
O plano foi criado pela Presidência da República em 26 de julho de 2006, por decreto do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Pelo mesmo ato foi instituído um grupo interministerial de trabalho, que ficaria responsável pelo planejamento e pela coordenação das ações de governo em todo o arquipélago marajoara. Ontem, ao abordar o assunto, Carlos Xavier lembrou que foram designados para integrar esse grupo nada menos que 15 ministérios e mais o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia e a Advocacia-Geral da União. “Que eu saiba, esse plano não produziu absolutamente nada de concreto para impulsionar o desenvolvimento do Marajó”, afirmou Carlos Xavier.
Para o dirigente do agronegócio paraense, o que se deve buscar é o fortalecimento econômico do arquipélago, que na sua avaliação tem um potencial extraordinário para a produção de arroz, para a atividade florestal-madeireira, para a pecuária – com ênfase para a bubalinocultura –, para a produção de pescado e para o turismo. “O Marajó tem um potencial imenso e nós precisamos aproveitar isso”, enfatizou o presidente da Faepa. Para Carlos Xavier, a proposta de federalização do Marajó é um reflexo da angústia que devem experimentar as lideranças locais em face dos sofrimentos da população, maltratada pela pobreza extrema e pela falta de oportunidades. Por isso, entende que o governo do Pará e a sociedade paraense devem dar as mãos ao povo marajoara, somando esforços para a sua capacitação, elevando a oferta e a qualidade dos serviços públicos e investindo na geração de conhecimento. “O Pará deve utilizar com inteligência e sabedoria os seus recursos naturais, inclusive a água doce, abundante no Marajó e que já é um dos bens mais valiosos disponibilizados pela natureza”, finalizou. (Diário do Pará)
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