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domingo, 4 de março de 2012

O MELHOR DA MÚSICA BRASILEIRA

Voltamos com a série de interpretes e compositores da boa música brasileira, espia !

Francisco César Gonçalves (Catolé do Rocha, 26 de janeiro de 1964) é um cantor, compositor, escritor e jornalista brasileiro.
Nascido no município de Catolé do Rocha, interior da Paraíba, aos dezesseis anos foi para João Pessoa, onde se formou em jornalismo pela Universidade Federal da Paraíba, ao mesmo tempo em que participava do grupo Jaguaribe Carne, que fazia poesia de vanguarda.
Pouco depois, aos 21, mudou-se para São Paulo. Trabalhando como jornalista e revisor de textos, aperfeiçoou-se em violão, multiplicou as composições e formou seu público. Sua carreira artística tem repercussão internacional. A maioria de suas canções são poesias de alto poder de encanto lingüístico.
Em 1991, foi convidado para fazer uma turnê pela Alemanha, e o sucesso o animou a deixar o jornalismo para dedicar-se somente à música. Formou a banda Cuscuz Clã e passou a apresentar-se na casa noturna paulistana Blen Blen Club. Em 1995 lançou seu primeiro disco Aos Vivos e seu primeiro livro Cantáteis, cantos elegíacos de amizade (ed. Garamond).
Tomou posse na presidência da Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope) em Maio de 2009. Desde janeiro 2010 é Secretário de Cultura do Estado da Paraiba.


domingo, 8 de janeiro de 2012

O MELHOR DA MÚSICA BRASILEIRA

2º domingão de 2012, dia pra conhecer um dos grandes nomes de nossa música..Espia !

Jackson do Pandeiro, nome artístico de José Gomes Filho (Alagoa Grande, 31 de agosto de 1919 – Brasília, 10 de julho de 1982), foi um cantor e compositor de forró e samba, assim como de seus diversos subgêneros, a citar: baião, xote, xaxado, coco, arrastapé, quadrilha, marcha, frevo, dentre outros. Também conhecido como O Rei do Ritmo.

Paraibano de Alagoa Grande, Jackson nasceu em 31 de agosto de 1919, com o nome de José Gomes Filho. Ele era filho de uma catadora de coco, Flora Mourão, que lhe deu o seu primeiro instrumento: o pandeiro.
Seu nome artístico nasceu de um apelido que ele mesmo se dava: Jack, inspirado em um mocinho de filmes de faroeste, Jack Perry.[2] A transformação para Jackson foi uma sugestão de um diretor de programa de rádio. Dizia que ficaria mais sonoro e causaria mais efeito quando fosse ser anunciado.
Somente em 1953, já com trinta e cinco anos, Jackson gravou o seu primeiro grande sucesso: "Sebastiana", de Rosil Cavalcanti. Logo depois, emplacou outro grande hit: "Forró em Limoeiro", rojão composto por Edgar Ferreira.
Foi na rádio pernambucana que ele conheceu Almira Castilho de Albuquerque, com quem se casou em 1956, vivendo com ela até 1967. Depois de doze anos de convivência, Jackson e Almira se separaram e ele se casou com a baiana Neuza Flores dos Anjos, de quem também se separou pouco antes de falecer.
No Rio de Janeiro, já trabalhando na Rádio Nacional, Jackson alcançou grande sucesso com "O Canto da Ema", "Chiclete com Banana" e "Um a Um". Os críticos ficavam abismados com a facilidade de Jackson em cantar os mais diversos gêneros musicais: baião, coco, samba-coco, rojão, além de marchinhas de carnaval.
O fato de ter tocado tanto tempo nos cabarés aprimorou sua capacidade jazzística. Também é famosa a sua maneira de dividir a música, e diz-se que o próprio João Gilberto aprendeu a dividir com ele. Muitos o consideram o maior ritmista da história da Música Popular Brasileira e, ao lado de Luiz Gonzaga, foi um dos principais responsáveis pela nacionalização de canções nascidas entre o povo nordestino. Sua discografia compreende mais de 30 álbuns lançados no formato LP. Desde sua primeira gravação, "Forró em Limoeiro", em 1953, até o último álbum, "Isso é que é Forró!", de 1981, foram 29 anos de carreira artística, tendo passado por inúmeras gravadoras.

Durante excursão empreendida pelo país, Jackson do Pandeiro que era diabético desde os anos 60, morreu aos 62 anos, no dia 10 de julho de 1982, na cidade de Brasília, em decorrência de complicações de embolia pulmonar e cerebral. Ele tinha participado de um show na cidade uma semana antes e no dia seguinte passou mal no aeroporto antes de embarcar para o Rio de Janeiro. Ele ficou internado na Casa de Saúde Santa Lúcia. Foi enterrado em 11 de julho de 1982 no Cemitério do Cajú na cidade do Rio de Janeiro com a presença de músicos e compositores populares, sem a presença de nenhum medalhão da MPB.

"Costumo sempre dizer que o Gonzagão é o Pelé da música e o Jackson, o Garrincha."
(Alceu Valença)



domingo, 4 de dezembro de 2011

O MELHOR DA MÚSICA BRASILEIRA

Sumanos, domingão de sol no Marajó.. Que tal conhecer esta grande voz da música brasileira? Espia aí !

Roberta Sá (Natal, 19 de dezembro de 1980) é uma cantora brasileira de MPB, samba e bossa nova.
Na infância seus pais lhe apresentavam rock (Beatles e Jovem Guarda), MPB e músicas regionais. Aos 9 anos mudou-se para o Rio de Janeiro em virtude do segundo casamento de sua mãe. Com 18 anos fez intercâmbio em Missouri nos Estados Unidos onde estudou canto num coral durante um ano.
De volta ao Rio fazia aulas de canto, enquanto cursava jornalismo e trabalhava como balconista. Em 2001 fez show de abertura para apresentação das bandas Liquidificalouca e Paula Leal e Os Infiéis, no Planetário da Gávea.
Em 2002 durante as férias da universidade sua professora de canto Vera de Canto e Melo lhe recomendou que fizesse testes musicais, e Roberta acabou entrando no programa de televisão Fama. O programa, que se pretendia uma academia de artistas, tradicionalmente moldava seus cantores num estilo americanizado, o que não agradava a jovem que foi eliminada na quarta semana. O grande legado do programa segundo a própria cantora foi a oportunidade dela conhecer Felipe Abreu (irmão da cantora Fernanda Abreu) que se tornou seu preparador vocal e lhe incentivou preparar um show, que foi realizado no Mistura Fina alguns meses depois, e logo após lhe recomendou a gravar uma demo.
Roberta gravou uma demo (contendo cinco canções), que chegou às mãos do autor de novelas Gilberto Braga em 2003, que gostou da voz da cantora e pediu que ela gravasse “A Vizinha do Lado” de Dorival Caymmi para a trilha da novela Celebridade, que escrevia no momento.
Roberta conheceu Rodrigo Campello, que se torna seu produtor. Eles gravam sob encomenda de uma empresa um álbum promocional intitulado "Sambas e Bossas". Entre as gravações alguns clássicos como "A Flor e o Espinho", "Essa Moça tá Diferente" e "Chega de Saudade".
Em 2005 Roberta Varela Sá lança seu primeiro álbum, chamado "Braseiro". O álbum incluiu três músicas da demo e foi produzido por Paulo Malagutti e Rodrigo Campello.
No álbum há canções de compositores consagrados como Janet de Almeida (Sambo Mesmo), Chico Buarque (Pelas Tabelas) e Paulinho da Viola (Valsa da Solidão), e de novos talentos como Marcelo Camelo (Casa Pré-Fabricada), Teresa Cristina (Lavoura), Lula Queiroga (Ah! Se Eu Vou), Rodrigo Maranhão (Olho de Boi) e Pedro Luís (Braseiro).
O trabalho conta ainda com a participações de Ney Matogrosso (Lavoura) e MPB-4 (Cicatrizes).

Em agosto de 2007 foi lançado seu segundo álbum, intitulado "Que Belo Estranho Dia Para se Ter Alegria". No mesmo ano, ganhou dois prêmio da APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte): melhor cantora e melhor álbum. Com ele, Roberta conquistou o disco de ouro pelas mais de 50.000 cópias vendidas.
Em dezembro de 2007 Roberta participou do evento "Natal em Natal" na capital potiguar. O show foi realizado no estádio João Machado, o Machadão, e reuniu um público estimado em mais de 10 mil pessoas.
Em 2008, a música "Mais Alguém" entrou na trilha sonora de Negócio da China. Mais tarde, em 2009, a mesma canção também entrou na trilha sonora da novela Viver a Vida. Por sua vez, em 2010, a canção "Fogo e Gasolina" entrou na trilha sonora da telenovela Passione. Em 2011, convidada por Gilberto Gil, gravou com ele a canção "Minha Princesa Cordel", servindo como tema de abertura da telenovela Cordel Encantado.

Albuns de estúdio
2004: Sambas e Bossas
2005: Braseiro
2007: Que Belo Estranho Dia Para se Ter Alegria
2009: Pra se Ter Alegria
2010: Quando o Canto é Reza

DVD
2009: Pra se Ter Alegria

Em 2011, Roberta Sá foi indicada ao Latin Grammy, maior premiação de música da América Latina, em uma das principais categorias da premiação, "Artista Revelação", sendo indicada juntamente com o sambista Diogo Nogueira.


domingo, 20 de novembro de 2011

O MELHOR DA MÚSICA BRASILEIRA

Sumanos, últimos domingos do ano..Natal tá chegando e com ele com certeza virá um Especial de Fim de Ano" desse cabôco aí... (Hoje tivemos a colaboração de Eduardo Antonios, pelo twitter @80552217)

Roberto Carlos Braga (Cachoeiro de Itapemirim, 19 de abril de 1941), mais conhecido como Roberto Carlos, é um cantor e compositor brasileiro. Ele foi um dos primeiros ídolos jovens da cultura brasileira, liderando o primeiro grande movimento de rock feito no Brasil. Além dos discos, estrelou um programa na TV Record, chamado Jovem Guarda (que batizou esse movimento de rock), e filmes inspirados na fórmula lançada pelos Beatles - como "Roberto Carlos em Ritmo de Aventura", "Roberto Carlos e o Diamante Cor-de-rosa" e "Roberto Carlos a 300km por Hora". Atualmente continua se apresentando com freqüência e produz anualmente um especial que vai ao ar na semana do Natal pela Rede Globo, mesma época em que costumavam ser lançados seus discos anuais.
Entre 1961 e 1998, Roberto lançou um disco inédito por ano. Seus discos já venderam mais de 120 milhões de cópias e bateram recordes de vendagem - em 1994 chegou a marca de 70 milhões de discos vendidos -, incluindo gravações em espanhol, inglês e italiano, em diversos países. Fez milhares de shows em centenas de cidades no Brasil e no exterior. Seu fã-clube é um dos maiores do mundo. Dezenas de artistas já fizeram regravações de suas músicas. Sua popularidade o tornou conhecido no Brasil e na América Latina como O Rei. Em 2010, durante premiação no Radio City Music Hall, em Nova Iorque, o então presidente da Sony Music, Richard Sanders, intitulou-o Rei da Música Latina.
Tendo iniciado a carreira sob influência do rock'n'roll que vinha dos Estados Unidos da América, despontou no início da década de 1960 com composições próprias, geralmente feitas em parceria com o amigo Erasmo Carlos, e versões de sucessos do então recente gênero musical - entre os quais, "Splish Splash", "O Calhambeque", "Parei na contramão" e "É Proibido Fumar" -, fundando as bases para o primeiro movimento de rock feito no Brasil. Com o sucesso, estrelou ao lado de Erasmo e Wanderléa um programa na TV Record chamado Jovem Guarda, que daria nome ao movimento musical. Desta fase, destacaram-se inúmeros sucessos como "Não quero ver você triste", "Lobo Mau", "A garota do baile", "Não é papo pra mim", "Parei, olhei", "História de um homem mau", "Quero que vá tudo pro inferno", "Esqueça", É papo firme", "Mexericos da Candinha", "Eu te darei o céu", "Nossa canção", "Namoradinha de um amigo meu", "Eu sou terrível", "Quando", "Maria, Carnaval e Cinzas", "Só Vou Gostar de Quem Gosta de Mim", "Como é grande o meu amor por você", "Se você pensa", "As canções que você fez pra mim", "Ciúme de você", "Eu te amo, te amo, te amo", "As curvas da estrada de Santos", "As flores do jardim da nossa casa", "Sua estupidez".
Na virada para década de 1970, reformulou seu repertório rock'n roll e se tornou um cantor e compositor basicamente romântico, que não modificou desde então. Logo também mudava seu público-alvo, que deixou de ser o jovem e passou a ser o adulto. Nessa linha, emplacou mais grandes sucessos como "Detalhes", "Amada Amante", "Como dois e dois", "Debaixo dos caracóis dos seus cabelos", "Quando as crianças saírem de férias", "Como vai você", "Proposta", "A Cigana", "O portão", "Eu quero apenas", "Além do horizonte", "Olha", "Os seus botões", "Ilegal, imoral ou engorda", "Amigo", "Falando sério", "Cavalgada", "Outra vez", "Força estranha", "Café da manhã", "Na paz do seu sorriso", "Amante à moda antiga", "Emoções", "Cama e mesa", "Fera ferida", "O côncavo e o convexo", "Caminhoneiro", "Verde e Amarelo", "Pergunte pro seu coração", "Dito e feito", "Tanta solidão", entre outras. Também a partir dessa fase despontaram composições de cunho religioso em sua obra, algumas também com bastante sucesso, como "Jesus Cristo", "Todos Estão Surdos", "A montanha", "O homem", "Fé", "Estou aqui", "Guerra dos Meninos", "Ele esta pra chegar" e "Nossa Senhora", entre outras.
Saiba mais:

domingo, 25 de setembro de 2011

O MELHOR DA MÚSICA BRASILEIRA

Sumanos, boavistenses e de outros municipios marajoaras, continuamos mostrando o melhor de nossa música... Espia essa cabôca aí !

Dinair Tostes Caymmi (Rio de Janeiro, 29 de abril de 1941), mais conhecida como Nana Caymmi, é uma consagrada e grande cantora brasileira, que já vendeu milhares de discos em pouco tempo.

Sempre gostou da música, também por ser filha de um músico, seu dom e talento para as artes musicais já vinham na sua genética. Em 1960 começou a entrar no ramo artístico. Nesse mesmo ano registrou a primeira atuação em estúdio, participando da faixa Acalanto (Dorival Caymmi), no LP do pai, que compôs a canção em sua homenagem, quando a cantora era ainda criança. Ela e Dorival reproduziram a música no LP.
Lançou, também, o primeiro disco solo, um 78 RPM, contendo as músicas Adeus (Dorival Caymmi) e Nossos beijos (Hianto de Almeida e Macedo Norte). No dia 26 de abril desse mesmo ano, assinou contrato com a TV Tupi, apresentando-se no programa Sucessos Musicais, produzido por Fernando Confalonieri. Em seguida, passou a apresentar, acompanhada pelo irmão Dori, o programa A Canção de Nana, produzido por Eduardo Sidney.
Em 1961, casou-se com seu noivo, o médico Gilberto José Aponte Paoli e mudou-se para a Venezuela. Em Caracas, Nana morou muitos anos e lá nasceram suas duas filhas: Stella Teresa Caymmi Paoli, em 1962, e Denise Maria Caymmi Paoli, em 1963. Gravou, nesse ano, seu primeiro LP, chamado Nana, com arranjos de Oscar Castro Neves.
Em 1964, participou do disco Caymmi visita Tom e leva seus filhos Nana, Dori e Danilo, ao lado do pai e dos irmãos. Foi um disco com cantoria em família que fez muito sucesso.
Após muitas brigas e também na época os homens acharem um absurod uma mulher cantar e sair a noite para shows, Nana não aguentou essa imposição do marido e decidida a ser feliz pela música, divorciou-se do marido e voltou grávida para o Brasil, com suas filhas pequenas e aqui passou a criá-las sozinha. O ex-marido só ajudou as filhas com a parte financeira.
Em 1966, nasceu na Cidade do Rio de Janeiro seu terceiro filho, João Gilberto Caymmi Paoli, o que foi uma grande alegria para ela, e mesmo separados, seu ex-marido veio visitá-la e registrar o menino.
Nesse mesmo ano, venceu o I Festival Internacional da Canção (TV Globo), interpretando a canção Saveiros (Dori Caymmi e Nelson Motta). Apresentou-se no programa Ensaio Geral (TV Excelsior), ao lado de artistas como Gilberto Gil, Caetano Veloso, Tuca, Toquinho e Maria Bethânia, entre outros. Ainda nesse ano, assinou contrato com a TV Record, da Cidade de São Paulo. Após um tempo de namoro, casou-se com o cantor e compositor Gilberto Gil, com quem compôs "Bom dia", canção apresentada pelos autores no III Festival de Música Brasileira (TV Record), em 1967.
Em 1968 terminou seu contrato com a TV Record. Estreou, no Rio de Janeiro o show "Barroco" e divorciou-se de Gilberto Gil por motivos pessoais, possivelmente por causa de brigas por ciúmes.
Em 1969, foi citada por Carlos Drummond de Andrade no poema "A festa (Recapitulação)", publicado na edição do dia 23 de fevereiro do jornal "Correio da Manhã".
Em 1970, fez uma temporada de shows com Dori Caymmi em Punta del Este, no Uruguai. Participou do espetáculo "Mustang Cor de Sangue", com Marcos Valle, Paulo Sérgio Valle e o conjunto Apolo 3, realizado no Teatro Castro Alves (Salvador) e no Teatro de Bolso, no Rio de Janeiro.
No ano seguinte, cantou "Morena do mar" (Dorival Caymmi), na II Bienal do Samba (TV Record). Voltou a Punta del Este, para novas temporadas, em 1971 e em 1972, nesse último ano ao lado de Dori Caymmi, no Café del Puerto.
Em 1973, apresentou-se com sucesso em Buenos Aires. Viajou muito o mundo cantando e se apresentando, e por onde ia fazia sucesso.
No ano seguinte, realizou um show, com o conjunto argentino Camerata, no Camerata Café Concert, novamente em Punta Del Este. Lançou na Argentina, pela gravadora Trova, ainda em 1974, o LP "Nana Caymmi", que vendeu 20 mil cópias. O disco, divulgado Rádio Jornal do Brasil por Simon Khoury, chamou a atenção das gravadoras brasileiras.
No ano seguinte, acompanhada pela Camerata, foi recebida pela mídia como Grande Show Woman, em sua temporada anual na Argentina.
Após um jejum de oito anos no mercado fonográfico brasileiro, ou seja, oito anos afastada sem cantar em público cuidando de sau vida pessoal, lançou, em 18 de junho de 1975, na Sala Corpo e Som, do Museu de Arte Moderna (RJ), o LP "Nana Caymmi" (CID). O disco alcançou o 77º lugar no Hit Parade Carioca, uma semana após o lançamento. Fez, ainda, uma temporada, no mês de julho, na boate Igrejinha em São Paulo, sendo citada por Tárik de Souza, no "Jornal do Brasil", como a "Nina Simone brasileira" e provocando a admiração de Caetano Veloso, que considerou sua interpretação de "Medo de amar" (Vinícius de Moraes) uma das mais expressivas da música brasileira.
No dia 22 de outubro de 1976, foi contemplada com o Troféu Villa-Lobos de Melhor Cantora do Ano, oferecido pela Associação Brasileira de Produtores de Discos. Participou da trilha sonora de "Maria Maria", espetáculo do Balé Corpo, com músicas de Milton Nascimento e Fernando Brant e coreografia de Oscar Ajaz. Apresentou-se, ao lado de Ivan Lins, no Teatro João Caetano (RJ), pelo projeto "Seis e Meia". Ainda em 1976, lançou o LP "Renascer", com show no Teatro Opinião". A canção "Beijo partido" (Toninho Horta), na voz da cantora, foi incluída na trilha sonora da novela "Pecado Capital" (TV Globo).
Em 1977, gravou novo LP, pela RCA-Victor. O disco contou com a participação de Dorival Caymmi na faixa "Milagre", canção inédita do compositor, e teve show de lançamento no Teatro Ipanema (RJ). Ainda nesse ano, a gravadora CID lançou no mercado brasileiro o disco "Nana Caymmi", gravado na Argentina em 1974, com o título "Atrás da porta". Inaugurou, ao lado de Ivan Lins, o "Projeto Pixinguinha" (Funarte).
Em 1978, apresentou-se com Dori Caymmi pelo "Projeto Pixinguinha". O show, dirigido por Arthur Laranjeiras, estreou no Teatro Dulcina (RJ) e prosseguiu em Vitória, Salvador, Maceió e Recife. Ainda nesse ano, lançou, pela Odeon, o LP "Nana Caymmi", contendo a faixa "Cais" (Milton Nascimento e Ronaldo Bastos), incluída na trilha sonora da novela "Sinal de Alerta" (TV Globo).
Em 1979, apresentou-se, com Edu Lobo e o conjunto Boca Livre, no Teatro do Hotel Nacional e no Canecão, no Rio de Janeiro. Nesse mesmo ano conheceu e começou a namorar o cantor e compositor Claudio Nucci. Em poucos meses de namoro já estavam casados.
Em 1980, comandou "Nana Caymmi e seus amigos muito especiais", série de shows apresentados às segundas-feiras, no Teatro Villa-Lobos, com a participação de Isaurinha Garcia, Rosinha de Valença, Cláudio Nucci, Zezé Mota, Zé Luiz, Fátima Guedes, Sueli Costa, Jards Macalé e Claudio Cartier, entre outros. Fez temporada no Chico’s Bar, anexo do Castelo da Lagoa, no Rio de Janeiro, e realizou espetáculo de lançamento do disco "Mudança dos ventos" (Odeon), viajando em turnê de shows pelo país. Participou, ao lado do Boca Livre, do "Projeto Pixinguinha".
Em 1981, "Canção da manhã feliz" (Haroldo Barbosa e Luiz Reis), na voz da cantora, foi incluída na trilha sonora da novela "Brilhante" (TV Globo). Seu espetáculo, na Sala Funarte, foi apontado pelo "Jornal do Brasil" como um dos dez melhores do ano.
Em 1982, apresentou-se em Algarve, Portugal. Realizou uma participação na novela "Champagne" (TV Globo), representando a si mesma e cantando "Doce presença" (Ivan Lins e Victor Martins), ao lado do pianista Edson Frederico. A canção foi incluída na trilha sonora da novela.
No ano seguinte, gravou, com César Camargo Mariano, o LP "Voz e suor" (Odeon). Apresentou-se, ao lado do pianista, no 150 Night Club (SP), para lançamento do disco.
Em 1984, sua terceira separação: Divorciou-se de Claudio Nucci por motivos conjugais. Esse foi seu último casamento, após o último casório ela passou a circular na mídia, raramente, com alguns namorados. Após se separar, saiu do Brasil e participou do Festival de música de Nice, na França, com Dorival Caymmi e Gilberto Gil, entre outros.
No ano seguinte, em 1985, sua gravação de "Flor da Bahia" (Dori Caymmi e Paulo César Pinheiro) foi incluída na trilha sonora de da minissérie "Tenda dos Milagres" (TV Globo), baseada no romance homônimo de Jorge Amado.
No final de 1986, em comemoração ao centenário de nascimento de Villa-Lobos, iniciou uma série de shows pelo país, que teve continuidade no ano seguinte, interpretando obras do compositor, ao lado de Wagner Tiso e do grupo Uakti.
Em 1987, fez temporada de shows em Madri (Espanha). Lançou o disco "Nana", contando com a participação de seu filho, João Gilberto, na faixa "A lua e eu" (Cassiano e Paulo Zdanowski). No dia 3 de outubro desse mesmo ano, nasceu sua primeira neta, Marina Caymmi Meneses, filha de Denise Maria e Carlos Henrique de Meneses Silva.
Em 1988, fez show de lançamento do disco "Nana", no L’Onoràbile Società em São Paulo e no People Jazz, no Rio de Janeiro, seguindo em turnê pelo país.
Em 1989, participou da coletânea "Há sempre um nome de mulher", LP duplo produzido por Ricardo Cravo Albin para a campanha do aleitamento materno, do Banco do Brasil, cantando as músicas "Dora" e "Rosa morena", ambas de Dorival Caymmi. Nesse mesmo ano, ao lado do amigo Wagner Tiso, excursionou por várias cidades da Espanha e participou do Festival Internacional de Jazz de Montreux, na Suíça. A apresentação foi gravada ao vivo, gerando o LP "Só louco", lançado, no mesmo ano, pela EMI-Odeon.
No dia 16 de dezembro de 1989, seu filho, João Gilberto, sofreu, no Rio de Janeiro, um grave acidente de motocicleta. A cantora passou o ano de 1990 dedicando-se exclusivamente ao filho acidentado, que se não fosse riogorosamente tratado poderia ter sequelas. Ela, então, se afastou do cenário musical para se dedicar mais ao filho.
Em 1991, voltou ao cenário artístico, participando, ao lado do irmão Danilo, de espetáculo realizado no Rio Show Festival, que ocorreu no Rio e reuniu Dorival Caymmi e Tom Jobim. Participou novaente de um show de jazz em Montreux com os irmãos. O show foi gravado ao vivo e gerou o disco "Família Caymmi em Montreux", lançado no Brasil, no ano seguinte, pela PolyGram.
Em 1992, participou, no Rio Centro, RJ, da segunda edição do "Rio Show Festival", ao lado de Dorival Caymmi, Danilo Caymmi e Fagner. Lançou, pela Sony Music, o disco "O melhor da música brasileira", apresentando-se em temporada de shows na casa noturna Jazzmania (RJ). No dia 24 de abril desse mesmo ano, nasceu Carolina, sua segunda neta, filha de Denise e Carlos Henrique de Meneses Silva. Participou do "SP Festival", realizado no Anhembi (SP), ao lado de Dorival Caymmi, Danilo Caymmi e Gilberto Gil.
Em 1993, viajou a Portugal, para temporada de shows em Lisboa e no Porto, ao lado de Dorival e Danilo Caymmi. Gravou o disco "Bolero" (EMI), apresentando-se em longa temporada de shows no People Jazz (RJ) e seguindo em turnê pelo país. Esteve, também, em Nova York, onde se apresentou no Blue Note, em show que contou com a participação de Danilo Caymmi.
Em 1994, lançou o CD "A noite do meu bem - As canções de Dolores Duran" (EMI), que contou com a participação de sua filha Denise Caymmi na faixa "Castigo". Fez show de lançamento do disco no Canecão, em seu primeiro espetáculo solo nessa casa, seguindo em turnê pelo país.
Em 1996, apresentou-se no Teatro Castro Alves, em Salvador, ao lado de Daniela Mercury, do pai Dorival e dos irmãos Dori e Danilo, em dois espetáculos comemorativos dos 50 anos das empresas Odebrecht. Lançou, nesse mesmo ano, o disco "Alma serena" (EMI), no Canecão, RJ e no Palace, SP, seguindo em turnê pelo país. Viajou, em seguida, para os Estados Unidos, onde se apresentou em Los Angeles e Nova York, ao lado de Dori Caymmi.
Em 1997, gravou, no Teatro Rival, Rio de Janeiro, seu primeiro disco solo ao vivo, "No coração do Rio" (EMI), seguindo em turnê pelo país.
Em 1998, lançou o CD "Resposta ao tempo" (EMI), contendo a canção homônima (Cristóvão Bastos e Aldir Blanc), escolhida como tema musical de abertura da minissérie "Hilda Furacão" (TV Globo). A música obteve bastante destaque, tendo sido muito executada nas rádios, nesse ano. Apresentou-se, novamente, no Canecão, em show de lançamento do disco, viajando, em seguida, em turnê pelo país.
Em 1999, foi contemplada com o primeiro Disco de Ouro de sua carreira, pelas cem mil cópias vendidas do CD "Resposta ao Tempo" (EMI), seguindo-se o convite da TV Globo para cantar "Suave veneno" (Cristóvão Bastos e Aldir Blanc), canção escolhida como tema da novela homônima. Lançou a coletânea "Nana Caymmi - Os maiores sucessos de novela" (EMI). Participou, ainda, do songbook de Chico Buarque (Lumiar Discos), interpretando a faixa "Olhos nos olhos".
Em 2000, comemorando 40 anos de carreira em disco, lançou o CD "Sangre de mi alma" (EMI), cantando em espanhol uma seleção de boleros, como "Acércate más" (Osvaldo Farrés) e "Solamente una vez" (Agustin Lara), entre outros, com arranjos de Dori Caymmi e Cristóvão Bastos.
Em 2001, gravou o CD "Desejo", produzido por José Milton, com a participação de Zeca Pagodinho, em dueto com a cantora em "Vou ver Juliana" (Dorival Caymmi), Ivan Lins, ao piano na faixa "Só prazer" (Ivan Lins e Celso Viáfora) e sua sobrinha Alice, filha de Danilo Caymmi, em dueto com a tia na música "Seus olhos", de autoria da irmã, Juliana Caymmi. O disco registrou, com arranjos de Cristóvão Bastos, Dori Caymmi, Lincoln Olivetti e Paulão 7 Cordas, as canções "Saudade de amar" (Dori Caymmi e Paulo César Pinheiro), "Frases do silêncio" (Marcos Valle e Erasmo Carlos), "Fogueiras" (Ivan Lins e Vitor Martins), "Lero do bolero" (Kiko Furtado e Abel Silva), "Vinho guardado" (Danilo Caymmi e Paulinho Tapajós), "Desejo" (Fátima Guedes), "Naquela noite" (Claudio Cartier e Guto Marques), "Fumaça das horas" (Sueli Costa e Fausto Nilo), "Esse vazio" (Cristóvão Bastos e Dudu Falcão), "Marca da Paixão" (Marcio Proença e Marco Aurélio) e "Distância" (Dudu Falcão). Realizou show de lançamento do disco no Canecão (RJ), apresentando, além do repertório do CD, sucessos de sua carreira, como "Saudade de amar", da trilha sonora da novela "Porto dos Milagres" (TV Globo) e Resposta ao tempo (Cristóvão Bastos e Aldir Blanc), acompanhada de uma banda formada por Cristóvão Bastos (piano), Itamar Assiere (teclados), Ricardo Silveira (guitarra), Jorjão (baixo), Ricardo Pontes (sax e flauta), Ricardo Costa (bateria) e Don Chacal (percussão).
Em 2002, lançou o CD "O mar e o tempo", contendo exclusivamente obras de Dorival Caymmi, como "Saudade da Bahia" e "O bem do mar", entre outras, além da inédita "Desde ontém". O disco contou com a participação de seus irmãos Dori e Danilo, além de sua mãe, Stella, das netas, já que sua outra filha, Stella Teresa, também teve filhos e das suas sobrinhas.
Em 2003, foi lançado o songbook "O melhor de Nana Caymmi" (Editora Irmãos Vitale), produzido por Luciano Alves, contendo letras, cifras e partituras do repertório da cantora, além de um perfil biográfico assinado por sua filha, Stela Caymmi.
Em 2004, em comemoração ao 90º aniversário do pai, lançou, com os irmãos Dori e Danilo, o CD "Para Caymmi, de Nana, Dori e Danilo", contendo exclusivamente canções de Dorival Caymmi: "Acontece que eu sou baiano", "Severo do pão/O samba da minha terra", "Vatapá", "Você já foi à Bahia?", "Requebre que eu dou um doce/Um vestido de bolero", "Lá vem a baiana", "A vizinha do lado/Eu cheguei lá", "O que é que a baiana tem?", "Dois de fevereiro/Trezentos e sessenta e cinco igrejas", "Saudade da Bahia", "O dengo que a nega tem", "São Salvador", "Eu não tenho onde morar/Maracangalha" e "Milagre". Os arranjos do disco foram assinados por Dori Caymmi.
Em 2005, lançou, ao lado de Danilo Caymmi, Paulo Jobim e Daniel Jobim, o CD "Falando de amor", sobre a obra de Tom Jobim. Os músicos Jorge Hélder (baixo) e Paulinho Braga (bateria) participaram das gravações.
Em agosto de 2008, Os pais de Nana (Dorival Caymmi e Stella Maria) vem a falecer em um curto intervalo de tempo; fazendo com que Nana, muito abalada, cogite a possibilidade de deixar a carreira artística por achar que não tinha mais ao seu lado os seus maiores incentivadores.Entra em profunda depressão e desgosto, como toda filha que perde os pais.
Em dezembro de 2008 participa do programa musical Som Brasil Especial Dorival Caymmi, programa da Rede Globo que foi dedicado ao compositor baiano dentro da grade de programas especiais do final do ano da emissora carioca.
Em abril de 2009, lança mais um álbum em sua carreira. O álbum chama-se Sem poupar coração e possui 14 faixas, tendo uma das faixas na novela das 21 horas da Rede Globo "Insensato Coração".

domingo, 4 de setembro de 2011

O MELHOR DA MÚSICA BRASILEIRA

Ah! sumano, tu não conheces este cabôco aí? Eras de ti... tem nada não, espia aí !
O cantor e compositor Juraildes da Cruz nasceu no dia 23 de novembro de 1954 em Aurora do Norte, hoje estado do Tocantins. Cresceu ouvindo cantigas de roda, folias de reis, Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro.
Iniciou sua carreira artística em 1976, quando participou do GREMI, Festival de Arte de Inhumas (Goiás), e foi classificado em primeiro lugar. Participou de mais de cem festivais de música, com destaque para o Festival Tupi-79, onde se apresentou com Genésio Tocantins, ao lado de artistas como Caetano Veloso, Elba Ramalho, Zé Ramalho e Jackson do Pandeiro.
Gravou seu primeiro disco, Cheiro da Terra, em 1990, contando com a participação de grandes nomes como Chiquinho do Acordeon, Sebastião Tapajós, Paulo Moura, Jaques Morelenbaum, Fernando Carvalho, Nilson Chaves, Mingo e Xangai.
Suas composições já foram gravadas por Pena Branca e Xavantinho, Xangai, Rolando Boldrin e Margareth Menezes, entre outros. Em 1994, Pena Branca e Xavantinho gravaram a composição de Juraildes “Memória De Carreiro”, que abre o CD Uma Dupla Brasileira. Participou, ainda, do CD gravado ao vivo Canto Cerrado, no qual interpretou “Nóis É Jeca Mas É Jóia”. Cantou também com Xangai o forró “Fuzuê Na Taboca” no CD Eugênio Avelino – Lua Cheia, Lua Nova.
Em 2000, foi classificado no concurso do projeto “Rumos Musicais”, do Banco Itaú para fazer o mapeamento cultural do país, representando o Centro-Oeste e especialmente o Tocantins. Para gravar o CD Nóis é Jeca Mais é Jóia, retomou sua parceria com Xangai.

domingo, 19 de junho de 2011

O MELHOR DA MÚSICA BRASILEIRA

Meus manos, voltamos com estas postagens após um tempinho de ausência.. E o post de retomada traz um pouco da história de Lui Coimbra, espia !

por Francinne Amarante

O carioca Luis Cláudio Coimbra, conhecido como Lui Coimbra, além de tocar vários instrumentos de cordas, revela-se um cantor e compositor de grande talento. Quem já assistiu ao show de Lui sabe que moço faz “milagre” no palco.
Em 1997, o artista iniciou a carreira solo em um show realizado no Teatro do Centro Cultural Itaú (SP), com o lançamento do CD “Ouro e Sol”, resultado de uma parceria com vários amigos músicos.
Fez também parte dos grupos Aquarela Carioca e Religare, e da Orquestra Popular de Câmara.
Em entrevista, Lui conta como descobriu sua vocação artística, revela parcerias, comenta a cena musical independente e dá dicas interessantes pra quem aprecia a música brasileira.
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Entrevista Relâmpago

Música. Início:

Aos dez anos ganhei um violão do meu pai e descobri essa paixão pela música, tocava no colégio, meio autodidata. Aos dezoito anos tive uma base teórica, tranquei a matrícula na faculdade de agronomia e fui tocar violoncelo; quando percebi estava tocando com Caetano Veloso, Aquarela Carioca, Vagner Tiso, Zeca Baleiro, Ana Carolina e fazendo turnê pela Europa.

Disco solo:

Sempre quis mostrar esse lado de interprete, no momento estava maduro pra cantar e encarar esse lado, e fui aos poucos fazendo o disco com parceiros entre uma turnê e outra. Sou muito detalhista e queria trazer coisas que pareciam estar distantes, a popularidade brasileira das cantigas. O disco ficou pronto em quatro anos.

O nome do CD:

“Ouro e Sol” é uma busca pela riqueza possível, pelo prazer puro, colorido e dourado como o Sol. É também o nome da versão que fiz com Zeca Baleiro para a canção “Fildes of Gold” de Sting.

Instrumentista:

Toco Cello, Rabeca (que ganhei de Alceu Valença), charango (um instrumento Inca), guitarra portuguesa, violão, teclado... Os instrumentos se adaptam as nossas afinações, interesses e necessidades.

Ídolos:

Naná Vasconcelos, Hermeto Pascoal, Ceumar, Milton Nascimento, Gil, Caetano, Chico César, Zeca Baleiro, tem muitos... Esses artistas são ‘a alma’ da música brasileira.

Processo de composição musical:

Às vezes acordo com uma música na cabeça, mas depende muito do estar disponível para captar o que já está à disposição, as coisas estão aí, basta sintonizar e isso é uma questão de exercitar.

Projeto Pixinguinha com a Mônica Salmaso:

Foi muito gratificante, a Mônica é ótima e tocamos com músicos maravilhosos. Percorremos oito cidades. Me emocionei quando chegamos a Belém e fomos à rádio Cultura e soube que minha música estava em primeiro lugar e “sem jabá”, ainda existem espaços que dão oportunidade pra música que o povo quer ouvir.

Cena musical brasileira:

Estamos num momento muito criativo da MPB. Tem a cena independente que é um caminho, o músico está se tornando um empresário da sua arte, a internet ajuda bastante.

Mensagem da sua obra:

Uma mensagem otimista de quem acredita na nobreza da música brasileira, além da parte espiritual que está sempre presente em mim e precisa ser reverenciada.
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quinta-feira, 21 de outubro de 2010

O MELHOR DA MÚSICA BRASILEIRA

Meu mano (a), hoje é quinta e é dia de música boa por aqui...conheciam este cabôco ai?
Eugênio Avelino, popularmente conhecido como Xangai (Itapebi, 20 de março de 1948) é um cantor, compositor e violeiro brasileiro.
Nasceu às margens do Córrego do Jundiá, afluente do Rio Jequitinhonha, na zona rural do município de Itapebi, no extremo sul da Bahia.
Filho e neto de sanfoneiro, ainda aos 18 anos fixou-se com os seus pais na cidade de Nanuque, no norte de Minas Gerais. Xangai é descendente direto do bandeirante João Gonçalves da Costa, fundador do Arraial da Conquista, atualmente Vitória da Conquista.
Viveu em Vitória da Conquista, na Bahia, de onde recebeu a influência que o tornou um cantor sertanejo.
Seu pai era proprietário de uma sorveteria chamada Xangai na cidade de Nanuque, daí se originando o seu apelido e atual nome artístico.
No ano de 1976, gravou o seu primeiro disco, "Acontecivento", com destaque para as músicas Asa Branca, Forró de Surubim e Esta Mata Serenou.
Apresenta na Rádio Educadora da Bahia o programa "Brasilerança", através do qual contribui para a divulgação da cultura musical da região nordestina brasileira.
É considerado como o melhor intérprete de Elomar, propiciando inclusive a facilitação do entendimento das composições deste compositor classificado como erudito por muitos.
Em 1999 foi convidado a participar do álbum de comemoração de 100 anos do Esporte Clube Vitória, time do seu coração.
Participou com o cantor Waldick Soriano dos últimos shows da carreira deste antigo nome da chamada música brega brasileira, inclusive na cidade natal de Waldick, Caetité, em 26 de maio de 2007.
Assista o vídeo:


quinta-feira, 30 de setembro de 2010

O MELHOR DA MÚSICA BRASILEIRA

Meu mano (a).... vamos votar direitinho em 03/10, não vão decepcionar o titio, hein ? ...Hoje é quinta, dia da música brasileira de qualidade.
Vicente Barreto é o legítimo “tabaréu”, caipira do nordeste. Nascido em Conceição do Coité, no interior da Bahia, mas criado no município de Serrinha, tornou-se autodidata na arte de tocar violão.
Parceiro de diversos artistas da MPB, é autor de 10 discos ao longo de sua carreira. Ao todo são 1 compacto e 4 LP’s, Assim tão Moço, Rasgando a Seda, Vicente Barreto e Nação Brasileira; e 5 CD's: Ano Bom, Mão Direita, E a Turma Chegando pra Dançar, O Melhor de Vicente Barreto e Noites sem fim dos Forrós.
Em 1973, Vicente tem sua primeira música gravada pelo Quinteto Violado, no disco Berra Boi. A Parceria em Baião do Quinji é com Fábio Paes. Aos 25 anos foi apresentado a Vinícius de Moraes, com quem compôs a música Eterno Retorno, gravada pela cantora Márcia no LP Ronda de 1977 , além do próprio Vicente no CD Mão Direita, em 1996.
Em 1979, já estabelecido em São Paulo, ele grava seu primeiro LP, contando com a participação de Gonzaguinha na música Abençoado e Santo.
No final da década de 70, Vicente Barreto começa a trabalhar com Tom Zé, apresentando-se no circuito universitário paulistano e participando dos arranjos de base nos discos Estudando o Samba e Correio da Estação do Brás, divulgados internacionalmente por David Byrne e seu selo Luaka Pop. Também compôs com Tom Zé, “Hein!”, “Esteticar” e a atualíssima “Vaia de Bêbado não Vale”.
Outra parceria de grande sucesso foi com Alceu Valença, nas músicas Morena Tropicana, Cabelo no Pente, Pelas Ruas que Andei, Tirana, Dia de Cão, Vou pra Campinas e Pirapora, que projetaram a carreira dos dois artistas no cenário nacional e internacional. A partir daí, Vicente Barreto passa a ser reconhecido como um grande compositor da Música Popular Brasileira.
Diversas intérpretes da MPB também cantaram as músicas de Barreto. Mônica Salmaso e Vânia Abreu gravaram Na Volta que o Mundo Dá, com letra de Paulo César Pinheiro, parceiro em diversas canções e um dos mais importantes da carreira de Vicente. As mais recentes interpretações das músicas de Paulinho e Vicente foram nas vozes de Maria Bethânia, em Capitão do Mato, música gravada no CD Brasileirinho e na voz da cantora Sônia Rosa que gravou a música inédita Pássaro Solto no CD Depois do nosso Tempo, produzido em Tóquio em 2007.
Celso Viáfora, letrista e compositor paulistano, é outro parceiro constante. A composição mais conhecida é A Cara do Brasil, música gravada por Ney Matogrosso no CD Olhos de Farol, agora re-gravada por ele em seu novo lançamento. Outros sucessos da dupla são Por um Fio e A Notícia.
Outros parceiros importantes para a carreira de Vicente foram Chico César, Hermínio Bello de Carvalho, Jorge Melo, Belchior, Paulinho Pedra Azul, Luís Nassif, Antônio Carlos Costa Neto, Walter Queirós, Antônio Carlos Carvalho, entre outros.
Desde seu último disco gravado “Noites sem fim dos Forrós”, no ano de 2002, Vicente Barreto, com a inquietação que movimenta os grandes artistas, vem aprimorando suas composições e seu modo de cantar na procura por novos caminhos. Essas mudanças podem ser percebidas em seu mais novo CD, o de número dez em sua carreira. O álbum, que recebe o nome Vicente, será lançado oficialmente no Brasil em 04 de abril de 2009. O CD também foi disponibilizado no mercado japonês e pode ser encontrado na internet no ITUNES.
Novas parcerias também trouxeram uma cara nova ao disco. Zeh Rocha, compositor pernambucano, parceiro de Vicente no início da carreira, retorna com quatro belas músicas. Carlos Rennó, letrista e jornalista paulistano dá um tom moderno e atual à faixa “Esse Rio”.
Gravado em Campinas e produzido por Marco Bosco para Koala Records, o álbum conta com arranjos de Paulo Calasans, que também tocou todos os teclados, Marco Bosco na percussão e, pela primeira vez, Rafa Barreto, seu filho, participa da gravação dando um toque especial às músicas com o som tirado de sua guitarra.
Fonte: Myspace e Youtube


quinta-feira, 23 de setembro de 2010

O MELHOR DA MÚSICA BRASILEIRA

Égua meu mano, falhei com vcs na semana passada, mas, agora damos proseguimento à série dos melhores da nossa música.

O andreense ( Santo André/SP) Kléber Albuquerque( foto)estreou, em 1997, com o CD 17.777.700, lançado pela Dabliú Discos e com direção artística de Mário Manga. Deste disco, a faixa "Barriga de Fora" ficou entre as vinte canções mais pedidas do ano pelos ouvintes da extinta Rádio Musical FM.
Seu segundo disco, Para a Inveja dos Tristes, lançado em 2000 pela mesma gravadora, contou com a participação especial de Fábio Jr., na faixa "Isopor". Também em 2000, com "Xi, de Pirituba a Santo André", Kléber foi um dos finalistas do Festival da Música Brasileira, promovido pela Rede Globo. Foi também finalista de muitos outros festivais. O mais importante aconteceu em 2001, quando a música "Logradouro" (parceria com Rafael Altério), conquistou o primeiro lugar no Festival de Avaré, um dos mais respeitados do país. Com a mesma composição, obteve também o segundo lugar no Circuito dos Festivais, realizado pela Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo e TV Cultura. Participou ainda do projeto Novos Nomes, realizado pelo SESC São Paulo e foi o cantor convidado para a abertura do show de comemoração à centésima apresentação de Zeca Baleiro.
No reveilon de 2001, gravou, juntamente com os compositores Élio Camalle, Luiz Gayotto e Madan, o álbum UmdoUmdoUm, o primeiro do milênio.
Em 2003, começou o ano com temporada do show Amanhã Vai Virar Hoje, no Teatro Crowne Plaza, que teve participação especial de Ceumar, Vanusa, Mirian Maria e Gero Camilo. Neste espetáculo trabalhou o lançamento de seu CD Faça Virar Música, um trabalho artesanal com capa feita de pano.
No mesmo ano, fez a direção musical e compôs a trilha para a peça Desmontando Uma Alma Boa (Cia. Teatraria Paraíso) e, em parceria com Gustavo Kurlat, para o espetáculo Crime e Castigo (Escola Livre de Teatro – Prefeitura de Santo André).
Veja vídeo abaixo:

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

O MELHOR DA MÚSICA BRASILEIRA

Meus manos (as) chegamos em mais uma quinta, falta pouco pra mais uma edição do Festival do Açai em SSBV, vanos nos deliciando com o melhor de nossa música, feita por paraenses. Hoje, falaremos de Marco André

Natural de Belém do Pará, o cantor, compositor, arranjador, instrumentista e produtor de discos, vem buscando ao longo da carreira um caminho coerente com sua formação, compromissado com a qualidade da música que produz. Após inúmeras participações em festivais e apresentações em palcos paraenses, mudou-se para o Rio de Janeiro em 1985. Seu primeiro trabalho reconhecido no Brasil foi a gravação para a música ‘Meu bem, meu mal’ de Caetano Veloso, trilha sonora de abertura da novela homônima da Rede Globo, em 1990, que fazia parte de seu primeiro disco, ‘Olhar e segredo’. Em 2002 Marco lança seu segundo disco ‘Marco André 20 anos’, uma coletânea com as músicas mais importantes para a sua carreira até então, principalmente as que fizeram sucessos no norte do país. No currículo de Marco André consta sua participação no carnaval carioca de 2004, quando convidado por Dominguinhos do Estácio, cantou o samba enredo da Unidos do Viradouro em homenagem ao Círio de Nossa Senhora de Nazaré em plena Marques de Sapucaí. Neste mesmo ano o artista lançou seu terceiro CD, Amazônia Groove. O disco deu a Marco André o início de uma carreira internacional. As músicas Varrido de Amor e Função das Coisas entraram em 3 coletâneas de músicas brasileiras distribuídas no Japão, Itália e Portugal. As músicas Vinheta de Mestre Verequete e Caringlobalizado passaram a fazer parte de uma Coletânea de Tom Jobim chamada TOM da Amazônia, produzida pela Fundação Roberto Marinho e distribuída no mundo inteiro. Amazônia Groove foi considerado pela FROOTS Magazine, a principal revista de World Music da Europa, através do crítico musical Marcos Sacchi, entre os 10 (dez) melhores discos de 2005 quando da publicação do seu 25º aniversário. O famoso radialista de Seattle, Derek Mazzone, da rádio KXPM, também apontou no mesmo ano o Amazônia Groove entre os melhores de 2005, como um dos seus indicados do mês de maio. O CD se destaca na programação da Worldmix Radio de Nova York, ficando sempre nos primeiros lugares na preferência dos ouvintes durante alguns meses. Através deste trabalho foi indicado como finalista em 2 categorias do Prêmio TIM, principal premiação da musica brasileira, em 2005, como melhor cantor regional e melhor cantor por voto popular. Foi vencedor do prêmio TIM de melhor cantor regional. Ainda em 2005 foi escolhido como melhor cantor pop regional no primeiro Prêmio Cultura de Música, da Tv e Rádio Cultura do Pará, principal premiação do mercado fonográfico do norte do país. Marco sempre esteve dentro dos estúdios, uma de suas paixões. Sendo assim, assumiu a produção de vários projetos tendo a oportunidade de conviver com os melhores músicos do pais, seus grandes intérpretes e compositores. Paulinho da Viola, Elba Ramalho, Jane Duboc, Altamiro Carrilho, Célia, Zé Luiz Mazziotti, Dominguinhos, Dominguinhos do Estácio, Humberto Araújo, Neguinho da Beija-Flor, Verônica Sabino, Sebastião Tapajós, Robertinho Silva, Gilson Peranzzetta, Sacha Amback, Flávio Venturini, Leo Gandelman, Zé Renato, Nelson Gonçalves, Paulinho Moska, Chico César, Nilson Chaves, Vital Lima, Arismar do Espírito Santo, Mauricio Einrorn, Cláudio Nucci e Leila Pinheiro são algumas das estrelas que trouxeram aprendizados importantes para sua carreira participando de seus trabalhos. Como músico atuou em CDs de Beth Carvalho, Escolas de Samba do Rio de Janeiro, Cláudio Nucci, Celso Viáfora, Jane Duboc, Sebastião Tapajós e de vários artistas independentes. Já dividiu o palco fazendo shows pelo Brasil com Zizi Possi e Vitor Ramil (Projeto Pixinguinha - artista local), Leila Pinheiro e Wagner Tiso (Projeto Pixinguinha nacional), Orquestra de Música Brasileira (Projeto Pixingão, sala FUNART - RJ), Cláudio Nucci, Fafá de Belém, DJ Dolores, Paulinho Moska, Jane Duboc, Paula Lima, Nilson Chaves, Flávio Venturini, Martinália, Vital Lima, Sandra de Sá, Sebastião Tapajós, Dominguinhos do Estácio e Dona Ivone Lara. Tem músicas gravadas por nomes consagrados de nossa MPB. Entre eles destacamos Jane Duboc, Leila Pinheiro, Paulo César Feital, Fátima Guedes, Grupo Exalta samba, MPB – 4, Dominguinhos do Estácio e Vital Lima. Hoje Marco se divide no artista que viaja mostrando sua arte por todo o país e no produtor destacado pela imprensa especializada. Influências Minhas influências são muitas. Desde os cantadores de boi e carimbó do meu Pará a Caetano Veloso e Chico Buarque. Devido a proximidade com o Caribe, nós que nascemos no norte do Brasil temos um sotaque bem latino em nossas harmonias, e é por isso que adoro música cubana. Tenho muito respeito pela música americana, principalmente o Jazz, e acrescento um pouco de tudo no meu temperado tabuleiro musical.

Ler mais: www.myspace.com/marcoandre
www.marcondre.art.br


quinta-feira, 19 de agosto de 2010

O MELHOR DA MÚSICA BRASILEIRA

Espia meu mano, hoje começaremos a mostrar o melhor da música brasileira feitas por paraenses, e tem muita coisa sumano..Aguardem!

Jane Duboc Vaquer é paraense de Belém e está acostumada a cantar desde criança. Com treze anos de idade Jane Duboc já fazia apresentações filantrópicas no colégio onde estudou, na televisão e em festivais.
Em Belém, Jane Duboc formou o conjunto "Ilusão" e quando morou em Natal ela formou o "Quarteto das Tri", cujo nome se deve ao fato de todas as integrantes terem sido tri-campeãs nos esportes (era um conjunto que imitava o "Quarteto em Cy"). Jane Duboc atuou muito como esportista, ganhando muitas medalhas em competições estaduais de natação, voleibol, tênis e tênis de mesa. Por suas qualidades esportivas, a Assembléia Legislativa de Belém criou o prêmio "Jane Duboc Vaquer" para incentivar todos os esportistas paraenses.



quinta-feira, 12 de agosto de 2010

O MELHOR DA MÚSICA BRASILEIRA

E ai meu mano (a), tudo bem ? Hoje já é quinta, dia da primeira gelada ( com responsabilidade, é lógico) Hoje, saberemos mais deste cara aí...

Nei Lisboa é gaúcho de Caxias do Sul e reside em Porto Alegre desde os seis anos de idade, tendo vivido largas temporadas em outras capitais brasileiras e também nos EUA, onde concluiu o segundo grau. Mas sua ligação mais forte é mesmo com a capital gaúcha, onde mantém um público fiel, e mais especificamente o bairro Bom Fim, onde cresceu e morou por mais de vinte anos. É irmão mais jovem – entre sete – de Luiz Eurico Tejera Lisbôa, primeiro desaparecido político brasileiro cujo corpo pôde ser localizado, no final dos anos 70.

Nei tem nove discos lançados ao longo de mais de três décadas, além de dois livros: uma coletânea de crônicas e um romance, este editado no Brasil e na França. A paixão pela música popular surge na infância – aos oito anos é aluno do Liceu Musical Palestrina – e se consolida ao ingressar, em 1977, no curso (inconcluso) de Composição e Regência da UFRGS.


quinta-feira, 5 de agosto de 2010

O MELHOR DA MÚSICA BRASILEIRA

A primeira quinta do mês, hoje, você conhecerá um pouco sobre um dos melhores músicos brasileiros - Toninho Horta

Toninho Horta nasceu em Belo Horizonte, em dezembro de 48. Sua mãe, Dona Geralda, crescera no interior de Minas, acompanhando o pai João Horta, que além de funcionário público da Central do Brasil era um grande maestro. Com a influência direta dele, ela começou também a tocar, e dedicou-se ao Bandolim. Em novas andanças do maestro João Horta, firmaram residência em Pirapora, onde Geralda veio a conhecer o futuro pai de Toninho, Sr. Prudente de Melo, fazendeiro e também afeito à música, em especial ao violão.
O namoro não tardou e a família recém composta instalou-se em fazenda no norte de Minas. O nascimento de Paulo foi o primeiro de uma seqüência de seis partos bem-sucedidos. A grande família estava finalmente composta: Prudente, Geralda, Paulo, Letícia, Gilda, Berenice, Antônio e Marilena.
Leia mais:

quinta-feira, 29 de julho de 2010

O MELHOR DA MÚSICA BRASILEIRA

Égua meu mano (a), já é a última quinta das férias, e hoje eu vou pegar pesado com vcs. Vamos conhecer A Barca do Sol....
A Barca do Sol foi uma banda brasileira de rock progressivo formada em 1973 no Rio de Janeiro como banda de apoio do músico Piry Reis, mas acabou tendo vida própria, sendo um dos grandes expoentes da música brasileira em sua época.
Teve em uma de suas formações o cantor Ritchie, na época como flautista.
A banda gravou três álbuns durante suas atividades e uma coletânea (lançada em 2000) e terminou em 1981. Seus integrantes continuaram em carreira solo, tendo até certo sucesso.
A banda possui influências do folk rock, e devido aos instrumentos utilizados seu som é geralmente comparado com o da banda Jethro Tull.
A Barca Do Sol é uma daquelas raridades que o mundo deveria conhecer e nem mesmo o Brasil conhece direito, com 3 discos na bagagem essa banda maravilhosa mesclou MPB, música de câmara, Rock Progressivo e letras em forma de poesia, vale a pena pra quem curte nosso velho Rock Nacional!!
Vídeos com a banda não encontramos, abaixo, vídeo/áudio de um sucesso da banda.






quinta-feira, 22 de julho de 2010

O MELHOR DA MÚSICA BRASILEIRA

Meu man0 (a), a vida tá corrida, eleições, projetos culturais...Mas dá tempo de continuar mostrando o melhor de nossa música...
Luiz Gonzaga do Nascimento Júnior, mais conhecido como Gonzaguinha, (Rio de Janeiro, 22 de setembro de 1945 — Renascença, 29 de abril de 1991) foi um cantor e compositor brasileiro.
Gonzaguinha era filho do também cantor e compositor Luiz Gonzaga do Nascimento e de Odaleia Guedes dos Santos, cantora do Dancing Brasil, que morreu de tuberculose ,aos 46 anos. Acabou sendo criado pelos padrinhos Dina e Xavier.
Compôs a primeira canção "Lembranças da Primavera" aos catorze anos, e em 1961, com 16 anos foi morar em Cocotá com o pai para estudar. Voltou para o Rio de Janeiro para estudar Economia, pela Universidade Cândido Mendes Ari Fontera. Na casa do psiquiatra Aluízio Porto Carrero, conheceu e se tornou amigo de Ivan Lins. Conheceu também a primeira mulher, Ângela, com quem teve dois filhos: Daniel e Fernanda. Teve depois uma filha com a atriz Sandra Pêra: a atriz Amora Pêra.
Foi nessa convivência na casa do psiquiatra, que fundou o Movimento Artístico Universitário (MAU), com Aldir Blanc, Ivan Lins, Márcio Proença, Paulo Emílio e César Costa Filho. Tal movimento teve importante papel na música popular do Brasil nos anos 70 e em 1971 resultou no programa na TV Globo Som Livre Exportação.
Característico pela postura de crítica à ditadura, submeteu-se ao DOPS, assim, das 72 canções mostradas, 54 foram censuradas, entre as quais o primeiro sucesso, Comportamento Geral. Neste início de carreira, a apresentação agressiva e pouco agradável aos olhos da mídia lhe valeram o apelido de "cantor rancor", com canções ásperas, como Piada infeliz e Erva. Com o começo da abertura política, na segunda metade da década de 1970, começou a modificar o discurso e a compor músicas de tom mais aprazível para o público da época, como Começaria tudo outra vez, Explode Coração e Grito de alerta, e também temas de reggae, como O que é o que é' e Nem o pobre nem o rei.
As composições foram gravadas por muitos dos grandes intérpretes da MPB, como Maria Bethânia, Simone, Elis Regina (Redescobrir ou Ciranda de Pedra), Fagner, e Joanna. Dentre estas, destaca-se Simone com os grandes sucessos de Sangrando, Mulher, e daí e Começaria tudo outra vez, Da maior liberdade, É, Petúnia Resedá.
Em 1975 dispensou os empresários e se tornou um artista independente, o que fez em 1986, fundar o selo Moleque, pelo qual chegou a gravar dois trabalhos.
Nos últimos doze anos de vida, Gonzaguinha viveu em Belo Horizonte com a segunda mulher Louise Margarete Martins—Lelete e a filha deles, a caçula Mariana.
Após uma apresentação em Pato Branco, no Paraná, Gonzaguinha morreu aos 45 anos vítima de um acidente automobilístico às 07:30h do dia 29 de abril de 1991, entre as cidades de Renascença e Marmeleiro, enquanto dirigia o automóvel rumo a Francisco Beltrão, depois ia a Foz do Iguaçu. Este trágico acidente encerrou de forma repentina a sua brilhante carreira.

Abaixo, assista ao vídeo (qualidade não muito boa, mas é lindo!)


quinta-feira, 15 de julho de 2010

O MELHOR DA MÚSICA BRASILEIRA

Meu mano (a), hoje é quinta, dia de conhecermos o melhor de nossa música. Hoje conheceremos o excelente Lula Barbosa....

Assim ele conta um pouco de sua vida...

Cresci em São Paulo, na Vila Santa Catarina atrás do Aeroporto de Congonhas, onde o lazer preferido era irmos ao aeroporto ver os aviões chegarem e decolarem nos idos anos 60. Esse era o passeio preferido dos paulistanos que moravam ao redor do romântico aeroporto. Naquele tempo era como se a gente vivesse no interior, pois não havia quase luz de rua e volta e meia tinha gente em volta de uma fogueira, meus tios com violão, cavaquinho, sanfona, flauta, batata doce, quentão e a seresta ia até altas madrugadas, e eu só espiava e sonhava com músicas de Francisco Alves, Orlando Silva, Ataúfo Alves, Dalva de Oliveira, Caubí Peixoto, Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Ângela Maria, Cascatinha e Inhana etc...
Concluí o ginásio no GEBI no Jabaquara, que ficava atrás da garagem de ônibus da CMTC e acompanhava a Dona Lourdinha de Pirajú, minha professora de música nas aulas e incentivado por ela participei do primeiro festival da 2ª Delegacia de Ensino do Estado de São Paulo com o samba “Meu sonho na avenida” de minha autoria, Joel e Paulinho: ganhei o 2º lugar ao lado do grupo Semente.
Não parei mais. Continuei nos festivais estudantis. Concluí o colégio no C .E. Quirino Ferreira na Vila Guarani e fui fazer o cursinho no Anglo Latino na Tamandaré, na Liberdade. Queria ser engenheiro, mas, na hora do intervalo a gente tinha o som no DA supervisionado pelo Barba (prof. Jonas) produtor dos shows da turma e que shows! Lá conheci verdadeiros bambas da nossa música como o Joel Nunes, Mineiro, Dudah Lopes, Mariô, Pércio e Marcio Marote, Fernando Carvalho, Mexerica do grupo Canto a Canto, Nico Rezende, Ulisses Rocha, Jose Lópes, Claudia etc...1976 era o auge da MPB e eu já estava totalmente envolvido, tomado com a música de Chico, Milton, Simone,Taiguara, Gil, Geraldo Vandré, Caetano, Edu Lobo, Gonzaguinha, Ivan Lins, Elis, Clara Nunes, Vinícius, Tom Jobim, Egberto Gismonti etc...e não tinha percebido que ali estava o meu caminho. Entrei na Metodista (Instituto Metodista de Ensino Superior) para fazer Publicidade e Propaganda. No show de calouros fui chamado ao palco pelo Tom Zé, atendendo aos reclamos da minha turma da faculdade e meio sem jeito acenei com as mãos mas, não subi ao palco por timidez. Daí não teve jeito, abandonei os estudos no 4º ano, sob protestos da minha mãe e da Tia Hélia, minha segunda mãe, e segui com a música até os dias de hoje. E não me arrependo, pois tudo o que tenho e sei foi a música que me deu e me ensinou
Abaixo, veja vídeo.


quinta-feira, 8 de julho de 2010

O MELHOR DA MÚSICA BRASILEIRA

É quinta-feira, dia de tomar a primeira e escutar o melhor da música brasileira.
O cantor e compositor Raimundo Sodré é um dos mais injustiçados artistas do Nordeste. Teve sua carreira de certa forma abortada. Depois de conseguir um estouro nacional, em 80, com a música A Massa e LP homônimo, não emplacou mais nenhuma. Assim, diluiu sua projeção dentro da Música Popular Brasileira (MPB). Apesar de ter lançado mais dois trabalhos de consistência nos dois anos seguintes, o impacto nunca foi o mesmo. Com sua música recheada de nordestinidade, principalmente a derivada da música do Recôncavo, como chulas e sambas de roda, Raimundo Sodré fez uma música de cunho popular, porém, recheado de uma lírica de primeira qualidade.
O poeta do Recôncavo nasceu em 20 de julho de 1948, na cidade de Ipirá, zona limítrofe entre o Sertão e o Recôncavo baiano. Criado entre esta cidade e Santo Amaro da Purificação (Recôncavo), o autor e compositor Raimundo Sodré desde cedo já bebia na fonte do imenso caldeirão cultural da região onde cresceu. Antes de despontar para o Brasil com o hit A Massa, terceiro lugar no Festival MPB, seu caminho não foi fácil. Largou a Faculdade de Medicina em 1972 e foi morar em São Paulo, vivendo de aulas de violão e shows e m barzinhos. Pelejou como vendedor de gravador, trabalhou em financeira. A carreira só começou a engrenar quando passou a fazer algumas apresentações em casas noturnas de São Paulo, como na extinta Partido Alto.
Honrando sua forma de compor como violeiro na composição e no canto, Sodré é um seguidor de Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro, "chegando junto dos mestres de chula" da Bahia, mas tem uma especial atenção com a base rítmica da sua música. Sua formação musical inclue um contato íntimo com a percussão, uma vez que a mãe e a tia participavam dos ritos de Candomblé e, desde os sete anos, Sodré aprende a tocar os três tipos de atabaques: o lê, pi e rum, do mais agudo ao mais grave, respectivamente, dentro da cadência para a evocação dos orixás.
Acesse: http://www.raimundosodre.com.br/


quinta-feira, 1 de julho de 2010

O MELHOR DA MÚSICA BRASILEIRA


Quinta-feira, dia de conhecer o melhor de nossa música....
Joyce Silveira Moreno, conhecida apenas como Joyce, (Rio de Janeiro, 31 de janeiro de 1948) é uma cantora, compositora e instrumentista brasileira da MPB.
Lançou o primeiro disco em 1968, pela gravadora Philips. No entanto, o auge da popularidade foi entre o final da década de 1970 e o início da década de 1980, obtendo sucessos como Clareana ,Feminina ,Monseiur Binot e Da cor brasileira.
Coração Selvagem, uma canção cantada por ela, foi usada como trilha sonora do anime (desenho japonês) Wolf's Rain, e também foi lançada como parte da trilha sonora oficial da série.
Tem duas filhas com o músico Nelson Angelo, que também são cantoras: Clara Moreno e Ana Martins.
Joyce é hoje uma das artistas brasileiras mais conhecida no Japão


quinta-feira, 24 de junho de 2010

O MELHOR DA MÚSICA BRASILEIRA

Ê parente, hoje é quinta e, como diz o Edgar Augusto (Feira do Som-Cultura FM), dia que a gente já toma a primeira. E que tal ouvindo um dos melhores músicos mineiros?

Salomão Borges Filho, mais conhecido como Lô Borges (Belo Horizonte, 10 de janeiro de 1952) é um cantor e compositor brasileiro.
Foi um dos fundadores do Clube da Esquina, grupo de artistas mineiros que marcou presença na música popular nas décadas de 1970 e 1980. É co-autor, junto com Milton Nascimento, do disco Clube da Esquina, de 1972, que se tornaria um marco na música popular brasileira. Entre suas composições mais famosas destacam-se, entre outras, Paisagem da Janela, Para Lennon e McCartney, Clube da Esquina n.º 2 e O Trem Azul.
É considerado um dos compositores mais influentes da música brasileira, tendo sido gravado por Elis Regina, Milton Nascimento, Flávio Venturini e até por ídolos do pop-rock, como Nenhum de Nós, Ira!, Skank e Nando Reis, entre outros.
http://www.loborges.com/


SSBV: PARCERIA FORTALECE A ARTE E A CULTURA NO MARAJÓ

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