quinta-feira, 14 de março de 2013

IAP E PROJETO TERRA FECHAM PARCERIA QUE VAI COMEÇAR PELO MARAJÓ

Reunião no IAP que selou a parceria contou com a presença de representantes de diversos órgãos ligados ao turismo
Imprimir a alma do paraense em seus produtos e vendê-los com conceito e inovação. Este é o principal objetivo do Projeto Terra, capitaneado pelo biólogo e apresentador de TV, Richard Rasmussem, para montar cases de mídia sobre o artesanato, com a finalidade de comercialização. Diferentes de catálogos de venda comumente associados aos estandes e lojas de artesanato já existentes, a ideia do Projeto Terra é produzir documentários não apenas sobre o objeto em si, mas sobre a vida de cada artesão.
 À frente de programas de televisão sobre animais do bioma de várias partes do mundo, há mais de 10 anos, Richard também vê a necessidade de apesentar as artes e cultura dos locais por onde passa. “Viajo o mundo inteiro e sou amante da cultura. Infelizmente, o que vejo sendo vendido lá fora não é o melhor que o Brasil tem a oferecer. Por isso, a intenção de criar este projeto”, informou o apresentador durante a reunião realizada no Instituto de Artes do Pará, na manhã desta quinta-feira, 14.
 Segundo Richard, o diferencial do projeto se dá em dois pontos: no mapeamento do melhor na produção de artesanato no interior dos estados brasileiros; e no modo como este artesanato será apresentado. “Os produtos que são colocados lá fora não nos representam, simplesmente porque são ruins. O melhor do Brasil não está sendo visto pois falta alma nesses produtos. O que a gente precisa é colocar nossa identidade”, afirmou.
 Para o presidente do IAP, Fábio Souza, a parceria do Governo do estado com o Projeto Terra, “é exatamente o que nós precisamos para entrar definitivamente no Marajó. Por isso queremos implementá-lo”, enfatizou. Fundamentalizado de forma ampla, agregando os órgãos de turismo, assistência social e tecnologia presentes no estado, a implementação do Projeto Terra no Pará pretende ser mais que um simples polo de venda e circulação de produtos artesanais. A proposta de começar pelo Marajó traz como mote não apenas a beleza do artesanato marajoara, mas sim a necessidade de melhorar os índices de IDH da região, considerada hoje uma das mais pobres do estado.
 A partir deste primeiro alinhave, a implementação do Projeto Terra segue agora para os estudos técnicos, onde serão definidas as frentes de entrada de cada órgão, contando ainda com a interlocução da ONG No Olhar. Segundo a diretora da ONG, Patrícia Gonçalves, a presença da No Olhar chega pelo interesse da entidade em auxiliar as comunidades marajoaras, “a trabalhar de forma sustentável, com uma produção limpa através daquilo que o Marajó já faz; ou seja melhorar as formas de trabalho e vida na comunidade”, explicou.
 Após as definições das linhas de trabalho dos órgãos, o Projeto Terra deve ser colocado em prática em cerca de três meses. “Nós queremos que esse projeto saia do campo espiritual e se torne palpável e concreto”, finalizou Richard Rasmussem. A reunião contou com a presença de representantes da Secretaria de Estado de Turismo, Paratur, Pro Paz, Belemtur, Secretaria de Estado de Assistência Social, Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, ONG No Olhar, Sebrae-Pará, Loja Katmandu (SP) e Projeto Terra.

Fonte: Ag. Pará

GOVERNO SE UNE COM GRAMEEN BANK PARA COMBATER A POBREZA NO MARAJÓ

Conceder financiamento a juros baixos e sem cobrança de garantia, para pessoas de baixa ou nenhuma renda, é o objetivo da parceria firmada entre o Governo do Pará e o Grameen Bank, conhecido como “Banco dos Pobres”. A estratégia de enfrentamento da pobreza no Estado, que aproveitará o know-how de mais de 30 anos da instituição financeira, será implantada primeiramente no Arquipélago do Marajó, que tem os mais baixos índices de desenvolvimento humano (IDH) do Estado.
 A parceria com o governo do Pará será efetivada por meio do Banco do Estado do Pará (Banpará), com a intermediação do professor Huzzatul Islan Latifee, diretor presidente do Grameen Bank, que está no Pará fazendo uma visita técnica a alguns municípios do Marajó.
 Na próxima segunda-feira (18), o grupo começará as reuniões de trabalho para traçar o perfil da linha de microcrédito que será oferecida no Estado. O professor Latifee também terá uma audiência com o governador do Estado em exercício, Helenilson Pontes, na próxima semana.

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quarta-feira, 13 de março de 2013

COHAB CAPACITA SOURE E PORTEL

A partir do dia 12 a Companhia de Habitação do Pará (Cohab) desenvolve a Ação do Plano Local de Habitação de Interesse Social (Plhis) 2013, que tem a finalidade de capacitar os municipios paraenses a elaborarem a Lei Municipal do Fundo Local de Interesse Social e também promover a regularização das prefeituras junto ao Sistema de Nacional de Habitação e Interesse Social do Ministério das Cidades. Hoje 22 municipios paraenses estão aptos a acessar os recursos disponivéis no Ministério para solucionar seus problemas de déficits habitacionais.
 No Pará, esse deficit é de mais de 284 mil unidades habitacionais, segundo dados levantados em 2008. Com esta capacitação, as prefeituras locais saberão como proceder para ter acesso aos recursos e como elaborar a Lei Municipal de Habitação. Existem várias regras para que os municípios tenham acesso aos recursos federais, a principal é a elaboração de uma lei municipal que cria o plano local de habitação e interesse social, o conselho gestor do fundo e o relatório de gestão.
 O diretor de politicas habitacionais da Cohab, Carlos Alberto Alcântara, explica que a ação que começa no dia 12 terá a participação de gestores e técnicos das prefeituras e representantes de movimentos sociais. “Nós vamos mostrar como proceder para que as prefeituras se integrem ao sistema, e para isso contaremos com o apoio de técnicos da Caixa Economica e da ONG Fase, que elaborou a metodologia da capacitação. Depois vamos acompanhar todo o processo, juntamente os municipios, até sua regularização junto ao Ministério das Cidades” explicou o diretor.
 A meta até o final de 2013 é capacitar 60 municipios paraenses. O projeto 'Minha Casa, Minha Vida' estima a construção de 40 mil unidades habitacionais no Estado, fruto de um investimento é de cerca de R$ 1,5 bilhão. Essa capacitação vai ser importante para que essas unidades se transformem em realidade.
 A PLHIS 2013 vai acontecer no auditório da Escola de Governo a partir do dia 12 de março, quando participam os municípios de Ananindeua, Belém, Colares, Igarapé-Miri e Irituia. No dia 13 é a vez de Mãe do Rio, Magalhães Barata, Nova Esperança do Piriá, Nova Timboteua e Paragominas. Dia 14 participam da ação os municípios de Portel, Santa Maria do Pará, Soure e Tracuateua. Nos dias 25 e 26 outro outro grupo vai ser reunir, ainda em Belém, e no mês de abril as ações acontecerão em Marabá, Altamira e Santarém.
Fonte: Agência Pará

OITO MUNICÍPIOS MARAJOARAS RECEBEM LANCHA DE PATRULHAMENTO FLUVIAL

O governador do Pará em exercício, Helenilson Pontes, entregou na tarde desta sexta-feira (8) dez embarcações para o trabalho de patrulha fluvial no interior do Estado. Oito lanchas voadeiras foram doadas para municípios da Região de Integração do Marajó e uma para o município de Igarapé-Miri. Uma embarcação de ação tática foi entregue para os municípios de Barcarena e Abaetetuba.
 Ao final da cerimônia – acompanhada por autoridades militares e civis do Estado e realizada na sede do grupamento fluvial da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Segup) – foi realizada pelo grupamento uma demonstração das ações de segurança realizadas com esses instrumentos, como abordagem a embarcações suspeitas e o chamado “choque ligeiro”, uma espécie de atendimento rápido a ocorrências como tumultos e rebeliões. “O choque é um tipo de pronto-emprego para situações emergenciais, até a chegada do policiamento especializado”, explicou o capitão Kleverton Firmino, comandante da Companhia Fluvial da Polícia Militar.
 Os municípios da região do Marajó contemplados com as lanchas são Cachoeira do Arari, Muaná, Curralinho, Portel, Anajás, São Sebastião da Boa Vista, Gurupá e Breves. O prefeito de Muaná, Murilo Guimarães, agradeceu pelos investimentos do governo do Estado na região, em especial na área de segurança pública. “Instrumentos como esses, que estão sendo entregues hoje, vão permitir que os agentes cheguem aos municípios com mais segurança e rapidez. Somados a isso, os esforços para a melhoria das delegacias e implantação de unidades do Pro Paz certamente trarão mais segurança para os nossos municípios, que ainda detêm os piores índices de desenvolvimento humano no Estado e que, portanto, merecem uma atenção especial do poder público estadual, como vemos que o governador Simão Jatene está fazendo”, ressaltou.

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sexta-feira, 8 de março de 2013

VOLTAMOS!

Após 15 dias sem postagens o blog retorna com força total. Desde o lançamento em 2009 não passávamos tanto tempo sem atualizá-lo. O desafio profissional proposto ao editor tornou a administração do blog um pouco complicada, mas, a partir de hoje, após a conclusão de algumas demandas profissionais, voltamos a atualizar este importante espaço para a democratização no Marajó, diariamente.
Peço desculpas aos leitores assíduos e agradeço pelas cobranças feitas, só assim, visualizamos a importância  e credibilidade que este blog conquistou nos últimos cinco anos.
Seguimos fortes e atuantes..

Grande abraço
Flávio Costa - Editor

ASSOCIAÇÃO DE AGRICULTORAS GANHA CADA VEZ MAIS FORÇA EM PORTEL

Fundada em 2010, com o apoio do escritório local da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater), a Associação de Mulheres Agroextrativistas da Ilha Grande do Pacajaí (Amaigp), a primeira organização social feminina do meio rural de Portel, no Marajó, acaba de reeleger a diretoria, mantendo a agricultora Marta Figueiredo como presidente.
A Associação representa 80 mulheres daquele assentamento federal, uma comunidade atendida pela Emater desde 2008 e ladeada pelos rios Anapu e Pacajá: ali, cerca de 1 mil e 200 famílias trabalham principalmente com açaí, farinha d’água, pesca artesanal e artesanato.
A cerimônia de posse, no dia 19 de fevereiro, reafirmou no município a trajetória de um movimento de fortalecimento de gênero e de busca por direitos, como acesso a educação, saúde e políticas públicas específicas.
“Podemos dizer que a Amaip simboliza a inauguração de uma luta política em defesa da mulher rural de Portel e no próprio Marajó. O meio ainda é machista e resistente: pouco a pouco, essas trabalhadoras vêm conquistando espaço, oportunidade, mercado e cidadania. A Emater tem promovido capacitações, para que elas diversifiquem as atividades e adquiram independência de mão-de-obra e trabalho, e orientado o aperfeiçoamento da estrutura administrativa e mobilizadora da Associação, inclusive no que tange a crédito rural”, diz o chefe do escritório local da Emater, o técnico em agropecuária e geógrafo Jocimar Mendonça.
Alguns dos esforços mais atuais da Amaigp vêm no sentido de firmar parcerias com Secretarias municipais: “Com a Secretaria de Saúde [Sesma], por exemplo, elas estão negociando treinamento e amparo para as parteiras; com a Secretaria de Trabalho e Ação Social [Semtras], cursos de corte-e-costura e estilização de roupas. A Emater atua não só para ajudá-las a produzir na terra e na água, com mais tecnologia e informação, com mais comercialização e qualidade; a Emater ajuda na constituição de outros benefícios, porque são todos direitos que se interligam: o sentido e o exercício de cidadania têm que ser completos”, explica.

Texto: Aline Miranda - Ascom/EMATER

EMATER INCENTIVA A DIVERSIFICAÇÃO DA PRODUÇÃO EM PORTEL

O trabalho da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater) em Portel, no Marajó, está garantindo a diversificação da produção entre os agricultores familiares. Aqueles que um dia foram madeireiros, hoje plantam açaí e investem na piscicultura. Apenas um produtor, que em outubro passado povoou um tanque escavado com 15 mil alevinos, pretende durante a Semana Santa abastecer o mercado local com mais de nove toneladas de pescado, um rendimento que ultrapassará R$ 100 mil.
 O mercado de Portel, para o próximo feriado, será abastecido por espécies de tambaqui, tabatinga e tambacu. O produtor rural Juranir Pereira, mais conhecido como Nicolau, sozinho, despescará de seu único tanque, de 1500 m², cerca de 13 mil exemplares que, pesando cerca de 700 gramas, será vendido a R$ 12 cada. O projeto iniciou em outubro passado, data de liberação do custeio por parte do Banco da Amazônia, já visando o consumo certo naquela época festiva, sendo que o produtor tem até dois anos para pagar o financiamento.
 Segundo o chefe local de Portel, o técnico em agropecuária, Jocimar Mendonça, que tem acompanhado o projeto quase que semanalmente, o desenvolvimento do projeto está acima da média. “Estamos monitorando a engorda dos peixes, com uma alimentação adequada. Assim como o projeto do Nicolau, ainda estamos acompanhando outros quatro projetos”, destacou.
 Sobre a diversificação da produção, Mendonça ressalta que já existe um movimento entre os produtores na mudança das atividades rurais. Até pouco tempo atrás, a extração de madeira era a principal fonte de renda desta população. “O trabalho da Emater está justamente fazendo frente ao problema. Precisamos orientá-los e conscientizá-los. Sabemos que o assunto é delicado, mas estamos fazendo a nossa parte e estamos contando com o apoio dos agentes financeiros”, afirmou. O incentivo produtivo da Emater está voltado também para a produção de produtos agrícolas que possam ser facilmente adquiridos pela prefeitura para a alimentação do alunado portelense, por meio do Programa Nacional de Merenda Escolar (PNAE), como o milho, o arroz e a macaxeira.

Fonte: Kenny Teixeira (ASCOM)

SSBV: PARCERIA FORTALECE A ARTE E A CULTURA NO MARAJÓ

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