
“Quando se fala em cultura, estamos falando da 'cultura oficial' ou na nossa cultura de origem, que é desconhecida? O jornalismo cultural que se faz hoje no Brasil não tem nada a ver com jornalismo cultural, que deveria retratar nossas raízes, nossas origens”, declarou na tarde desta terça-feira no II Congresso de Jornalismo Cultural, em São Paulo.
Arbex criticou o espaço dado pela mídia ao entretenimento, em comparação com outros assuntos que considera inerentes à cultura brasileira. O jornalista comparou o espaço dado para o lançamento da loja Daslu, em 2006, com o espaço reservado para uma grande marcha do MST na mesma época, repercutida na imprensa internacional, mas pouco comentada no Brasil.
“Se nós entendemos como cultura a Daslu, ou a novela, nós estamos longe das nossas raízes, das nossas origens. O papel do crítico cultural deve ser combater essa mídia degradante, destruir o monopólio”, afirmou o jornalista, que ainda classificou a grande imprensa brasileira como “mentirosa e safada”.
Para Chico de Oliveira, sociólogo e professor da USP, a TV, principalmente, contribui para a “degradação” da sociedade. “A TV brasileira ganha em ruindade, vende vagabundagem. É uma barbárie o que se vê na TV, uma degradação”, criticou.
Ruy Braga, professor de sociologia da USP, vê que a origem desse cenário está no conformismo da imprensa. “Existe um fatalismo e conformismo nos meios de comunicação, um enfraquecimento da crítica cultural”.
Fonte: www.comunique-se.com.br
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