domingo, 18 de setembro de 2011

O MELHOR DA MÚSICA BRASILEIRA

Sumanos, domingão de sol no Marajó. Vamos conhecer mais um grande nome da musica brasileira?

Francis Hime é compositor, cantor, pianista, arranjador e maestro.

Representante da melhor geração de compositores surgida no Brasil, desde o fim da década de 1920 (quando foram lançados os jovens Noel Rosa, Ary Barroso, Lamartine Babo, João de Barro, Ismael Silva e tantos outros), Francis Hime assumiu o papel de um dos principais protagonistas da música popular brasileira a partir da primeira metade dos anos 60. Ninguém tem dúvida: seria impossível escrever a história da música brasileira nas últimas décadas sem dar a Francis Hime um destaque muito especial. No mapa da MPB, todos os afluentes confluem para o talento estuário de Francis Hime.
Tom Jobim é um piano, Caymmi um violão, Vinicius, uma caneta, Noel, um terno branco. Por analogia, Francis Hime é uma orquestra. E uma orquestra sinfônica. Não uma sinfônica convencional, apoiada exclusivamente nas cordas, madeiras e gravatas, mas uma formação enriquecida por metais de gafieira, cavaquinhos de chorões e tamborins de escola de samba. Se a música do Rio é uma fusion - a música de todos os Brasis confluindo para um estúdio onde as águas se misturam e ganham ritmo e densidade - , Francis é essa fusion de calças. A todos estes ritmos brasileiros, Francis empresta seu inspirado refinamento e deles toma emprestado a vitalidade e a beleza. Atenção: essas não são palavras vazias. Como Francis Hime (agora que já não temos Villa-Lobos, Radamés Gnatalli, Tom Jobim e Luizinho Eça), estamos diante de um compositor cujo domínio da técnica permite vôos de asa-delta - ou de orquestra - à criação.
Francis é por enquanto, a fusion definitiva entre o popular e o erudito na música brasileira. E não vai aí uma contradição em termos: o por enquanto desse definitivo só vale até que o próprio Francis, a bordo da orquestra, resolva superá-la.
Francis Hime estudou piano desde os 6 anos de idade, no Conservatório Brasileiro de Música. Em 1963, começa a sua parceria com Vinicius de Moraes, com quem compôs inúmeras canções, tais como: "Sem mais adeus", "Anoiteceu", "A dor a mais", "Tereza sabe sambar" e outras. Nessa época, começa também a compor com Ruy Guerra canções como "Minha" (gravada por Elis Regina, Tony Bennett, Bill Evans e muitos outros), "Último canto", "Por um amor maior" e outras. Participou de vários festivais de música nos anos 60, quando suas canções foram cantadas por Elis Regina, Roberto Carlos, Jair Rodrigues, MPB-4 e outros.Em 1969, foi para os Estados Unidos, onde ficou 4 anos estudando composição, orquestração e trilhas para filme com Lalo Schifrin, David Raksin, Paul Glass, Albert Harris e Hugo Friedhopfer. De volta ao Rio, em 1973, grava seu primeiro disco para a Odeon. Nessa época, sempre escrevendo a música, ele começa a compor com Chico Buarque grandes sucessos, tais como: "Atrás da porta", "Trocando em miúdos", "Meu caro amigo", "Pivete", "Passaredo", "Amor barato", "A noiva da cidade", "Embarcação", "Vai Passar". Em 1973, começa a compor trilhas para filmes, tais como: "A estrela sobe", "Dona Flor e seus maridos", ambos dirigidos por Bruno Barreto, "O homem célebre", "República dos assassinos", ambos dirigidos por Miguel Faria, "A noiva da cidade" de Alex Vianny, "Marília e Marina" de Luis Fernando Goulart, "O homem que comprou o mundo", de Eduardo Coutinho, "Marcados para viver", de Maria do Rosário, "Lição de amor", de Eduardo Escorel. Duas dessas trilhas foram premiadas no Festival de cinema de Gramado e no Coruja de Ouro, como melhor trilha do ano.
No teatro, Francis escreveu trilhas para: "Dura lex sed lex no cabelo só Gumex" de Oduvaldo Vianna Filho, "O rei de Ramos", de Dias Gomes, "A menina e o vento", de Maria Clara Machado, "Belas figuras" de Ziraldo, "Foi bom, meu bem", de Alberto Abreu, "O banquete", de Mario de Andrade, "Pinoquio" de A. Collodi, "Tá ruço no açougue", do grupo Tem folga na direção, "Na sauna", de Nell Dunn, e "Love letters", de A. R. Gurney. Conhecido como um dos mais talentosos compositores do Brasil, Francis é especialmente dotado por uma versatilidade em compor sobre vários ritmos brasileiros, escrevendo sambas, frevos, modinhas, calangos, choros, etc. Para este repertório eclético, Francis conta com um não menos eclético e talentoso grupo de parceiros escrevendo letras para suas canções, tais como: Geraldo Carneiro, Milton Nascimento, Olivia Hime, Gilberto Gil, Paulo César Pinheiro, Cacaso, Capinam, Adriana Calcanhoto, Paulinho da Viola, Lenine, Joyce, Moraes Moreira, Georges Moustaki, Livingston & Evans, Sergio Bardotti (além dos já citados Chico Buarque, Vinicius de Moraes e Ruy Guerra). Ele também musicou poemas de Fernando Pessoa, Manoel Bandeira, Castro Alves. Como arranjador, Francis trabalhou para Milton Nascimento, Gilberto Gil, Gal Costa, Georges Moustaki, Caetano Veloso, Clara Nunes, Toquinho, Elba Ramalho, Vania Bastos, Fafá de Belém, Olivia Hime, MPB-4 e Chico Buarque (para o qual, ele fez a direção musical de 4 discos). Como compositor, suas canções foram gravadas por Elis Regina, Chico Buarque, Milton Nascimento, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Maria Bethânia, Gal Costa, Ivan Lins, Djavan, Tony Bennett, Bill Evans, Kenny Burrel, Lany Hall, João Bosco, Lenine, Beth Carvalho, Nara Leão, Elizete Cardoso, Ângela Maria, Luis Eça, Toquinho, Zélia Duncan, Olivia Hime, Daniela Mercury, Simone, Nana Caymmi, Wandá Sá, Joyce, Adriana Calcanhoto, Paulinho da Viola, Fafá de Belém, MPB-4, Georges Moustaki.
A partir dos anos 80, Francis começou também a escrever peças eruditas. Em 1986, escreveu a sua Sinfonia n°1, apresentada em São Paulo e Campinas com a Orquestra Sinfônica de Campinas regida por Benito Juarez, e em Recife, com a Orquestra Sinfônica de Pernambuco regida por Osman Gióia. Em 1993 o próprio Francis regeu essa sinfonia, à frente da OSB (Orquestra Sinfônica Brasileira). Em 1988, Francis compôs "Carnavais para coro mixto e orquestra", a partir de um poema especialmente escrito por Geraldo Carneiro, tendo sido a peça apresentada com a Orquestra Sinfônica de Campinas e CORALUSP regidos por Benito Juarez. Em 1997, Francis escreveu a partitura sinfônica de "Terra Encantada". Em 2000, compôs a Sinfonia de Rio do Janeiro de São Sebastião, em 5 movimentos (Lundú, Modinha, Choro, Samba, Canção brasileira), com textos de Geraldo Carneiro e Paulo César Pinheiro. A estréia da sinfonia deu-se no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, tendo como solistas Lenine, Leila Pinheiro, Olivia Hime, Zé Renato e Sérgio Santos, com Francis regendo a orquestra sinfônica, num espetáculo dirigido por Flavio Marinho. Francis regeu esta sinfonia em duas outras ocasiões: em 2002, na Praia de Copacabana, para um público de mais de 20.000 pessoas, e na UNESCO, em Paris, encerrando as festividades do ano França-Brasil de 2005.
Em 2001, Francis escreveu "Fantasia para piano e orquestra", que apresentou como solista - no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, com a orquestra Pró-Música sob a regência de Roberto Tibiriçá. Mais recentemente, Francis compôs um Concerto para violão e orquestra em 3 movimentos, dedicado a Rafael Rabello, que terá a sua "première" em Maio de 2008, na sala São Paulo, tocado por Fabio Zanon, com a OSESP sob a regência de John Neschling. Francis acabou de concluir a partitura da "Ópera do futebol", ópera em 4 atos, com "libretto" de Silvana Gontijo, cuja montagem está prevista para 2008.
No campo da música popular, Francis lança em Agosto de 2007 um novo cd/dvd: "Francis Hime ao vivo", pela gravadora Biscoito Fino, além de continuar a apresentar shows solo ou com sua banda, pelo Brasil afora ou no exterior. Em Julho próximo, apresenta-se no Festival de Montreux juntamente com Maria Bethânia.

Discografia:

1. Os seis em ponto - 1964 - RGE
2. Francis Hime - 1973 - ODEON
3. Passaredo - 1977 - Som Livre
4. Se porém fosse portanto - 1978 - Som Livre
5. Francis - 1980 - Som Livre
6. Sonho de moço - 1981 - Som Livre
7. Os 4 mineiros - 1981 - Som Livre
8. Pau Brasil - 1982 - Som Livre
9. Essas parcerias - 1984 - Som Livre
10. Clareando - 1985 - Som Livre
11. Choro rasgado - 1997 - Universal
12. Meus caros pianistas - 2001 - Biscoito Fino
13. Sinfonia do Rio de Janeiro de São Sebastião (CD/DVD) - 2003 - Biscoito Fino
14. Brasil lua cheia (CD/DVD) - 2003 - Biscoito fino
15. Álbum musical - 2004 - Biscoito Fino
16. Arquitetura da flor - 2006 - Biscoito Fino
17. Francis Hime ao vivo (CD/DVD) - 2007- Biscoito Fino
18. Álbum Musical 2 - 2008 - Biscoito Fino

Prêmios:

1975 - Coruja de Ouro ( Melhor trilha de cinema do ano )
para "Lição de amor", de Eduardo Escorel. 1975 - Kikito ( Melhor trilha de cinema do Festival de Gramado )
para "Lição de amor" de Eduardo Escorel . 1976 - Coruja de Ouro ( Melhor trilha de cinema do ano )
para "Dona Flor e seus dois maridos" de Bruno Barreto.
1997 - Melhor disco do ano pelo "O Globo"
para "Choro rasgado".
2003 - Melhor disco do ano pelo "Universo Musical"
para "Brasil lua cheia"
2006 - Indicação para Grammy para melhor canção brasileira do ano,
por "Canção transparente", com letra de Olivia Hime

Songbooks:

- Francis Hime Songbook
2001 - Lumiar Editora
Produzido por Almir Chediak

- Francis Hime - Álbum Musical
2004 - Editora Gryphus

sábado, 17 de setembro de 2011

A PALAVRA É....

Sumanos, esta vc já ouviu falar... Na sua cidade tem uns que adoram se enrolar com ela

IMPROBIDADE

Improbidade nada mais é do que falta de PROBIDADE, que por sua vez significa retidão de caráter, honradez, brio, honestidade, integridade..etc:
O caso mais conhecido por nós de improbidade, é a "Improbidade Administrativa", que significa:
O ato ilegal ou contrário aos princípios básicos da Administração, cometido por agente público, durante o exercício de função pública ou decorrente desta. Segundo Calil Simão, o ato de improbidade qualificado como administrativo (ato de improbidade administrativa), é aquele impregnado de desonestidade e deslealdade.
PS: Qualquer semelhança com a prática dos gestores de sua cidade, não será mera coincidência..

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

IMETROPARÁ FARÁ FISCALIZAÇÃO NO MARAJÓ

No próximo domingo, 18, uma equipe de fiscais do Imetropará segue para ações de fiscalização e conscientização em 12 municípios da região do Marajó. O alvo serão brinquedos e produtos têxteis (vestuário). Serão verificados a presença do selo do Inmetro e informações como local de fabricação, fabricante, idade indicada para as crianças (no caso dos brinquedos) e formas de conservação (no caso do vestuário).

Os municípios que serão visitados são os seguintes: Soure, Salvaterra, Ponta de Pedras, Muaná, Curralinho, Oeiras do Pará, São Sebastião da Boa Vista, Breves, Portel, Bagre, Melgaço e Afuá.

Fonte: Ag.Pará de Notícias

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

PREFEITURAS JÁ PODEM CONTRATAR A CONSTRUÇÃO DE CRECHES E PRÉ-ESCOLAS

Os municípios brasileiros não precisam mais esperar a liberação de convênios a cada ano para a construir creches e pré-escolas municipais, explicou o ministro da Educação, Fernando Haddad, nesta manhã (15/9), durante coletiva após a cerimônia de abertura de nova seleção para unidades de educação infantil. Segundo o ministro, a presidenta Dilma Rousseff liberou os municípios para contratação imediata de todas as unidades previstas até 2014.
“O que a presidenta fez hoje foi um gesto inédito. Liberou imediatamente ao prefeito a possibilidade de contratar. Ele não vai mais ter de esperar 2012, 2013, ou 2014 para fazer o convênio. Os convênios estão automaticamente liberados até aquele patamar, por município, que foi decidido pelos critérios estabelecidos. Quem se mexer, quem correr com os processos de licitação vai poder – até 2014 – ter as creches”, disse o ministro.
Ainda durante a entrevista, o ministro defendeu a ampliação dos dias letivos no Brasil. Segundo ele, estudos internacionais demonstram a necessidade de ampliação da carga horária no Brasil. “Agora ela é baixa. Nós vamos ampliar. Há estudos que mostram que o número de dias é mais importante que o número de horas por dia, embora o número de horas por dia também seja importante”, disse.
“Mas o impacto sobre a aprendizagem é até maior quando nós falamos em números de dias letivos por ano”, completou o ministro.
Haddad revelou que o governo federal está discutindo com secretários estaduais e municipais possibilidades concretas e até físicas para as mudanças. “Precisamos trabalhar com o país real e não com o país imaginário. E isso depende dos estudos que estão sendo feitos para verificar qual é a melhor maneira”, disse. O governo vai avaliar também se dará aos gestores a possibilidade de escolher qual a melhor maneira de ampliar a jornada. “Ampliar a jornada é bom. E se houver mais dias letivos é melhor”, concluiu.

Fonte: Blog do Planalto

REUNIÃO DEFINE RETOMADA DO PLANO DE DESENVOLVIMENTO DO MARAJÓ

Em reunião ocorrida na manhã desta quinta-feira (15), a Casa Civil da Presidência da República, Ministério Público Federal, Secretaria de Estado de Agricultura (Sagri) e órgãos da sociedade civil retomaram as atividades do Plano de Desenvolvimento do Marajó. Desde junho do ano passado, o plano – iniciado em 2007 – não reunia as três esferas do poder público, o que fez do encontro desta quinta um marco.

Segundo o representante da Casa Civil da Presidência, Joahaness Eck, “levar políticas de desenvolvimento ao Arquipélago do Marajó é um grande desafio, maior do que em muitos países”. Para ele, o importante agora é alinhar com o Ministério de Minas e Energia e garantir a instalação da subestação de energia no Marajó. “Depois, teremos de ver como se dará a expansão a partir de sua chegada em Breves”, analisa.

Para o procurador da República Alan Mansur, o mais importante foi o balanço feito pelas secretarias envolvidas. “Fazia mais de um ano que não havia reunião sobre o plano. Saber do andamento de secretarias, como a de Segurança, por exemplo, é o grande passo para retomar o plano e implantar as políticas de desenvolvimento na região”, referendou.

Alan Mansur informou ainda que o Ministério Público Federal continuará com seu papel fiscalizador, mas que também será mais enfático em prol do Marajó. “Estamos empenhados em conseguir, por exemplo, a implantação do transporte aéreo para o arquipélago. Já tivemos reunião com a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), e agora buscamos o apoio da Secretaria de Estado de Transportes (Setran). Queremos a construção de pistas de pouso nas cidades e precisamos avançar nisso”, explicou o procurador.

Após esta primeira reunião de balanço, o secretário de Agricultura, Hildegardo Nunes, informou que a Sagri estará à frente do plano do Marajó, em parceria com outras secretarias de governo, como a Seas (de Assistência Social), Segup (de Segurança Pública e Defesa Social) e Sespa (de Saúde Pública), além das prefeituras de cada cidade envolvida e órgãos do governo federal.

Atualmente, o Conselho do Plano de Desenvolvimento do Marajó agrupa 31 pessoas, que representam organizações não governamentais (ONGs), a sociedade civil e governos. A próxima reunião do grupo está marcada para a segunda quinzena de novembro deste ano.

Dani Franco – Secom

ANA JÚLIA EM PORTEL


Do blog do dep. Estadual Valdir Ganzer/PT

Acompanhei a ex governadora Ana Júlia até a cidade de Portel nesta semana, a convite da comunidade e do prefeito Pedro Barbosa. Ana foi inaugurar a Casa da Vovó Silvana Maroja que abriga 40 crianças em situação de risco ou que sofreram abuso sexual. A Casa está sob a administração das irmãs da Fraternidade Ágape da Cruz, ligadas à Igreja Católica, destacando o trabalhando das religiosas Raimunda Rodrigues, Maria José Iglesias e da irmã Josefa.
Cerca de 200 mil reais foram aplicados no governo da companheira Ana para as reformas e ampliações necessárias a fim de atender um número sempre crescente de crianças. Com esses recursos foram construidos dormitórios, salas de aula, refeitório, depósito e outrs dependências necessárias.
As irmãs agradeceram muito a Ana Júlia pela sua sensilbidade como governadora e mãe que visitou a Casa da Vovó e imediatamente mandou alocar recursos para ajudar aquelas crianças e mais de um ano depois volta para celebrar as melhorias alcançadas.
A Casa da Vovó tem apoio da prefeitura municipal, da sociedade civil organizada, do comércio e empresários que doam alimentos, roupas e bens para manter o atendimento às crianças.
Ana deu muits entrevistas à imprensa, recebeu o carinho da população, foi convidada pelo vice-prefeito Carlinhos para um almoço com lideranças comunitárias e políticas ale´do povo em geral.


EDUCADORES DA REGIÃO DO MARAJÓ DISCUTEM AÇÕES PARA MELHORIA DO IDEB

O último Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) do município de Ponta de Pedras foi de 3.2, indicador que, apesar de estar na meta estipulada para o município, ainda está abaixo da média nacional. Visando melhorar este desempenho, a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), em parceria com o município, abriu nesta quinta-feira, 15, o Encontro de Educadores da Rede Pública Estadual, reunindo cerca de 80 professores e técnicos em educação dos municípios de Soure, Limoeiro do Ajuru, Cachoeira do Arari, Muaná, Curralinho e Breves, todos da região do Marajó.
Alguns fatores podem explicar este desempenho abaixo do estipulado. A professora Helem Cristina Lopes, da escola sede do município, Ester Mouta, conta que nunca teve a oportunidade de discutir e analisar junto com outros educadores as causas do baixo aproveitamento dos seus alunos na Prova Brasil, que contribui para constituir a nota do Ideb. “Há três anos os nossos alunos não vão bem nesta avaliação, acreditamos que a maior dificuldade deles seja com a interpretação das questões, mas não paramos para avaliar isto a fundo. Este encontro contribuirá muito para mudar esta realidade”, afirmou.
Mas o desempenho na Prova Brasil não é o único responsável pela elevação da nota do Ideb. De acordo com o professor Luís Miguel Queirós, que no Encontro representa o secretário de estado de educação, professor Cláudio Ribeiro, fatores como matrícula, evasão escolar, distorção idade-série também contribuem. “Os números que o Ideb aponta nos remete a um desafio maior, que é proporcionar a qualidade do ensino, que passa pela melhoria da infraestrutura das escolas, do transporte, da gestão escolar e da qualificação dos professores. Isso é um compromisso de todos nós, por isso é importante fazermos este pacto social”, ressaltou.

A programação foi aberta com a Mesa Temática “Ideb, contribuições pedagógicas para a qualidade do ensino e da aprendizagem da escola pública paraense”, ministrada pelo professor Luís Miguel, na qual abordou o projeto de formação voltado para alavancar o Ideb do Pará. De acordo com ele, o projeto surgiu da necessidade de elaborar uma formação voltada para professores da 4ª, 5ª e 8ª séries do Ensino Fundamental. “Consiste em um conjunto de ações voltadas para a melhoria da prática educativa e, consequentemente, a elevação do índice”, destacou.
Em 15 dias de implementação das ações, o projeto já capacitou mais de 2500 professores, cerca de 500 técnicos de 50 municípios e mais de 54 mil alunos da rede pública já participaram do Simulado da Prova Brasil. Em Ponta de Pedras, o Encontro acontece até esta sexta-feira, 16, com as oficinas, por meio das quais os professores farão a análise dos descritores de Português e Matemática e elaborarão questões que serão apresentadas na plenária final do encontro.
Participaram ainda da abertura do encontro o secretário municipal de educação, Elísio Malato, o secretário municipal de administração Milton Bulhosa Malato, o presidente da Câmara dos Vereadores Wandique Manajás, da diretora administrativa de educação, Mirian Lobato, da diretora da escola sede do município Ester Mouta, da professora Leila Tavares e do professor Carlos Roberto de Matos.

Danielly Gomes -Ascom/Seduc

SSBV: PARCERIA FORTALECE A ARTE E A CULTURA NO MARAJÓ

Cultura de São Sebastião da Boa Vista inspira coleção de acessórios de moda do coletivo Arte em Fibra de Jupati  O dia a dia no belo e dive...