
Um dos pratos mais tradicionais da gastronomia paraense, principalmente no tradicional almoço no dia do Círio de Nazaré, a maniçoba pode não precisar mais de tantos dias de cozimento para ser consumida sem perigo. Esse é o objetivo dos pesquisadores e alunos da Universidade do Estado do Pará (Uepa), que desenvolvem o projeto “Investigação da redução do tempo de elaboração da maniçoba, assegurando níveis aceitáveis de cianeto para o consumo humano”.
“Normalmente, a pessoa compra a maniva e leva para casa sem saber ao certo por quanto tempo deve cozinhar, ou se o cianeto está realmente eliminado. Nós pretendemos criar um produto que colabore com o custo-benefício da dona de casa, que muitas vezes tem gastos de gás e energia desnecessários”, ressalta Paula Moreira, aluna que integra o projeto.
Se comprovada a redução do período de cozimento sem alteração do sabor, os pesquisadores pretendem lançar o produto no mercado contendo todas as informações necessárias para a elaboração da maniçoba, como tempo de cozimento, tipo de maniva e por quantas horas e graus de temperatura é possível obter um resultado final de qualidade e sem perigo para o homem.
Texto: Ascom/Uepa
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