sexta-feira, 7 de outubro de 2011

POLICIA PRENDE PIRATAS QUE AGIAM NO MARAJÓ

Policiais civis da Delegacia de Polícia Fluvial (DPFLU), sob comando do delegado Samuelson Igaki, elucidaram nesta sexta-feira (7) mais um assalto a embarcações registrado durante o ano de 2011, com a prisão de Elielson de Souza Marques, de 21 anos, de apelido “Lourinho”. Ele foi preso junto com Odileno Martins Rodrigues, 28, de apelido “Calu”, por volta de 11h, em uma casa, na Passagem Duas Estrelas, bairro da Prainha I, periferia da capital. “Lourinho” é o nono integrante preso da quadrilha de “piratas fluviais” conhecida por “Família Caterpillar”.
"Calu" e "Lourinho"
"CALU" E "LOURINHO"
Apenas neste ano, Elielson participou de cinco assaltos a embarcações. Ele confessou, em depoimento ao delegado, envolvimento nos assaltos às embarcações “Luzeiro” em fevereiro passado, e “Arca da Aliança de Anajás” em 22 de julho, ambas em Muaná no Marajó; e aos barcos “Jubileu II”; “Nossa Senhora da Conceição” e “Denildo Júnior”, assaltados simultaneamente em 27 de julho deste ano, na região do Baixo-Tocantins. Os presos foram conduzidos até a sede da DPFLU, na Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), da qual é vinculada a Delegacia.

Com a prisão de “Lourinho”, o delegado concluiu que o autor do disparo que matou a universitária Rafaelen de Souza Cavalcante, de 20 anos, no assalto à balsa “Arca da Aliança de Anajás” foi Sirval de Jesus Fereira, de apelido “Sniff” ou “Japonês”, preso no último dia 28 de setembro. Na ocasião, “Sniff” acusou “Lourinho” de ser o autor do disparo. “Tudo, na verdade, foi estratégia de defesa do acusado, pois 'Lourinho' era o único solto e o mais frágil da quadrilha”, explicou Igaki. Ainda, conforme as investigações, o disparo que atingiu a estudante na nuca foi acidental. Conforme explicou o delegado, no momento em que “Sniff” puxou da mochila um revólver, a arma de fogo engatilhou e disparou de dentro da bolsa. Ainda, segundo as apurações, os criminosos apenas souberam da morte da jovem através da imprensa.

O outro preso - “Calu” - confessou participação nos assaltos aos barcos “Princípe da Paz” no início de 2011 e navio “Soure” em 14 de junho passado na baía doMarajó. Ele afirmou ainda ter participado de outros dois assaltos contra duas balsas cujos nomes serão investigados. Ele também admitiu ter participado do assalto ao barco “Cantor” em 2010. “Calu” é foragido da Justiça de Muaná, no Marajó, desde abril do ano passado. Ele tem mandado de prisão preventiva por roubo em uma embarcação. Todos os presos respondem pelo crime de roubo seguido de morte – latrocínio. “Lourinho” é sobrinho de Abelardo Souza Marques, também conhecido por “Luciano”, líder da “Família Caterpillar”, preso em 8 de setembro deste ano. Ainda, segundo ressaltou o delegado Samuelson, o assalto à embarcação “Arca da Aliança de Anajás” foi cometido por duas quadrilhas – uma delas a “Família Caterpillar” e a outra o bando liderado por “Sniff”. Os dois grupos criminosos se juntaram por intermédio de Edinogal Pedro Flor, de apelido “Dinoca”, que também está preso. Outros três envolvidos no assalto à embarcação “Arca da Aliança de Anajás” permanecem foragidos. Os nomes deles ainda são mantidos em sigilo. Em poder dos presos “Lourinho” e “Calu”, foram apreendidos objetos roubados no assalto à embarcação como uma força de mesa de áudio, bijouterias e relógios de pulso de vítimas. Também foi apreendido com eles um colete salva-vidas roubado em um assalto em Tucuruí, neste ano. O equipamento foi usado pela quadrilha na fuga após o roubo à embarcação “Arca da Aliança de Anajás”. A equipe da DPFLU continua trabalhando de forma intensiva para levar mais paz e tranquilidade à população

Um comentário:

  1. São covardes que aterrorizaram a família do maior produtor de açaí do Marajó. Covardes é o que são. Gostaria muito de me ver cara a cara com esses bandidos, só com as mãos. São valentes porque estão amardos atá os dentes. Queria encara-los um a um, e eles veriam quem é quem nessa estória. São covardes,porque têm coragem porque estão armados. Se desarmem e me encarem, seus babacas. Pensam que podem muito, mas vão virar sinhás na cadeias, suas bibas.

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