sábado, 6 de outubro de 2012

HONESTA DESONESTIDADE

Contribuição importante de nosso leitor assíduo, Mestre Chico Barão

 Caro Amigo Flavio

O texto abaixo pode criar consciência nos eleitores do Marajó sobre a diferença entre um dia de suposta bonança e quatro anos de arrependimento sem suplica, pois quem vendeu seu voto nada pode exigir de quem comprou outra coisa sem ser o mísero pagamento! 
 Em um ano de eleições ressurge os mais variados entraves para que o voto seja exercido com consciência e sejam eleitos os candidatos conscientes do dever de sua representatividade! 
 Dentre tantos problemas que se apresentam, dois merecem destaque por serem os que realmente fazem a diferença para atitudes corretas na eleição. 
 O primeiro é a corrupção que afeta o comportamento dos candidatos e, por que não dizer, de grande parte dos eleitores. Os candidatos praticam corrupção disfarçada trocando votos por favores nos três tempos do verbo ou comprando votos avista ou no crediário! 
 Me choca ver cumplicidade do eleitor com falcatruas quando observo figuras carimbadas em atos duvidosos, honestidade proclamada em demasia ou em inércia de um mata rancho conseguir eleger-se, o pior é que em muitos casos sendo o parlamentar mais bem votado como o deputado Tiririca que até agora suas aspirações nacionais se restringem ao mundo do circo, Demóstenes Torres que limpava sua ficha sujando a ficha dos outros ou Sarney cuja desonestidade chega a ser honesta por não esconde-la. 
 O processo eleitoral é marcado pelo exercício da corrupção também na parcela significativa dos eleitores que aceitam o prejuízo do vamos nos acertar, tu da ca e tomas lá. 
 Prejuízo porque se ele vender seu voto por R$ 100, 00 e não tiver merenda escolar em 10% do exercício de quem comprou seu voto que da exatos 80 dias e ele gastar R$ 2,00 para suprir apenas um filho no período, já terá um prejuízo de R$ 60,00 , fora as outras necessidades que deixara de receber gratuitamente tendo que pagar por elas! 
 Quanto à segunda questão trazida à tona nesse processo eleitoral, é reduzir a arrogante grande discussão política no patamar do comercio de atacados para o nível da pequena discussão no varejo que sempre terminam predominando em todo o processo debatido. 
 Quando falo da grande política no atacado sequer me refiro à necessária política socialista. Eu me atento a tratar das chamadas reformas de base, necessárias aos interesses do capitalismo, mas que eles não conseguem viabilizar esse programa tamanho é o imediatismo, a incompetência, o fisiologismo. 
 Diante desses obstáculos limitam-se os candidatos as praticas varejistas, enquanto se dedicam a uma política de assistência à miséria e o grande capital com tempo de usucapião (pose mansa e pacifica) usufrui de lucros cujo adjetivo está entre o excessivo e o exorbitante, voando em céu de brigadeiro sobre um país onde as lideranças populares e as massas de trabalhadores foram associadas por via de uma política cuja bandeira é a corrupção das centrais sindicais , assembléias estudantis e dos movimentos populares! 
 Lendo o que coloco acima alguém pode pensar que nada evoluiu ou se modernizou na maneira de fazer política ou exercer o voto no Brasil ,( Em especial no Marajó) quem no entanto materializar essa idéia estará tendo uma visão apenas do eleitor esquecendo o candidato. 
O eleitor em sua grande maioria não aproveitou a velocidade atual da informação para entender o prejuízo que terá ao longo do mandato de quem ele esta elegendo disfarçado no beneficio imediato que esta recebendo dele. 
 O candidato evoluiu, qualquer adolescente logo que percebe a existência da política escuta o termo curral eleitoral e imagina como um fato distante que existiu na política brasileira, entretanto tal curral continua existindo porem evoluiu. 
 Antigamente o curral eleitoral era gerado na dependência física e na falta de fiscalização, o eleitor era morador em uma propriedade do coronel e quando ia votar o encontrava ou um representante direto seu como mesário. 
 No momento em que o curral eleitoral não pode mais se manter sob fiscalização direta veio o primeiro beneficio imediato para manter sua existência na forma da política de meia, meia cédula antes do voto e a outra metade da cédula depois de eleito, meio par de sapatos onde o sapato do pé esquerdo era dado antes e do pé direito depois. 
 Quando o eleitor questionou não existir a confiança recíproca, ele tinha que confiava no candidato, todavia o candidato não confiava nele, um novo ajuste evolutivo aconteceu e o candidato começou a compra direta mostrando que confiava no eleitor e este teria obrigação de não trair sua confiança, uma inversão de responsabilidade que ninguém se deu conta! 
 A evolução atual do curral eleitoral que pela modernidade é a mais eficiente e nefasta das versões ocorreu quando o candidato notou que não precisava desembolsar dinheiro seu para manter um curral eleitoral de forma eficaz e segura, assim criou “O programa das bolsas”, onde faz em módicas prestações compra de votos antecipada sem gastar do seu e sem o perigo de perda de mandato por compra de voto! 
 Evolução imaginada pelo PSDB na figura de D. Ruth Cardoso e abraçada sem sentimento de culpa pelo PT, evolução que é apenas uma versão atualizada da máxima nos primórdios do curral eleitoral, “Se quero que você precise do meu peixe não posso ensiná-lo como pescar”, porem graças aos que recebem por necessidade o peixe, mas que almejam independência aprendendo pescar e os desgraçados que preferem o prejuízo futuro na remuneração imediata da venda de seu voto é que ainda se elegem candidatos fora desta pratica de compra parcelada! 
 Assim evite o voto de protesto votando em candidato que não é corrupto, mas que só trabalhara em prol de sua categoria como o Tiririca, evite o candidato que enaltecer sua seriedade em demasia porque ele é apenas mais um Demóstenes Torres da vida, evite o candidato notoriamente honesto em sua desonestidade como o Sarney, e isso lhe afastara do erro certo. 
 Quanto aos que sobrarem não faça o uni duni te Salome míngüe um sorvete colore o escolhido foi você, porque pelas opções oferecidas e o nosso modelo eleitoral para votar no menos prejudicial não existe ainda farmacopéia que ensine fabricar osteopenia no que você terá que roer por quatro anos, terá que contar mesmo é com o passado do candidato prevendo o seu futuro, afinal são poucos os que têm verdadeiramente a ética dos justos e se aventuram no campo político “Made in Brazil”! 
 Novamente alguém poderá fazer um questionamento parcialmente correto ao ultimo parágrafo achando que basta peneirar os que clamam moderadamente por justiça os que vivem na ética e os que demonstram verdades, isto é um axioma, porem acho que se isso fosse possível a definição desses conceitos seria unanimidade entre Sócrates, Epicuro e Sêneca 
 Eu acredito nos candidatos expostos do lado esquerdo, do lado do bombordo, do lado do coração no blog do Marajó Noticias e assino!

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