio dos anos 80, em meio à ebulição do BRock, foi sócio-fundador do Circo Voador, iniciando uma carreira trilhada no underground carioca. Pedro esteve ligado a vários movimentos culturais, com as bandas Paris 400 (que acompanhou o grupo teatral Asdrúbal Trouxe o Trombone em "A Farra da Terra"), Boato e Urge, esta última de formação punk. Começou a chamar a atenção durante o trabalho com Arícia Mess, como violonista e diretor musical de seus shows. Nessa época, em meados dos anos 90, foi apresentado ao grande público ao ter uma música gravada por Fernanda Abreu ("Tudo Vale a Pena"). Posteriormente, foi parar nos discos de O Rappa ("Miséria S/A"), Ed Motta ("Birinaite"), Cidade Negra ("Cidade em Movimento") e Adriana Calcanhotto ("Mão e Luva"). E ainda cativou o veterano Ney Matogrosso com "Fazê o quê?" e "Miséria no Japão", incluídas em "Olhos de Farol". Decidido a apostar na carreira solo, uniu-se a Mário Moura (baixo), Sidon Silva, C.A. Ferrari e Celso Alvin, responsáveis pela salada percussiva de Pedro Luís e a Parede, grupo que estreou em 1996. Pouco tempo depois foi contratado por uma gravadora, a Dubas/Warner. "Astronauta Tupy" (1997) nasceu contemporâneo e crítico, explorando as diversas sonoridades brasileiras, com uma batucada pop. Ney Matogrosso colocou sua voz em Caramujo Jah. Em outubro de 1998, Pedro Luís e a Parede participaram da turnê do cantor japonês Miyazawa Kazufumi — que gravou Afrosick, com músicas e participação de brasileiros — em Tóquio e Osaka, e foram vistos por cerca de 10 mil japoneses. "Astronauta Tupy" teve boa acolhida no Japão e a música "Pena de Vida" chegou a ficar entre as 50 mais tocadas nas rádios daquele país durante algumas semanas. "Astronauta" contabilizou 25 mil cópias vendidas, sendo 10 mil consumidas pelos japoneses. Sem espaço nas rádios brasileiras, a maior aliada da banda tem sido a divulgação boca-a-boca. No réveillon 1998-99, animaram a festa na praia de Copacabana, com Sandra de Sá. No fim de 1999, participaram do Free Jazz. Quase dois anos depois de "Astronauta", saiu "É Tudo 1 Real", produzido por Liminha e lançado simultaneamente no Japão. Mais pop do que o primeiro, com letras inspiradas na linguagem de rua e músicas impregnadas pelo rap, funk, charm e tudo mais que possa caber em seu caldeirão sonoro. O disco conta ainda com as participações de Paralamas do Sucesso, Carlos Malta e Marcos Suzano. Pedro Luis é o compoitor e intérprete do tea de abertura da série "As Brasileiras" , da Rede Globo
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
15 ANOS SEM CHICO SCIENCE
Francisco de Assis França, mais conhecido pela alcunha de Chico Science (Olinda, 13 de março de 1966 — Recife, 2 de fevereiro de 1997) foi um cantor e compositor olindense, um dos principais colaboradores do movimento manguebeat em meados da década de 1990. Líder da banda Chico Science & Nação Zumbi, deixou dois discos gravados: Da Lama ao Caos e Afrociberdelia, tendo sua carreira precocemente encerrada por um acidente de carro numa das vias que ligam Olinda e Recife. Seus dois álbuns foram incluídos na lista dos 100 melhores discos da música brasileira da revista Rolling Stone, elaborada a partir de uma votação com 60 jornalistas, produtores e estudiosos de música brasileira.Chico Science participava de grupos de dança e hip hop em Pernambuco no início dos anos 1980. No final da década integrou algumas bandas de música como Orla Orbe e Loustal, inspiradas na música soul, no funk e no hip hop. A fusão com os ritmos nordestinos, principalmente o maracatu, veio em 1991, quando Science entrou em contato com o bloco afro Lamento Negro, de Peixinhos, subúrbio de Olinda. Misturou o ritmo da percussão com o som de sua antiga banda e formou o Nação Zumbi. A partir daí o grupo começou a se apresentar no Recife e em Olinda e iniciou o "movimento" mangue beat, com direito a manifesto ("Caranguejos com Cérebro", de Fred 04, da Mundo Livre S/A). Em 1993 uma rápida turnê por São Paulo e Belo Horizonte chamou a atenção da mídia. O primeiro disco, "Da Lama ao Caos", projetou a banda nacionalmente. O segundo, "Afrociberdelia", mais pop e eletrônico, confirmou a tendência inovadora de Chico Science e Nação Zumbi, que excursionaram pela Europa e Estados Unidos, onde fizeram sucesso de público e crítica. O Nação Zumbi lançou um CD duplo em 1998, depois da morte do líder, com músicas novas e versões ao vivo remixadas por DJs. A família de Chico Science recebeu indenização de cerca de 10 milhões de reais da montadora Fiat, responsabilizada pela morte do cantor e compositor no acidente que lhe tirou a vida, devido a falhas no cinto de segurança do carro que dirigia e que poderia ter lhe poupado a vida.
Podem ser citadas como bandas relacionadas a Chico Science, as conterrâneas Mundo Livre S/A, Bonsucesso Samba Clube, as mais recentes Cordel do Fogo Encantado, Mombojó e Otto. Outras bandas influenciadas por Chico: Sepultura (mais especificamente o álbum Roots), Cássia Eller (intérprete de músicas como Corpo de Lama e Quando a Maré Encher), Fernanda Abreu (álbum Raio X) e Arnaldo Antunes (álbum O Silêncio), além da antiga parceira e ainda em atividade: Nação Zumbi.
Em 2007, recebeu homenagem do Prêmio Multishow de Música Brasileira, do canal da Globosat de mesmo nome.
Discografia
Da Lama ao Caos (1994)
Afrociberdelia (1996)
Da Lama ao Caos (1994)
Afrociberdelia (1996)
domingo, 29 de janeiro de 2012
O MELHOR DA MÚSICA BRASILEIRA

Sumanos, domingão de sol no Marajó. Quase chegando o carnaval. Hoje, dia de clássicos no futebol brasileiro, nada mais justo que postar a história desse cabra que teve, ou tem, profunda ligação com o futebol e carnaval.. espia!
Lamartine de Azeredo Babo, mais conhecido como Lamartine Babo (Rio de Janeiro, 10 de janeiro de 1904 — Rio de Janeiro, 16 de junho de 1963) foi um dos mais importantes compositores populares do Brasil. Era um dos doze filhos de Leopoldo Azeredo Babo e Bernarda Preciosa Gonçalves, sendo um dos dos três que chegaram à idade adulta. Era tio de Oswaldo Sargentelli.Nasceu no mesmo ano da fundação do América Football Club. Tijucano e americano fanático, Lamartine protagonizou cenas memoráveis como o desfile que fez em carro aberto pelas ruas do centro do Rio, fantasiado de diabo, comemorando o último campeonato do América em 1960.
Mesmo tendo sido um leigo em técnica musical, Lamartine criou melodias maravilhosas, resultantes de seu espírito inventivo e altamente versátil. Começou a compor aos catorze anos - a valsa "Torturas do Amor" e, aos dezesseis anos, compõe a opereta "Cibele". Quando foi para o Colégio São Bento dedicou-se a músicas religiosas.
Formou-se em Ciências Jurídicas e Sociais na então Faculdade de Direito da Universidade do Rio de Janeiro, atual Faculdade Nacional de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Porém, foi através das marchinhas carnavalescas, cantadas até hoje, como O Teu Cabelo Não Nega, Grau 10, Linda Morena, e A Marchinha do Grande Galo, que o seu nome se tornou mundialmente conhecido como o Rei do Carnaval. Em suas letras, predominavam o humor refinado e a irreverência.
Como poucos, Lamartine alcançou os dois extremos da alma brasileira: a gozação e o sentimento.
Em 1937, na cidade mineira de Boa Esperança, numa situação inusitada, compôs o famoso samba-canção Serra da Boa Esperança.
Em 1949 compôs os hinos alternativos (não-oficiais) dos 11 participantes do Campeonato Carioca de Futebol daquele ano, com patrocínio do programa de rádio Trem da Alegria, que lançou lps de cada um dos clubes. Em um só dia Lamartine Babo compôs os famosos hinos dos considerados seis maiores e mais tradicionais times de futebol do Rio de Janeiro - sendo o primeiríssimo em seu coração o América FC, além de Vasco da Gama, Fluminense, Flamengo, Botafogo e Bangu. Em seguida foram escritos os hinos dos clubes considerados "menores" (apesar de não menos tradicionais e importantes), sendo eles o São Cristóvão, Madureira, Olaria, Bonsucesso e Canto do Rio. Esses hinos são, na verdade, hinos populares, sendo os hinos oficiais da maioria dos clubes músicas diferentes.
Lalá, como era conhecido, era uma das pessoas mais bem humoradas e divertidas de sua época, não perdendo nunca a chance de um trocadilho ou de uma piada. Em uma entrevista afirmou "Eu me achava um colosso. Mas um dia, olhando-me no espelho, vi que não tenho colo, só tenho osso". Numa outra, o entrevistador pergunta qual era a maior aspiração dos artistas do broadcasting, Lalá não vacila: "A aspiração varia de acordo com o temperamento de cada um… Uns desejam ir ao céu… já que atuam no éter… Outros ‘evaporam-se’ nesse mesmo éter… Os pensamentos da classe são éter… ó… gênios…" - valeu-lhe o título de O Pior Trocadilho de 1941.
E aconteceu também o caso dos correios: Lalá foi enviar um telegrama, o telegrafista bateu então o lápis na mesa em morse para seu colega: "Magro, feio e de voz fina". Lalá tirou o seu lápis e bateu: "Magro, feio, de voz fina e ex-telegrafista"
Sua primeira marchinha gravada, foi a divertida "Os Calças-Largas", em que Lamartine debochava dos rapazes que usavam calças boca-de-sino. Em 1937, com a censura imposta pelo Estado Novo de Getúlio Vargas, carnavalescos irreverentes como Lamartine Babo ficaram proibidos de utilizar a sátira em suas composições. Sem a irreverência costumeira, as marchinhas não foram mais as mesmas.
Chegou a hora da fogueira, música de Lamartine interpretada por Mário Reis e Carmen Miranda
Música de Lamartine Babo, interpretada por Mário Reis e Carmen Miranda.
Problemas para escutar este arquivo? Veja introdução à mídia.
Em 1951, aos 47 anos, Lamartine Babo, que nunca tivera sorte no amor, casou-se, enfim. Morreu vitimado por um infarto, no dia 16 de junho de 1963, deixando seu nome no rol dos grandes compositores deste país. Seu amigo e parceiro João de Barro, o popular Braguinha, disse certa vez: "Costumo dividir o carnaval em duas fases: Antes e depois de Lamartine".
Em 1981 a escola de samba Imperatriz Leopoldinense conquistou seu primeiro bicampeonato com o enredo "O teu cabelo não nega", de Arlindo Rodrigues, uma comovente e divertida homenagem ao compositor.
domingo, 22 de janeiro de 2012
O MELHOR DA MÚSICA BRASILEIRA

Sumanos, no mesmo dia em que Elis completou 30 anos que nos deixou, faria 70 anos de idade essa pequena aí.. Espia...
Filha caçula do casal capixaba Jairo Leão e Altina Lofego (em italiano Lofiego), descendente de imigrantes da Basilicata que imigraram para o Espírito Santo no século XIX (famílias D'Amico e Lofiego), Nara nasceu em Vitória e mudou-se para a Cidade do Rio de Janeiro quando tinha apenas um ano de idade, com os pais e a irmã, a jornalista Danuza Leão. Durante a infância, Nara teve aulas de violão com Solon Ayala e Patrício Teixeira, ex-integrante do grupo "Os Oito Batutas" de Pixinguinha. Aos 14 anos, em 1956, resolveu estudar violão na academia de Carlos Lyra e Roberto Menescal, que funcionava em um quarto-e-sala na rua Sá Ferreira, em Copacabana. Mais tarde, Nara tornou-se professora da academia.
A Bossa Nova nasceu em reuniões no apartamento dos pais da cantora, em Copacabana, das quais participavam nomes que seriam consagrados no gênero, como Roberto Menescal, Carlos Lyra, Sérgio Mendes e seu então namorado, Ronaldo Bôscoli. No fim dos anos 1950, Nara foi repórter do jornal "Última Hora", onde Bôscoli também trabalhava, e que pertencia a Samuel Wainer, casado com a irmã de Nara, Danuza Leão. O namoro com Bôscoli terminou quando ele a traiu e iniciou um caso com a cantora Maysa, durante uma turnê em Buenos Aires, em 1961. Daí em diante, Nara se reaproxima de Carlos Lyra, que rompeu a parceria musical com Bôscoli em 1960, e de idéias mais à esquerda. Inicia um namoro com o cineasta Ruy Guerra e se casa com ele um tempo depois. Nessa época passa a se interessar pelo samba de morro.
A estreia profissional se deu quando da participação, ao lado de Vinícius de Moraes e Carlos Lyra, na comédia Pobre Menina Rica (1963). O título de musa da Bossa Nova foi a ela creditado pelo cronista Sérgio Porto. Mas a consagração efetiva ocorre após o movimento militar de 1964, com a apresentação do espetáculo Opinião, ao lado de João do Vale e Zé Keti, um espetáculo de crítica social à dura repressão imposta pelo regime militar. Maria Bethânia, por sua vez, a substituiria no ano seguinte, interpretando Carcará, pois Nara precisara se afastar por estar afônica. Nota-se que Nara Leão vai mudando suas preferências musicais ao longo dos anos 1960. De musa da Bossa Nova, passa a ser cantora de protesto e simpatizante das atividades dos Centros Populares de Cultura da UNE. Embora os CPC's já tivessem sido extintos pela ditadura, em 1964, o espetáculo Opinião tem forte influência do espírito cepecista. Em 1966, interpretou a canção A Banda, de Chico Buarque no Festival de Música Popular Brasileira (TV Record), que ganhou o festival e público brasileiro.
Dentre as suas interpretações mais conhecidas, destacam-se O barquinho, A Banda e Com Açúcar e com Afeto -- feita a seu pedido por Chico Buarque, cantor e compositor a quem homenagearia nesse disco homônimo, lançado em 1980.
Nara também aderiu ao movimento tropicalista, tendo participado do disco-manifesto do movimento - Tropicália ou Panis et Circensis, lançado pela Philips em 1968 e disponível hoje em CD.
Já separada alguns anos do marido Ruy, de quem não teve filhos, Nara casa-se novamente, dessa vez com o cineasta Cacá Diegues, com quem teve dois filhos: Isabel e Francisco. No fim dos anos 1960, se muda para a Europa com o marido, permanecendo lá por dois anos, tendo morado na França, na cidade de Paris, onde nasceu Isabel, primeira filha do casal.
No começo dos anos 1970, ela volta para o Brasil grávida e nasce na Cidade do Rio de Janeiro o segundo filho do casal, Francisco. Nessa época, decide estudar psicologia na PUC-RJ. De fato, Nara planejava abandonar a música mas não chegou a deixar a profissão de cantora, apenas diminuindo o ritmo de trabalho e modificando o estilo dos espetáculos, pois era muito cansativa a vida de uma cantora, já que ela agora era mãe e casada, tinha que se dedicar mais aos filhos e ao marido do que a música, apesar de Nara amar cantar, teve que fazer essa difícil escolha.
Morreu na manhã de 7 de junho de 1989 vítima de um tumor cerebral inoperável aos 47 anos de idade. Ela já sabia do tumor, e sofria com esse problema havia 10 anos. O tumor estava numa área muito delicada do cérebro, por isso ela não podia ser operada, sentia fortes dores e tonturas, e isso também foi um contribuinte para ela tentar largar carreira musical. O último disco foi My foolish heart, lançado naquele mesmo ano, interpretando versões de clássicos americanos.
Em 2002, seus discos lançados anteriormente em LPs foram relançados em duas caixas separadas - uma com o período 1964-1975 e a outra 1977-1989 - trazendo também faixas-bônus e um livreto sobre sua biografia. Mesmo depois de ter morrido há anos, suas músicas ainda eram sucesso, como até hoje são.
Em 2007, a cantora Fernanda Takai gravou o disco Onde Brilhem os Olhos Seus, onde interpreta canções típicas do repertório de Nara Leão, fazendo assim uma homenagem. Em janeiro de 2012, seu acervo de fotografias, músicas e documentos foi digitalizado e aberto para consulta.
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
30 ANOS SEM ELIS
Elis Regina Carvalho Costa (Porto Alegre, 17 de março de 1945 – São Paulo, 19 de janeiro de 1982) foi uma intérprete brasileira. Conhecida por sua presença de palco histriônica, sua voz e sua personalidade, Elis Regina é considerada por muitos críticos, comentadores e outros músicos a melhor cantora brasileira de todos os tempos.Com os sucessos de Falso Brilhante e Transversal do Tempo, ela inovou os espetáculos musicais no país e era capaz de demonstrar emoções tão contrárias, como a melancolia e a felicidade, numa mesma apresentação ou numa mesma música.
Como muitos outros artistas do Brasil, Regina surgiu dos festivais de música na década de 1960 e mostrava interesse em desenvolver seu talento através de apresentações dramáticas. Seu estilo era altamente influenciado pelos cantores do rádio, especialmente Ângela Maria, e a fez ser a grande revelação do festival da TV Excelsior em 1965, quando cantou "Arrastão" de Vinicius de Moraes e Edu Lobo. Tal feito lhe conferiu o título de primeira estrela da canção popular brasileira na era da TV.[8] Enquanto outras cantoras contemporâneas como Maria Bethânia haviam se especializado e surgido em teatros, ela deu preferência aos rádios e televisões.[9] Seus primeiros discos, iniciando com Viva a Brotolândia (1961), refletem o momento em que transferiu-se do Rio Grande do Sul ao Rio de Janeiro, e que teve exigências de mercado e mídia. Transferindo-se para São Paulo em 1964, onde ficaria até sua morte, logrou sucesso com os espetáculos do Fino da Bossa e encontrou uma cidade efervescente onde conseguiria realizar seus planos artísticos. Em 1967, casou-se com Ronaldo Bôscoli, diretor do Fino da Bossa, e ambos tiveram João Marcelo Bôscoli.
Elis Regina aventurou-se por muitos gêneros; da MPB, passando pela bossa nova, o samba, o rock ao jazz. Interpretando canções como "Madalena", "Como Nossos Pais", "O Bêbado e a Equilibrista", "Querelas do Brasil", que ainda continuam famosas e memoráveis, registrou momentos de felicidade, amor, tristeza, patriotismo e ditadura militar no país. Ao longo de toda sua carreira, cantou canções de músicos até então pouco conhecidos, como Milton Nascimento, Ivan Lins, Renato Teixeira, Aldir Blanc, João Bosco, ajudando a lançá-los e a divulgar suas obras, impulsionando-os no cenário musical brasileiro. Entre outras parcerias, é célebre os duetos que teve com Jair Rodrigues, Tom Jobim, Simonal, Rita Lee, Chico Buarque—que quase foi lançado por ela não fosse Nara Leão ter o gravado antes—e, por fim, seu segundo marido, o pianista César Camargo Mariano, com quem teve os filhos Pedro Mariano e Maria Rita. Mariano também ajudou-a a arranjar muitas músicas antigas e dar novas roupagens a elas, como com "É Com Esse Que Eu Vou".
Sua presença artística mais memorável talvez esteja registrada nos álbuns Em Pleno Verão (1970), Elis & Tom (1974), Falso Brilhante (1976), Transversal do Tempo (1978), Saudade do Brasil (1980) e Elis. Ela foi a primeira pessoa a inscrever a própria voz como se fosse um instrumento, na Ordem dos Músicos do Brasil.
Como muitos outros artistas do Brasil, Regina surgiu dos festivais de música na década de 1960 e mostrava interesse em desenvolver seu talento através de apresentações dramáticas. Seu estilo era altamente influenciado pelos cantores do rádio, especialmente Ângela Maria, e a fez ser a grande revelação do festival da TV Excelsior em 1965, quando cantou "Arrastão" de Vinicius de Moraes e Edu Lobo. Tal feito lhe conferiu o título de primeira estrela da canção popular brasileira na era da TV.[8] Enquanto outras cantoras contemporâneas como Maria Bethânia haviam se especializado e surgido em teatros, ela deu preferência aos rádios e televisões.[9] Seus primeiros discos, iniciando com Viva a Brotolândia (1961), refletem o momento em que transferiu-se do Rio Grande do Sul ao Rio de Janeiro, e que teve exigências de mercado e mídia. Transferindo-se para São Paulo em 1964, onde ficaria até sua morte, logrou sucesso com os espetáculos do Fino da Bossa e encontrou uma cidade efervescente onde conseguiria realizar seus planos artísticos. Em 1967, casou-se com Ronaldo Bôscoli, diretor do Fino da Bossa, e ambos tiveram João Marcelo Bôscoli.
Elis Regina aventurou-se por muitos gêneros; da MPB, passando pela bossa nova, o samba, o rock ao jazz. Interpretando canções como "Madalena", "Como Nossos Pais", "O Bêbado e a Equilibrista", "Querelas do Brasil", que ainda continuam famosas e memoráveis, registrou momentos de felicidade, amor, tristeza, patriotismo e ditadura militar no país. Ao longo de toda sua carreira, cantou canções de músicos até então pouco conhecidos, como Milton Nascimento, Ivan Lins, Renato Teixeira, Aldir Blanc, João Bosco, ajudando a lançá-los e a divulgar suas obras, impulsionando-os no cenário musical brasileiro. Entre outras parcerias, é célebre os duetos que teve com Jair Rodrigues, Tom Jobim, Simonal, Rita Lee, Chico Buarque—que quase foi lançado por ela não fosse Nara Leão ter o gravado antes—e, por fim, seu segundo marido, o pianista César Camargo Mariano, com quem teve os filhos Pedro Mariano e Maria Rita. Mariano também ajudou-a a arranjar muitas músicas antigas e dar novas roupagens a elas, como com "É Com Esse Que Eu Vou".
Sua presença artística mais memorável talvez esteja registrada nos álbuns Em Pleno Verão (1970), Elis & Tom (1974), Falso Brilhante (1976), Transversal do Tempo (1978), Saudade do Brasil (1980) e Elis. Ela foi a primeira pessoa a inscrever a própria voz como se fosse um instrumento, na Ordem dos Músicos do Brasil.
Elis Regina morreu precocemente em 1982, com apenas 36 anos, deixando uma vasta obra na música popular brasileira. Embora haja controvérsias e contestações, os exames comprovaram que havia morrido por conta de altas doses de cocaína e bebidas alcoólicas, e o fato chocou profundamente o país na época.
Fonte: Wikipédia
domingo, 15 de janeiro de 2012
O MELHOR DA MUSICA BRASILEIRA
Sumano, domingão de sol... carnaval chegando... Conheces esse cabôco aí ? Milton Santos de Almeida, conhecido como Miltinho (Rio de Janeiro, 31 de janeiro de 1928) .
Começou sua carreira na década de 1940 como integrante de diversos grupos vocais: Anjos do Inferno, Namorados da Lua, Quatro Ases e Um Curinga, Milionários do Ritmo, mas foi na década de 1960 que se consagrou com o sucesso Mulher de 30. Com essa música ganhou muito dinheiro e o reconhecimento do público. Recebeu vários prêmios, participou dos principais programas de televisão da época e de um filme estrelado por Mazzaropi. Ainda faz shows e recentemente lançou um CD com as participações de nomes como Chico Buarque, Elza Soares e Martinho da Vila, entre outro
Começou sua carreira na década de 1940 como integrante de diversos grupos vocais: Anjos do Inferno, Namorados da Lua, Quatro Ases e Um Curinga, Milionários do Ritmo, mas foi na década de 1960 que se consagrou com o sucesso Mulher de 30. Com essa música ganhou muito dinheiro e o reconhecimento do público. Recebeu vários prêmios, participou dos principais programas de televisão da época e de um filme estrelado por Mazzaropi. Ainda faz shows e recentemente lançou um CD com as participações de nomes como Chico Buarque, Elza Soares e Martinho da Vila, entre outro
Veja o vídeoa baixo
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
10 ANOS SEM CÁSSIA ELLER
Cássia Rejane Eller (Rio de Janeiro, 10 de dezembro de 1962 — Rio de Janeiro, 29 de dezembro de 2001[2]) foi uma cantora e violonista do rock brasileiro dos anos 1990.Filha de um sargento pára-quedista do Exército e de uma dona-de-casa, seu nome foi sugerido pela avó, devota de Santa Rita de Cássia.
Nascida no Rio de Janeiro, aos 6 anos mudou-se com a família para Belo Horizonte. Aos 10, foi para Santarém, no Pará. Aos 12 anos, voltou para o Rio. O interesse pela música começou aos 14 anos, quando ganhou um violão de presente. Tocava principalmente músicas dos Beatles. Aos 18, chegou a Brasília. Ali, cantou em coral, fez testes para musicais, trabalhou em duas óperas como corista, além de se apresentar como cantora de um grupo de forró. Também fez parte, durante dois anos, do primeiro trio elétrico de Brasília, denominado Massa Real, e tocou surdo em um grupo de samba. Trabalhou em vários bares (como o Bom Demais), cantando e tocando. Despontou no mundo artístico em 1981, ao participar de um espetáculo de Oswaldo Montenegro.
Um ano mais tarde, foi para Minas Gerais, onde trabalhou como servente de pedreiro. "Fiz massa e assentei tijolos", contava. Na escola, não chegou a terminar o ensino médio, por causa também dos shows que fazia, não teria tempo para estudar.
Caracterizada pela voz grave e pelo ecletismo musical, interpretou canções de grandes compositores do rock brasileiro, como Cazuza e Renato Russo, além de artistas da MPB como Caetano Veloso e Chico Buarque, passando pelo pop de Nando Reis e o incomum de Arrigo Barnabé e Wally Salomão, até sambas de Riachão e rocks clássicos de Jimi Hendrix, Rita Lee, Beatles, John Lennon e Nirvana.
Teve uma trajetória musical bastante importante, embora curta, com algo em torno de dez álbuns próprios gravados no decorrer de doze anos de carreira. De fato, somente em 1989 sua carreira decolou. Ajudada por um tio seu, gravou uma fita demo com a canção "Por enquanto", de Renato Russo. Este mesmo tio levou a fita à PolyGram, o que resultou na contratação de Cássia pela gravadora. Sua primeira participação em disco foi em 1990, no LP de Wagner Tiso intitulado "Baobab".
Cássia Eller sempre teve uma presença de palco bastante intensa, assumia a preferência por álbuns gravados ao vivo e ela era convidada constantemente para participações especiais e interpretações sob encomenda, singulares, personalizadas.
Outra característica importante é o fato de ela ter assumido uma postura de intérprete declarada, tendo composto apenas três das canções que gravou: "Lullaby" (parceria com Márcio Faraco) em seu primeiro disco, Cássia Eller, de 1990 (LP com 60.000 cópias vendidas, sobretudo em razão do sucesso da faixa "Por enquanto" de Renato Russo); "Eles" (dela com Luiz Pinheiro e Tavinho Fialho) e "O Marginal" (dela com Hermelino Neder, Luiz Pinheiro e Zé Marcos), no segundo disco, O Marginal (1992).
Era homossexual assumida e morava com a parceira Maria Eugênia Vieira Martins, com a qual criava o filho Francisco (chamado carinhosamente de Chicão). Ela teve seu filho com o baixista Tavinho Fialho. Ele faleceu em um acidente automobilístico meses antes do nascimento de Francisco. Maria ficou responsável pela criação do filho de Cássia após a morte de sua companheira.
2001 foi um ano bastante produtivo para Cássia Eller. Em 13 de janeiro de 2001, apresentou-se no Rock in Rio III, num show em que baião, samba e clássicos da MPB foram cantados em ritmo de rock. Neste dia, o organograma de apresentação foi o seguinte: R.E.M., Foo Fighters, Beck, Barão Vermelho, Fernanda Abreu e Cássia Eller. 190 mil pessoas compareceram a esta apresentação.
Entre maio e dezembro, Cássia Eller fez 95 shows. O que levou a cantora a gravar um DVD, nos moldes de sua preferência - ao vivo: o Acústico MTV, gravado entre 7 e 8 de março, em São Paulo, no qual Cássia contou com o um grupo de alto nível técnico e artístico: Nando Reis (direção musical/autoria, voz e violão em "Relicário" / voz em "De Esquina" de Xis), os músicos da banda Luiz Brasil (direção musical /cifras / violões e bandolim), Walter Villaça (violões e bandolim), Fernando Nunes (baixolão), Paulo Calasans (piano acústico Hammond e órgão Hammond), João Vianna (bateria, surdo, ganzá, ralador e lâmina), Lan Lan (percussão) e Thamyma Brasil (percussão), os músicos convidados Bernardo Bessler (violino), Iura (Cello), Alberto Continentino (contrabaixo acústico), Cristiano Alves (clarinete e clarone), Dirceu Leite (sax, flauta e clarineta), entre muitos outros. Este álbum foi composto por 17 faixas, acrescidas do Making Of, galeria de fotos, discografia e i.clip. O álbum vendeu até hoje mais de 900 mil cópias e se tornou o maior sucesso da carreira de Cássia, sendo que até então, apesar das boas vendagens e da experiência, ela não era considerada uma cantora extremamente popular.
No fim do ano, ela se apresentaria na Praça do Ó, na Barra da Tijuca, no Rio, durante os festejos do réveillon. Faleceu dois dias antes, em 29 de dezembro. Foi substituída por Luciana Mello. Em vários pontos do Rio de Janeiro, fez-se um minuto de silêncio durante a comemoração da passagem do ano em memória de Cássia Eller. Vários artistas também prestaram homenagem à cantora em seus shows, na virada do ano.
Cássia Eller faleceu em 29 de dezembro de 2001, aos 39 anos, no auge de sua carreira, em razão de um infarto do miocárdio repentino. Foi levantada a hipótese de overdose de drogas, já que ela era usuária de cocaína. A suspeita foi considerada inicialmente como causa da morte, porém foi descartada pelos laudos periciais do Instituto Médico Legal do Rio de Janeiro após autópsia.
domingo, 18 de dezembro de 2011
O MELHOR DA MÚSICA BRASILEIRA

Sumanos, domingão que antecipa o Natal. Dia de boa música.. Conheces este cabra aí ?
O apelido Toquinho foi dado por sua mãe e já aos quatorze anos. Toquinho começara a ter aulas de violão com Paulinho Nogueira. Estudou harmonia com Edgar Janulo, violão clássico com Isaías Sávio, orquestração com Léo Peracchi e Oscar Castro Neves.
Toquinho começou a se apresentar em colégios e faculdades e profissionalizando-se nos anos sessenta, em shows promovidos pelo radialista Walter Silva no teatro Paramount em São Paulo. Compôs com Chico Buarque sua segunda canção a ser gravada, Lua cheia. Em 1969 acompanha Chico à Itália, pais onde até hoje se apresenta regularmente.
Em 1970, compôs, com Jorge Benjor, seu primeiro grande sucesso, Que Maravilha. Ainda nesse ano, Vinicius de Moraes o convida para participar de espetáculos em Buenos Aires, formando uma sólida parceria que iria durar onze anos, 120 canções, 25 discos e mais de mil espetáculos. Entre as composições da pareceria destacou-se a canção Aquarela.
Toquinho era muito amigo de Vinicius de Moraes por isso após a morte de Vinicius, Toquinho seguiu em carreira solo.
Recentemente a Lumiar Editora lançou um livro com suas cifras e partituras, idealizado e produzido por Bruno De La Rosa, dando sequência à coleção Songbook, criada pelo fundador e ex-presidente da Lumiar Discos & Editora, Almir Chediak.
Anos 60
O Violão de Toquinho (1966)
La vita, amico, é l'arte dell'incontro (1969)
Anos 70
Toquinho (1970).
Vinicius de Moraes en "La Fusa" con Maria Creuza y Toquinho (1970)
Como Dizia o Poeta…Música Nova (1971)
Per vivere un grande amore (1971)
São Demais os Perigos desta Vida… (1971)
Toquinho e Vinícius (1971)
Vinicius + Bethania + Toquinho en La Fusa - Mar Del Plata (1971)
Vinícius Canta "Nossa Filha Gabriela" (1972)
O Bem Amado - trilha sonora original da telenovela (1973)
Poeta, Moça e Violão - Vinicius, Clara Nunes, Toquinho (1973)
Toquinho & Guarnieri - Botequim (1973)
Toquinho - Boca da Noite (1974)
Toquinho, Vinícius e Amigos (1974)
Fogo sobre Terra - trilha sonora original da telenovela (1974)
Toquinho e Vinícius (1974)
Vinícius / Toquinho (1975)
Toquinho e Vinícius - O Poeta e o Violão (1975)
La voglia, la pazzia, l'incoscienza, l'allegria (1976)
Toquinho - Il Brasile nella chitarra strumentale - Torino - Itália (1976)
Toquinho Tocando 1977 (1976)
The Best of Vinicius & Toquinho (1977)
Tom, Vinícius, Toquinho, Miúcha (1977)
Enciclopédia da Música Brasileira - Toquinho (1978)
Toquinho Cantando - Pequeno Perfil de um Cidadão Comum (1978)
10 Anos de Toquinho e Vinícius (1979)
Toquinho (1970).
Vinicius de Moraes en "La Fusa" con Maria Creuza y Toquinho (1970)
Como Dizia o Poeta…Música Nova (1971)
Per vivere un grande amore (1971)
São Demais os Perigos desta Vida… (1971)
Toquinho e Vinícius (1971)
Vinicius + Bethania + Toquinho en La Fusa - Mar Del Plata (1971)
Vinícius Canta "Nossa Filha Gabriela" (1972)
O Bem Amado - trilha sonora original da telenovela (1973)
Poeta, Moça e Violão - Vinicius, Clara Nunes, Toquinho (1973)
Toquinho & Guarnieri - Botequim (1973)
Toquinho - Boca da Noite (1974)
Toquinho, Vinícius e Amigos (1974)
Fogo sobre Terra - trilha sonora original da telenovela (1974)
Toquinho e Vinícius (1974)
Vinícius / Toquinho (1975)
Toquinho e Vinícius - O Poeta e o Violão (1975)
La voglia, la pazzia, l'incoscienza, l'allegria (1976)
Toquinho - Il Brasile nella chitarra strumentale - Torino - Itália (1976)
Toquinho Tocando 1977 (1976)
The Best of Vinicius & Toquinho (1977)
Tom, Vinícius, Toquinho, Miúcha (1977)
Enciclopédia da Música Brasileira - Toquinho (1978)
Toquinho Cantando - Pequeno Perfil de um Cidadão Comum (1978)
10 Anos de Toquinho e Vinícius (1979)
Anos 80
Paulinho Nogueira e Toquinho - Sempre Amigos (1980)
Um Pouco de Ilusão (1980)
A Arca de Noé (1980)
A Arca de Noé - 2 (1980)
Toquinho, la chitarra e gli amici (1981)
Doce Vida (1981)
Toquinho ao Vivo em Montreaux (1982)
Toquinho - Acquarello (1983)
Toquinho - Acuarela (1983)
Toquinho - Aquarela (1983)
Casa de Brinquedos (1983)
Sonho Dourado (1984)
Bella la vita (1984)
A Luz do Solo (1985)
Coisas do Coração (1986)
Le storie di una storia sola (1986)
Vamos Juntos - Toquinho Live at Bravas Club'86 Tokyo (1986)
Canção de Todas as Crianças (1987)
Made in Coração (1988)
Toquinho in Canta Brasil (1989)
Toquinho - À Sombra de um Jatobá (1989)
Paulinho Nogueira e Toquinho - Sempre Amigos (1980)
Um Pouco de Ilusão (1980)
A Arca de Noé (1980)
A Arca de Noé - 2 (1980)
Toquinho, la chitarra e gli amici (1981)
Doce Vida (1981)
Toquinho ao Vivo em Montreaux (1982)
Toquinho - Acquarello (1983)
Toquinho - Acuarela (1983)
Toquinho - Aquarela (1983)
Casa de Brinquedos (1983)
Sonho Dourado (1984)
Bella la vita (1984)
A Luz do Solo (1985)
Coisas do Coração (1986)
Le storie di una storia sola (1986)
Vamos Juntos - Toquinho Live at Bravas Club'86 Tokyo (1986)
Canção de Todas as Crianças (1987)
Made in Coração (1988)
Toquinho in Canta Brasil (1989)
Toquinho - À Sombra de um Jatobá (1989)
Anos 90
Toquinho Instrumental (1990)
El viajero del sueño (1992)
Il viaggiatore del sogno (1992)
O Viajante do Sonho (1992)
La vita è l'arte dell'incontro (1993)
Trinta Anos de Música (1994)
Toquinho e suas Canções Preferidas (1996)
Canções dos Direitos da Criança (1997)
Brasiliando (1997)
Toquinho - Italiano (1999)
Toquinho - Paulinho Nogueira (1999)
Vivendo Vinicius - ao vivo - com Baden Powell, Carlos Lyra, Miúcha e Toquinho (1999)
Sinal Aberto - Toquinho e Paulinho da Viola (1999)
Toquinho Instrumental (1990)
El viajero del sueño (1992)
Il viaggiatore del sogno (1992)
O Viajante do Sonho (1992)
La vita è l'arte dell'incontro (1993)
Trinta Anos de Música (1994)
Toquinho e suas Canções Preferidas (1996)
Canções dos Direitos da Criança (1997)
Brasiliando (1997)
Toquinho - Italiano (1999)
Toquinho - Paulinho Nogueira (1999)
Vivendo Vinicius - ao vivo - com Baden Powell, Carlos Lyra, Miúcha e Toquinho (1999)
Sinal Aberto - Toquinho e Paulinho da Viola (1999)
2000 - presente
Coleção Toquinho e Orquestra (2001)
Canciones de los derechos de los niños (2001)
Toquinho - Amigos e Canções - Coletânea da Revista Reader's Digest (2002)
Herdeiros do Futuro - com Projeto Guri (2002)
Ensinando a Viver (2002)
Toquinho e Orquestra Jazz Sinfônica (2002)
Só tenho tempo pra ser feliz (2003)
Toquinho - Le canzoni della mia vita (2003)
Toquinho - Bossa Nova Para Sempre (2004)
CD / DVD - Toquinho no Mundo da Criança (2005)
Mosaico - músicas de Toquinho e Paulo César Pinheiro (2005)
Passatempo - Retrato de uma época (2005)
A Vida Tem Sempre Razão - Tributo a Toquinho - CD de Silvia Goés, Ivâni Sabino e Pepa D'Elia (2006)
CD - O poeta, a moça e o violão - Vinicius, Clara Nunes e Toquinho (2008)
CD - Toquinho e MPB-4 - 40 anos de música (2008)
Coleção Toquinho e Orquestra (2001)
Canciones de los derechos de los niños (2001)
Toquinho - Amigos e Canções - Coletânea da Revista Reader's Digest (2002)
Herdeiros do Futuro - com Projeto Guri (2002)
Ensinando a Viver (2002)
Toquinho e Orquestra Jazz Sinfônica (2002)
Só tenho tempo pra ser feliz (2003)
Toquinho - Le canzoni della mia vita (2003)
Toquinho - Bossa Nova Para Sempre (2004)
CD / DVD - Toquinho no Mundo da Criança (2005)
Mosaico - músicas de Toquinho e Paulo César Pinheiro (2005)
Passatempo - Retrato de uma época (2005)
A Vida Tem Sempre Razão - Tributo a Toquinho - CD de Silvia Goés, Ivâni Sabino e Pepa D'Elia (2006)
CD - O poeta, a moça e o violão - Vinicius, Clara Nunes e Toquinho (2008)
CD - Toquinho e MPB-4 - 40 anos de música (2008)
Saiba mais: http://www.toquinho.com.br/
domingo, 11 de dezembro de 2011
O MELHOR DA MÚSICA BRASILEIRA
Sumanos, domingão ensolarado.. Pra acompanhar, conheça aí mais um grande nome de nossa música brasileiraJosé Ribamar Coelho Santos, (Arari, Maranhão, 11 de abril de 1966), mais conhecido como Zeca Baleiro, é um cantor, compositor e músico brasileiro de MPB. Transferiu-se para São Paulo onde lançou sua carreira.
Zeca Baleiro canta, toca violão e já teve suas composições interpretadas por Simone, Gal Costa, Elba Ramalho, Vange Milliet, Adriana Maciel, Luíza Possi, Rita Ribeiro, Renato Braz.
Zeca começou sua carreira compondo melodias e músicas para peças infantis de teatro, onde se destacou pela qualidade de suas letras. Foi morar em São Paulo, onde dividia um apartamento com seu parceiro musical Chico César. Apesar de sua carreira musical já existir 12 anos antes de gravar seu primeiro disco em 1997, seu salto para a fama foi em sua participação no Acústico MTV de Gal Costa com a canção "A Flor da Pele", que lhe valeu projeção nacional. Nos anos seguintes gravou mais cinco discos com participação de outros cantores do Brasil, muitos dos quais são seus parceiros em composições como: Chico César, Rita Ribeiro, Lobão, O Teatro Mágico, Arnaldo Antunes, Zé Geraldo, Paulinho Moska, Lenine, Fagner, Zeca Pagodinho,Genival Lacerda e Zé Ramalho. Sua música deriva de muitos ritmos tradicionais brasileiros: samba, pagode, baião com elementos do rock, pop e música eletrônica com um modo muito particular de tocar violão.
Zeca Baleiro canta, toca violão e já teve suas composições interpretadas por Simone, Gal Costa, Elba Ramalho, Vange Milliet, Adriana Maciel, Luíza Possi, Rita Ribeiro, Renato Braz.
Zeca começou sua carreira compondo melodias e músicas para peças infantis de teatro, onde se destacou pela qualidade de suas letras. Foi morar em São Paulo, onde dividia um apartamento com seu parceiro musical Chico César. Apesar de sua carreira musical já existir 12 anos antes de gravar seu primeiro disco em 1997, seu salto para a fama foi em sua participação no Acústico MTV de Gal Costa com a canção "A Flor da Pele", que lhe valeu projeção nacional. Nos anos seguintes gravou mais cinco discos com participação de outros cantores do Brasil, muitos dos quais são seus parceiros em composições como: Chico César, Rita Ribeiro, Lobão, O Teatro Mágico, Arnaldo Antunes, Zé Geraldo, Paulinho Moska, Lenine, Fagner, Zeca Pagodinho,Genival Lacerda e Zé Ramalho. Sua música deriva de muitos ritmos tradicionais brasileiros: samba, pagode, baião com elementos do rock, pop e música eletrônica com um modo muito particular de tocar violão.
Saiba mais: http://zecabaleiro.locaweb.com.br/sitezeca/
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
E VIVA O SAMBA !!!

O samba surgiu da mistura de estilos musicais de origem africana e brasileira. O samba é tocado com instrumentos de percussão (tambores, surdos timbau) e acompanhados por violão e cavaquinho. Geralmente, as letras de sambas contam a vida e o cotidiano de quem mora nas cidades, com destaque para as populações pobres. O termo samba é de origem africana e tem seu significado ligado às danças típicas tribais do continente.
As raízes do samba foram fincadas em solo brasileiro na época do Brasil Colonial, com a chegada da mão-de-obra escrava em nosso país.
O primeiro samba gravado no Brasil foi Pelo Telefone, no ano de 1917, cantado por Bahiano. A letra deste samba foi escrita por Mauro de Almeida e Donga .
Tempos depois, o samba toma as ruas e espalha-se pelos carnavais do Brasil. Neste período, os principais sambistas são: Sinhô Ismael Silva e Heitor dos Prazeres .
Na década de 1930, as estações de rádio, em plena difusão pelo Brasil, passam a tocar os sambas para os lares. Os grandes sambistas e compositores desta época são: Noel Rosa autor de Conversa de Botequim; Cartola de As Rosas Não Falam; Dorival Caymmi de O Que É Que a Baiana Tem?; Ary Barroso, de Aquarela do Brasil; e Adoniran Barbosa, de Trem das Onze.
Na década de 1970 e 1980, começa a surgir uma nova geração de sambistas. Podemos destacar: Paulinho da Viola, Jorge Aragão, João Nogueira, Beth Carvalho, Elza Soares, Dona Ivone Lara, Clementina de Jesus, Chico Buarque, João Bosco e Aldir Blanc.
Outros importantes sambistas de todos os tempos: Pixinguinha, Ataulfo Alves, Carmen Miranda (sucesso no Brasil e nos EUA), Elton Medeiros, Nelson Cavaquinho, Lupicínio Rodrigues, Aracy de Almeida, Demônios da Garoa, Isaura Garcia, Candeia, Elis Regina, Nelson Sargento, Clara Nunes, Wilson Moreira, Elizeth Cardoso, Jacob do Bandolim e Lamartine Babo.
Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo
Os tipos de samba mais conhecidos e que fazem mais sucesso são os da Bahia, do Rio de Janeiro e de São Paulo. O samba baiano é influenciado pelo lundu e maxixe, com letras simples, balanço rápido e ritmo repetitivo. A lambada, por exemplo, é neste estilo, pois tem origem no maxixe.
Já o samba de roda, surgido na Bahia no século XIX, apresenta elementos culturais afro-brasileiros. Com palmas e cantos, os dançarinos dançam dentro de uma roda. O som fica por conta de um conjunto musical, que utiliza viola, atabaque, berimbau, chocalho e pandeiro.
No Rio de Janeiro, o samba está ligado à vida nos morros, sendo que as letras falam da vida urbana, dos trabalhadores e das dificuldades da vida de uma forma amena e muitas vezes com humor.
Entre os paulistas, o samba ganha uma conotação de mistura de raças. Com influência italiana, as letras são mais elaboradas e o sotaque dos bairros de trabalhadores ganha espaço no estilo do samba de São Paulo.
Principais tipos de samba:
Samba-enredo
Surge no Rio de Janeiro durante a década de 1930. O tema está ligado ao assunto que a escola de samba escolhe para o ano do desfile. Geralmente segue temas sociais ou culturais. Ele que define toda a coreografia e cenografia utilizada no desfile da escola de samba.
Samba de partido alto
Com letras improvisadas, falam sobre a realidade dos morros e das regiões mais carentes. É o estilo dos grandes mestres do samba. Os compositores de partido alto mais conhecidos são: Moreira da Silva, Martinho da Vila e Zeca Pagodinho.
Pagode
Nasceu na cidade do Rio de Janeiro, nos anos 70 (década de 1970), e ganhou as rádios e pistas de dança na década seguinte. Tem um ritmo repetitivo e utiliza instrumentos de percussão e sons eletrônicos. Espalhou-se rapidamente pelo Brasil, graças às letras simples e românticas. Os principais grupos são : Fundo de Quintal, Negritude Jr., Só Pra Contrariar, Raça Negra, Katinguelê, Patrulha do Samba, Pique Novo, Travessos, Art Popular.
Samba-canção
Surge na década de 1920, com ritmos lentos e letras sentimentais e românticas. Exemplo: Ai, Ioiô (1929), de Luís Peixoto.
Samba carnavalesco
Marchinhas e Sambas feitas para dançar e cantar nos bailes carnavalescos. exemplos : Abre alas, Apaga a vela, Aurora, Balancê, Cabeleira do Zezé, Bandeira Branca, Chiquita Bacana, Colombina, Cidade Maravilhosa entre outras.
Samba-exaltação
Com letras patrióticas e ressaltando as maravilhas do Brasil, com acompanhamento de orquestra. Exemplo: Aquarela do Brasil, de Ary Barroso gravada em 1939 por Francisco Alves.
Samba de breque
Este estilo tem momentos de paradas rápidas, onde o cantor pode incluir comentários, muitos deles em tom crítico ou humorístico. Um dos mestres deste estilo é Moreira da Silva .
Samba de gafieira
Foi criado na década de 1940 e tem acompanhamento de orquestra. Rápido e muito forte na parte instrumental, é muito usado nas danças de salão.
Sambalanço
Surgiu nos anos 50 (década de 1950) em boates de São Paulo e Rio de Janeiro. Recebeu uma grande influência do jazz.. Um dos mais significativos representantes do sambalanço é Jorge Ben Jor, que mistura também elementos de outros estilos.
Dia Nacional do Samba
- Comemora-se em 2 de dezembro o Dia Nacional do Samba.
domingo, 27 de novembro de 2011
O MELHOR DA MÚSICA BRASILERA

Sumanos, últimos domingos de 2011... Inverno chegando, mas o clima de natal é muito agradável.. Hoje é dia de música boa. Veja o que o boavistense @jean_fabricio1 indicou pra hoje
Nascido no bairro do Grajaú, Oswaldo é um caso excepcional de precocidade musical. Sem nunca ter estudado música regularmente, começou desde a tenra infância a ser influenciado por ela. Primeiro, na casa de seus pais no Rio de Janeiro: sua mãe e os pais dela tocavam piano, seu pai tocava violão e cantava.
A segunda influência foi mais forte. Aos oito anos, mudou-se, com os pais, para São João del-Rei, cidade mineira poética e boêmia, onde as serestas aconteciam todas as noites e as pessoas juntavam os amigos em casa para passar as noites tocando e cantando. Ao mesmo tempo, Oswaldo foi atraído para a música barroca das igrejas. Nesta época, teve aulas de violão com um dos seresteiros da cidade e compôs sua primeira canção, Lenheiro, nome do rio que banha São João del-Rei. Venceu um festival de música com apenas 13 anos, no Rio de Janeiro, onde voltou a morar.
A decisão de se tornar um músico profissional veio com a mudança para Brasília, em 1971. Na capital federal, começou a ter contato com festivais e grupos de teatro e de dança estudantis. Fez seus primeiros shows e aos 17 anos a decisão de viver da música se tornou definitiva. Mudou-se novamente para o Rio, mas já havia adotado Brasília como a terra de seu coração e tema constante de sua obra. Também seus parceiros preferidos foram amigos que fez ali, como José Alexandre, Mongol e Madalena Salles, entre outros.
Foi ainda em Brasília que tomou contato com a música erudita nos concertos do Teatro Nacional. Não só assiste aos concertos com seus amigos músicos, entre eles o maestro Otávio Maul e a família Prista Tavares, mas entra pelas madrugadas conversando sobre técnica e teoria musicais. Autodidata, devora livros sobre história da música.
A partir daí, morando no Rio mas com os olhos e o coração postos em Brasília, sua carreira deslancha. Tem música classificada no último Festival da Canção da Rede Globo, o primeiro de repercussão nacional de que participa (1972), escreve e encena seu primeiro musical (1974-1975), lança três discos em três anos (1975-8) e vence festival na TV Tupi com seu primeiro megasucesso, Bandolins (1979).
Em 1980, participa em, e vence, o Festival MPB 80 da Rede Globo de Televisão com a canção Agonia, do amigo de infância Mongol. Mesmo com tanto sucesso, decide retornar a Brasília para montar em 1982, outro espetáculo musical, Veja Você, Brasília, com artistas locais. Deste espetáculo participam as ainda desconhecidas Cássia Eller e Zélia Duncan. Depois desta, viriam outras peças de teatro musical, uma particularidade bem marcante na trajetória de um músico brasileiro e que resgata uma maneira de divulgar música abandonada na primeira metade do século 20. São mais de 14 peças musicais, todas recorde de público e algumas, como Noturno", "A Dança dos Signos" e "Aldeia dos Ventos, estão em cartaz há mais de 15 anos e com montagens por todo o país.
Em 1985, participa do Festival dos Festivais, também pela Rede Globo, com a música O Condor, com acompanhamento de um coro de 25 cantores negros. Não para de gravar discos. Até 2006, são 34. Composições suas são interpretadas por Ney Matogrosso, Sandra de Sá, Paulinho Moska, Zé Ramalho, Alceu Valença, Zizi Possi, Zélia Duncan, Jorge Vercilo, Altemar Dutra, Gonzaguinha, Sivuca, Tânia Maya, entre outros. Até a atriz Glória Pires cantou em participação especial de um disco seu (1985).
Em 1994, Oswaldo lança seu primeiro livro — O Vale Encantado — um livro infantil, no mesmo ano indicado pelo MEC, através da Universidade de Brasília, para ser adotado nas escolas de 1º grau. Em 1997, adapta o livro para vídeo.
Em 1995 lança o cd "Aos Filhos do Hippies" com participação de Carlos Vereza e Geraldo Azevedo.
Em 1997, Oswaldo reencontra Roberto Menescal. Durante a conversa, surge o tema "letras de músicas da MPB que são verdadeiros poemas". Daí vem à ideia do CD "Letras Brasileiras". Menescal produz o CD, que é lançado no mesmo ano, e participa da tournée do show. Ainda em 97 grava e lança o vídeo "O Vale Encantado", que conta no elenco com a participação de Zico, Roberto Menescal, Fafy Siqueira, Luísa Parente, Tânia Maya e Madalena Salles. É lançado, também, o CD do mesmo nome. Lança, também, nesse mesmo ano, o CD do espetáculo "Noturno", pela Tai Consultoria em Talentos Humanos e Qualidade.
Em 1998 recebe o título de cidadão honorário de Brasília, concedido pela Câmara Legislativa do DF. Nesse mesmo ano, Oswaldo volta às montagens teatrais. Monta novamente "Léo e Bia", numa versão mais madura e coerente com a postura que ele tem, atualmente, daquela história. Grava o CD homônimo, também com Menescal. Monta, ainda, com elenco de Brasília, a 2ª versão de "A Aldeia dos Ventos".
Em 1999, apresenta três espetáculos, no Teatro de Arena, no Rio de Janeiro: "Léo e Bia", "A Dança dos Signos" e o inédito "A Lista" com a participação da atriz Bárbara Borges e do cantor Rafael Greyck, lançando, nessa temporada, os CDs dos 2 últimos.
Em 2000, comemora os 20 anos de carreira com o show "Vinte Anos de Histórias" e com os CDs "Letras Brasileiras ao Vivo" e "Escondido no Tempo". Dedica-se, também, à série "Só Pra Colecionadores", de CDs independentes, de tiragem limitadíssima, vendidos apenas via internet. Neste ano seus fãs criam seu primeiro fã-clube virtual, o OMOL (Oswaldo Montenegro online), onde admiradores de seu trabalho, através de um site na internet e posteriormente no ORKUT, se reúnem para conversar e interagir sobre sua obra e sobre a obra de artistas que com ele trabalharam. Em Florianópolis monta o musical Lendas da Ilha com mais 50 artistas locais entre eles Paulinho Dias e Cleiton Profeta do Circus Musicalis.
Em 2001 monta em SP a peça “A Lista” com a participação de Bruna di Tullio e Mayara Magri no elenco.
Em 2002 lança o CD “Estrada Nova”, cuja turnê bate recorde de público. Neste cd são gravadas novas músicas em parceria com Mongol.
Em 2003 regrava a uma nova trilha de “A Aldeia dos Ventos”.
Em 2004 lança o CD “Letras Brasileiras 2”, em parceria com Roberto Menescal, além do programa “Tipos”, no Canal Brasil, no qual retrata com músicas, textos e desenho animado, tipos humanos como a bailarina gorda, o chato, etc...
Em 2005 lança CD e DVD “Oswaldo Montenegro - 25 Anos de História”, que alcançam, ambos, a marca das 100 mil cópias.
Em 2006 lança, no Canal Brasil, em parceira com Roberto Menescal, o programa "Letras Brasileiras", apresentado por ambos. O programa foi inspirado no CD e no show que Oswaldo e Menescal apresentaram em 1997 por todo o país. Monta no Rio de Janeiro a peça "Tipos" e remonta Aldeia dos Ventos, com participação da atriz Camila Rodrigues, com a "Cia Aqui entre nós".
Em 2007, lança o cd e DVD "A Partir de Agora", gravando músicas inéditas com convidados como Alceu Valença, Zé Ramalho, Eduardo Costa, Diogo Guanabara e Mariana Rios. Na TV, inicia a segunda temporada do programa "Letras Brasileiras" ao lado de Roberto Menescal no Canal Brasil. No teatro, em parceria com o irmão Deto Montenegro, monta o espetáculo "Tipos" junto com a Oficina dos Menestréis de São Paulo.
Em 2008 lança, pela gravadora Som Livre, um novo DVD e CD chamado "Intimidade". Estes trazem 16 canções bastantes conhecidas com um novo arranjo elaborado pelo próprio Montenegro, por Sérgio Chiavazzoli e por Alexandre Meu Rei. Destaque para "Lume de Estrelas" que foi apenas gravada no disco "Asa de Luz" em 1981. Na TV, inicia a terceira temporada do programa "Letras Brasileiras", que apresenta com Roberto Menescal no Canal Brasil. No teatro, monta no Rio de Janeiro o espetáculo "Eu não moro, comemoro", com participação de Caio Ruas Miranda e Emílio Dantas e o "Projeto Canjas", onde abre espaço para jovens talentos se apresentarem ao lado de artistas consagrados. No fim do ano, tem alguns de seus maiores sucessos lançados em uma coletânea de 3 cds (3 BOX) pela Warner Music.
Em 2009 se dedica a formação de um grupo para montagens de musicais reunindo cantores, músicos, atores e atrizes como Verônica Bonfim, Léo Pinheiro, Rodrigo Sestrem, Emílio Dantas, Cibelle Hespanhol, Luísa Pitta, Renato Luciano, Larissa Landim e Shirlene Paixão, e estreia o musical "Filhos do Brasil" no Teatro do Jockey (RJ). Grava em São Paulo seu terceiro DVD: "Quebra Cabeça elétrico", lançado em outubro.
Em 2010 estréia do Festival de Recife seu longa-metragem "Léo e Bia" e lança o cd "Canções de Amor"
domingo, 13 de novembro de 2011
O MELHOR DA MÚSICA BRASILEIRA

Sumanos, hoje é domingo, dia de conhecer mais um grande compositor da música brasileira. Hoje tivemos a colaboração da jornalista Jecyone Pinheiro. Conheça um pouco deste cabra aí..
Nascido em 1947, em Cachoeiro de Itapemirim, sul do Espírito Santo, filho de Raul Gonçalves Sampaio, maestro de banda e compositor, e de Maria de Lourdes Moraes, professora primária, Sérgio Sampaio recebeu do pai as primeiras influências musicais, tendo curtido na adolescência grande paixão pelo repertório seresteiro de Orlando Silva, Sílvio Caldas e Nelson Gonçalves. Em 1967, enamorado da ebulição cultural do Rio de Janeiro, foi para lá em busca de um lugar no céu estrelado da MPB. Atuou por dois anos como locutor de rádio nas AMs cariocas, enquanto desenvolvia também o seu trabalho musical. Em fins de 1970, foi descoberto acidentalmente pelo produtor Raul Seixas, quando acompanhava ao violão um aspirante a cantor, num teste na gravadora CBS.
Contratado pela CBS, Sérgio fez sua estréia, em meados de 1971, com o compacto “Coco Verde/Ana Juan”, produzido por Raul. Meses depois, Raul, Sérgio e mais Míriam Batucada e Edy Starr gravaram o polêmico disco “Sociedade da Grã-Ordem Kavernista apresenta Sessão das Dez”, que causou grande celeuma na CBS. Uma verdadeira sessão de escracho, com paródias e pastiches musicais temperadas com um humor corrosivo, esse trabalho trazia algumas parcerias de Sérgio e Raul, como o xote elétrico “Quero ir” e o acid rock “Doutor Pacheco”. No mesmo ano, o artista defendeu no V FIC sua composição “Ano 83”, que permanece inédita em disco.
Em 1972, já integrando o elenco da Phillips/Phonogram, Sérgio apresentou no sétimo e último FIC a marcha-rancho “Eu Quero é Botar Meu Bloco na Rua”. Mesmo não tendo sido a vencedora, a música foi o maior sucesso do evento. O compacto lançado a seguir venderia cerca de 500 mil unidades. Em meio ao êxito avassalador da música, Sampaio, jovem e sem dispor ainda de uma estrutura profissional sólida, adotou uma postura arredia frente ao intenso assédio da mídia, o que acabaria lhe custando a fama de artista “temperamental” e “difícil”.
Em março de 1973 foi lançado seu primeiro LP, que levou o título de seu maior sucesso. Embora trazendo sambas de apelo popular (“Cala a Boca, Zebedeu”, de autoria de seu pai, e “Odete”) e incursões personalíssimas pela música pop (“Leros e Leros e Boleros”, “Eu Sou Aquele Que Disse”), o disco teve uma vendagem modesta, além de ser recebido pela crítica com desapontamento notável. Mais à frente, sua composição “Quatro Paredes” foi gravada parcialmente por Maria Bethânia, encaixada num pot-pourri no disco “A Cena Muda”.
No início de 1974 saiu o compacto “Meu Pobre Blues / Foi Ela”. A primeira, uma dúbia elegia ao conterrâneo Roberto Carlos, de letra desconcertante, alcançou boa repercussão. Foi sua despedida da Phillips. Ele só retornaria à cena musical em 1975, já na gravadora Continental, lançando o compacto “Velho Bandido / O Teto da Minha Casa”, com boa aceitação popular e críticas muito favoráveis. Ainda em 1975, a irônica marchinha “Cantor de Rádio”, onde o artista alfinetava a indústria musical, foi incluída no LP “Convocação Geral nº 2”, da Som Livre.
Em 1976, Sérgio lançou seu segundo LP, “Tem Que Acontecer”, considerado por muitos seu melhor trabalho. Com produção de Roberto Moura e arranjos do violonista João de Aquino, no disco brilhavam instrumentistas como Altamiro Carrilho (flauta), Abel Ferreira (clarinete) e Joel Nascimento (bandolim). Sérgio aliava o vigor interpretativo e poético dos primeiros anos a uma maior maturidade como compositor, em obras bem acabadas, como o amargo samba “Até Outro Dia”, o samba-canção “Velho Bode” (em parceria com Sérgio Natureza), o fox “Que Loucura” (uma letra em homenagem ao poeta tropicalista Torquato Neto) e a faixa-título. O disco foi bem recebido junto à crítica mas não alcançou o sucesso esperado.
Em meados de 1977, ainda na Continental, Sérgio Sampaio lançou mais um compacto, “Ninguém Vive Por Mim / História de Boêmio (Um Abraço em Nelson Gonçalves)”. A primeira, um pop altamente suingado, foi bem executada nas rádios, apesar da letra cáustica, novamente enfocando a difícil relação do compositor com a indústria do disco. Foi o derradeiro trabalho de Sampaio por uma gravadora oficial. Dali em diante, já arrolado entre os “malditos” da MPB, ele seria um artista independente, sem gravadora e sem música no rádio, vivendo apenas de shows eventuais para um séquito fiel de admiradores em todo o país.
Em 1981, Erasmo Carlos gravou em seu LP “Mulher” a canção “Feminino Coração de Deus”, composta por Sérgio especialmente para ele. No ano seguinte, Sampaio lançou o disco independente “Sinceramente”. Como o título sugeria, um trabalho de grande desnudamento pessoal do compositor. No entanto, mais uma vez a repercussão foi pequena, a despeito da qualidade de canções como “Nem Assim”, “Tolo Fui Eu” e “Essa Tal de Mentira”. O disco trazia também o samba “Doce Melodia”, onde o homenageado Luiz Melodia terçava vozes com Sérgio.
Durante os anos 80, o artista viveu praticamente no limbo profissional, com escassos shows em bares a minguados cachês. Em seus longos retiros em sua cidade natal, porém, ele compunha sempre e cada vez melhor. Suas melodias se tornaram mais elaboradas, ao mesmo tempo conservando seu despojamento tão característico. Passou a criar harmonias com maior esmero e sua poesia atingiu o perfeito balanço entre lirismo, humor, perspicácia e concisão.
Nos longos anos em que esteve relegado ao acostamento da cena musical, Sérgio apresentou-se quase sempre sozinho com seu violão, maturando sua performance ao máximo. De um balaio de cerca de 50 canções que ele mostrava nessas apresentações, ele escolheria o repertório do cd “Cruel”, que seria produzido pela gravadora paulista Baratos Afins em 1994, e que marcaria a volta de Sérgio ao disco, projeto abortado pela morte do artista, em maio daquele ano, ocasionada por uma crise de pancreatite.
Mesmo hoje, tantos anos após sua morte, Sérgio Sampaio continua a ser um dos artistas mais verdadeiros, inquietantes e enigmáticos da história da MPB.
Rodrigo Moreira
(autor da biografia “Eu Quero é Botar Meu Bloco na Rua” - Edições Muiraquitã, 2000)
domingo, 6 de novembro de 2011
O MELHOR DA MÚSICA BRASILEIRA

Sumanos, domingão meio nublado no Marajó. É o inverno amazônico chegando, mas, tem nada não, vamo q vamo.. Olha quem tá hoje por aqui..
O primeiro sucesso de Guttemberg Guarabyra veio em outubro de 1967, quando fica em primeiro lugar no Festival Internacional da Canção com a música Margarida apresentada com o Grupo Manifesto, do qual fazia parte. Já Luiz Carlos Sá teve seu primeiro grande sucesso gravado por Peri Ribeiro em 1966, "GIRAMUNDO". Eram artistas solo até os dois formarem, juntamente com Zé Rodrix (que antes era do grupo Som Imaginário), a banda de rock rural Sá, Rodrix & Guarabyra, que alcançou o sucesso a partir de 1971, gravando dois LPs pela Odeon — Passado, presente e futuro e Terra — e se apresentaram, em julho de 1972, em um espetáculo no Teatro Opinião, no Rio de Janeiro, seguido de espetáculos e aparições na televisão. Nessa época, Sá e Guarabyra receberam prêmios de publicidade pelo jingle Só tem amor quem tem amor pra dar, criado para a Pepsi.
Em 1973, Zé Rodrix separou-se do grupo, e então a formação passou a ser Sá & Guarabyra em definitivo. Gravariam ainda pela Odeon os LPs Nunca (1973) e Cadernos de viagem (1975).
A dupla fez grande sucesso nas décadas de 1970 e 80, com as canções Dona e Espanhola (esta última composta com Flávio Venturini, em 1976).
Em 2001 houve o retorno de Zé Rodrix, gerando o primeiro DVD do Trio: "OUTRA VEZ NA ESTRADA" e em 2009 o lançamento do quarto disco reunindo o Trio: "AMANHÃ".
Rock Rural é um estilo musical criado por Sá, Rodrix e Guarabyra, João Carlos de Lima e J.C. Grein Xavier, na década de 70 do século XX, no Brasil, o rock rural incorporou influências do folk e country anglo-saxônicos ao estilo da toada lusitana, com uma linguagem poética que se refere aos temas do campo, resultando numa musicalidade com ritmo de balada pop.
Num nível mais específico, é possível encontrar uma variedade de denominações no que se refere às versões urbanas do universo rural no formato de música popular. O rock rural contribuiu para um processo de reavaliação da cultura popular, que culminaria mais tarde com o estabelecimento dos valores do mundo rural como algo cool, aceito pela população urbana.
Nesse contexto, o rock rural foi um movimento pioneiro. Sem ter a intenção declarada por seus criadores, utilizou a técnica da antropofagia criada por Oswald de Andrade em Manisfesto Antropofágico, parte do Movimento Modernista de 1922, que introduziu o Brasil nos conceitos de vanguarda da produção cultural do Ocidente no início do século XX.
Há vinte anos seria impensável ter telenovelas de abrangência nacional tratando de temas do mundo rural. A aceitação do universo caipira como uma produção cultural de valor semelhante aos demais estilos estabelecidos e aceitos como identidade nacional é um fenômeno recente e resultado de inúmeras iniciativas. Dentre elas, o trabalho de pesquisa e registro da música caipira (ou sertaneja) levado a cabo por Marcus Pereira tem um valor histórico monumental, semelhante à iniciativa pioneira de Cornélio Pires na década de 20. Porém, essa cultura rural, tendo como vanguarda a música, caipira, de início, sertaneja posteriormente, mesmo tendo um público considerável, permanecia sob o rótulo de 'cultura de segunda categoria'. O falar errado do peão, a gramática por vezes imperfeita em clássicos como Tonico & Tinoco. O próprio sotaque do 'erre' aberto era evitado, trocado pelo 'erre' de garganta – a porta pronunciada 'porrta', numa clara discriminação do universo caipira – o falar do Jeca. A não ser que fosse com caráter cômico, como nas obras de Mazzaropi, o universo caipira era uma cultura de segunda classe.
Retornando ao rock rural, outros artistas desenvolveram a tendência incluindo outras sonoridades, como o veterano da Jovem Guarda, Eduardo Araújo. Sua versão do clássico "Telhado de Zinco" mostrava a influência de Joe Cocker no estilo vocal e guitarras que aprenderam a técnica de Jimi Hendrix, ambos imortalizados em Woodstock.
Depois vieram Renato Teixeira, Zé Geraldo, Almir Sater. A mudança de Sérgio Reis, da Jovem Guarda, "Coração de Papel", para o campo sertanejo com "Menino da Porteira", foi um fator relevante nesse processo antropofágico que finalmente estabeleceu o universo rural como algo a ser respeitado pela 'intelligentsia' nacional como um componente indispensável no caldeirão cultural brasileiro, entre outras razões, por sua beleza peculiar.
A presença das guitarras, a explosão sertaneja, a ocidentalização do universo caipira. Esse fenômeno que está em pleno desenvolvimento deveu-se a vários fatores e recebeu a contribuição de uma gama considerável de agentes culturais. Dentre eles, o rock rural, anunciando alto e claro que ser caipira e sertanejo não é pra qualquer peão, tem que ter poeira vermelha no coração, foi e continua sendo – novos agentes culturais continuam desenvolvendo a tendência – um marco histórico a ser registrado.
Espia o vídeo pequeno !
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