domingo, 29 de julho de 2012

O MELHOR DA MÚSICA BRASILEIRA


Sumanos, voltamos com o "melhor da música brasileira". Após um veraneio recheado de poluição sonora travestida de música e da tentativa de  "baianização" da cultura marajoara, nada melhor que conhecermos o trabalho desta maranhense. Espia aí ! 

Ribeiro (São Benedito do Rio Preto, 13 de junho de 1966) é uma cantora e compositora brasileira. Aos dois meses de idade foi para São Luís (MA). Aos 1 começou a trabalhar a voz.

Nos anos 80, cantava no grupo vocal Vira Canto e fazia backing vocals para Chico Maranhão e Josias Sobrinho. Ainda no Maranhão, Rita participou também do grupo folclórico Boi Barrica.
Em 1989, diante da falta de perspectivas de seu estado, foi para São Paulo estudar canto com Ná Ozzetti e Madalena Bernardes. Após quase oito anos fazendo shows na noite paulista, testando repertório e arranjos, Rita lança em 1997 o seu primeiro CD, "Rita Ribeiro", pela gravadora Velas. O disco foi produzido pelo paulista Mário Manga e pelo também maranhense Zeca Baleiro, que assina 5 das 14 faixas, inclusive “Lenha”, que fez sucesso (e mais tarde foi regravado por Simone).
Em 1999, a cantora lançou seu 2º CD, "Pérolas aos Povos", pela MZA, mantendo a mistura de elementos de música tradicional e influências mais modernas que caracterizava o seu primeiro trabalho.
O disco foi lançado também nos Estados Unidos (acompanhado de uma turnê), pelo selo nova-iorquino Putumayo. No mesmo ano a cantora se apresentou no Festival de Montreux, na Suíça.
Em 2002 lança seu 3º CD, Comigo, pela MZA Music com produção de Marco Mazzola, co-produção de Rita Ribeiro e Pedro Mangabeira, mostrando uma cara mais pop mesmo quando interpreta temas regionais. Em 2006 lança seu quarto trabalho, o CD Tecnomacumba lançado pela Manaxica Produções com distribuição da Biscoito Fino. Depois de editar em DVD e CD a versão ao vivo de seu projeto Tecnomacumba em 2009, Rita Ribeiro colhe repertório para um novo trabalho.
 O álbum já tem garantida composições inéditas de Zeca Baleiro, Deus dará, e de Jaime Alem, Feliz com meu bem.

O projeto Tecnomacumba 

Desde sua estréia fonográfica, há nove anos, a cantora maranhense Rita Ribeiro mostrava seu apego à musicalidade reverente às tradições religiosas afro-brasileiras. Já no primeiro disco, ela readaptou Jurema, ponto de umbanda, com destaque. Ali já havia o embrião do projeto Tecnomacumba, que viria a tomar corpo há dois anos quando Rita montou um show exclusivamente com músicas com temática fincada na religiosidade vinda do candomblé e da umbanda, incluindo citações a pontos tradicionais, próprios dos terreiros.
O show virou sucesso de público e de crítica. Sem contrato com gravadora, a cantora Rita Ribeiro batalhou bastante para transformar em CD o show que já tinha conquistado sua fatia de público. Depois de anos, a opção encontrada foi pela produção independente através de seu escritório, Manaxica Produções, até que foi acertado seu lançamento pela gravadora carioca Biscoito Fino. Mesmo já tendo algumas músicas disponíveis para download na internet, fato que levou algumas faixas a conquistar DJs por todo o Brasil, Rita Ribeiro optou por gravar todo o material entre janeiro e junho deste ano com uma produção mais bem acabada.
Assim, Tecnomacumba chega às lojas já consagrado e estalando de novidades.
Ao repertório escolhido - entre composições de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Jorge Benjor, Dorival Caymmi, Wilson Moreira, Gerônimo, etc -, Rita Ribeiro buscou citações tiradas em pontos de terreiro, dividindo pelos santos consagrados. Por exemplo, em É D´Oxum (Gerônimo/ Vevé Calasans), ela cita alguns versos de pontos dedicados a Oxum vindos dos terreiros praticantes das religiões afro-brasileiras.
O resultado garante uma riqueza ainda maior ao simples fato de transpor para a música eletrônica as batidas, o que daria um resultado apenas curioso. Ela enriquece uma idéia que já nasceu interessante e supera expectativas. Algumas músicas, como a própria Jurema (domínio público) e Cocada (Antônio Vieira), que já tinham sido registradas por ela, ganham mais brilho e contemporaneidade.
Cavaleiro de Aruanda (Tony Osanah) também já vinha sendo ouvida nas festas.
É interessante notar que, apesar de boa parte das músicas já terem feito sucesso nas vozes de outras intérpretes - em especial Clara Nunes - intérprete que Rita Ribeiro sempre creditou como influência -, como é o caso de A Deusa dos Orixás, as versões deste CD apontam para outras leituras bem distintas, sem parecer um mero decalque.
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